Veja quatro mentiras que podem acabar com sua entrevista de emprego.

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Mentir sobre a graduação seria uma mentira fácil demais de pegar. Não dá para negar que uma entrevista de emprego – especialmente se for para uma posição que você deseja muito – gera ansiedade e expectativa. Muitas vezes, o ímpeto para não deixar a oportunidade pode levar a candidata a mentir ou distorcer algumas informações que estão no currículo.
Bom, o tiro pode sair pela culatra. Algumas mentiras que ao seu ver possam parecer pequenas, na verdade podem te levar a perder a vaga e ainda deixar uma impressão ruim. Inspiradas em um artigo do Pop sugar, listamos abaixo algumas mentiras que podem te comprometer em uma entrevista de emprego.

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O endereço

Durante a busca por uma oportunidade de trabalho em outra cidade, é comum ver gente colocando um endereço no currículo que na verdade não é da candidata, pode ser de um amigo ou de um parente. A pessoa teme que a moradia em outra cidade seja um empecilho e que o recrutador incline-se a dar preferência para quem já reside na cidade onde fica a sede da empresa.

Bom, se a sua intenção for dar o endereço de alguém como referência, é importante que você assegure com seu amigo ou familiar se realmente é possível passar alguns dias neste endereço, até conseguir um lugar para si e finalizar sua mudança. Da mesma forma, é preciso deixar claro ao entrevistador que este é um endereço provisório e que você está em processo de mudança. Isso é importante para que você tenha uma certa margem para conseguir se estabelecer. Se isso não é mencionado, o recrutador vai presumir que você já tem endereço fixo e que pode começar no novo emprego de imediato.

O salário

Em geral, as pessoas que mudam de emprego buscam, entre outras coisas, um salário melhor. Se você for questionada sobre seu último salário, não caia na tentação de criar uma certa “inflação” para melhorar seu passe. Se houver qualquer desconfiança, é uma informação fácil de ser checada com seus últimos empregadores. Além disso, as empresas costumam monitorar o mercado e possuem ao menos uma estimativa do salário que seus concorrentes estão oferecendo.

Se o seu objetivo é deixar claro que não está disposta a aceitar uma posição com um salário menor ou igual ao seu anterior, responda dizendo que não está inclinada a aceitar nenhuma proposta abaixo do valor X. Uma outra estratégia é ser objetiva – sem ser indelicada – e deixar claro que seu último salário não estava condizendo com suas capacidades e experiência.

A escolaridade

Mentir sobre a graduação seria uma mentira fácil demais de pegar e poucas pessoas ousam fazer tamanha besteira. Em contrapartida, não é raro ver gente tentando disfarçar quesitos adicionais, como o conhecimento em idiomas. Fez um semestre de determinada língua, mas coloca no currículo que fala o básico. Consegue compreender vagamente um texto em espanhol, mas nunca estudou o idioma profundamente e coloca que possui nível intermediário.

Essas ciladas também podem lhe pegar. A pessoa pode querer testar seus conhecimentos fazendo algumas perguntas em outra língua. Neste momento, seu nervosismo pode lhe entregar de imediato. O domínio de outra língua é importante para muitos setores, seja no dia a dia das funções ou para lidar com clientes e fornecedores. Seja honesta e coloque no papel somente o que você realmente sabe. Se estiver começando a aprender outra língua, é importante mencionar. O entrevistador ficará mais satisfeito em ver seu empenho em aprender um idioma novo do que com a tentativa de mostrar algo que você não sabe.

Demissão

Muita gente fica relutante em mencionar que foi demitida do último emprego e pode até criar histórias para encobrir o que realmente aconteceu. Da mesma forma como dissemos sobre o salário, o histórico pode ser checado e a mentira te deixar em maus lençóis. A situação demonstra ao recrutador que você quis esconder algo e que, se mentiu, provavelmente estava errada.

Para evitar interpretações distorcidas, se você for questionada sobre o motivo da saída da última empresa, não sinta-se desconfortável em dizer que foi demitida. Se houve algum tipo de situação desagradável, você não precisa entrar em detalhes, mas seja honesta quanto ao desligamento. Em tempos de crise, cortes em empresas são mais que compreensíveis.

Posted in Mentiras at agosto 20th, 2015. No Comments.

Verdade ou Mentira?

 

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Verdade Versus Mentira!

A carta aos Hebreus apresenta Abraão como um dos heróis da fé. Ele, de fato, viveu sua fé em Jeová. Houve um detalhe em sua vida, porém, que não foi nada digno de elogios. Tendo emigrado ao Egito, Abrão deu ordem à sua esposa: “Diga que é minha irmã, para que me tratem bem, por amor a você e minha vida seja poupada em consideração a você” (Gênesis 12:13).

A pergunta natural de quem lê a história do patriarca é esta: por que a Bíblia não escondeu o grande furo de Abraão? Uma resposta razoável seria – o Livro Sagrado não foi escrito para a adulação de ser humano nenhum. Por isso, nós nos identificamos com os personagens da história do Reino de Deus na terra: seja antes, ou depois de Cristo.

Tal como Abraão, fomos ensinados pelo Espírito do Senhor que a realidade se baseia na verdade. Também fomos ensinados que a Verdade só pode subsistir no Cristo, que veio ao nosso mundo para restaurar nossa vida (João 14:6). Todavia, o pai da mentira, que recebeu de Deus o direito de testar a nossa fé, sempre tenta nos desviar. A propaganda enganosa de Satanás é simples. Ela procura nos convencer de que a verdade precisa da mentira. Jesus desmascara o inimigo e coloca o problema nas dimensões adequadas. O Senhor, ao afirmar ser a própria Verdade, nos ensina que Ele é quem nos protege, quando os inimigos da verdade se voltam contra nós! A verdade não precisa da nossa defesa. A única coisa que Ela nos pede é que nos submetamos a Ela. E que o façamos com fé e com amor.

Posted in Verdade Versus Mentira at agosto 14th, 2015. No Comments.

Em Editorial,veja diz ser verdade suas mentiras!

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Processado pelo ex-presidente Lula, o jornalista Eurípedes Alcântara, diretor de Veja, justifica a capa da semana passada da revista, sobre uma suposta delação premiada do empresário Léo Pinheiro, negada por ele e pela OAS; “Se Veja não tivesse publicado sequer uma linha do que Léo Pinheiro quer contar em sua delação premiada, os fatos relatados aos procuradores permaneceriam os mesmos. Lula estaria no melhor dos mundos se sua maior dor de cabeça fosse a perseguição que imagina mover contra ele a imprensa”; reportagens que fomentam o ódio a Lula, como tem sido feito por Veja há mais de uma década, redundaram no ato terrorista contra o Instituto Lula; na ação contra a revista, os advogados do ex-presidente qualificaram a reportagem como “repugnante”; na mesma semana em que acusou Lula, Veja foi também desmoralizada por ter publicado uma fraude contra o senador Romário.

Uma semana depois de ter sido desmascarada e posteriormente processada por conta de uma reportagem baseada em uma delação falsa, a revista Veja reafirma os fatos publicados no editorial da edição deste fim de semana. Diretor da publicação da Abril, o jornalista Eurípedes Alcântara justifica que são verdadeiras as revelações de uma suposta delação premiada do empresário Léo Pinheiro, da OAS, e lembra que a revista “narrou detalhes” na edição de abril “sem ser contestada”. “Se Veja não tivesse publicado sequer uma linha do que Léo Pinheiro quer contar em sua delação premiada, os fatos relatados aos procuradores permaneceriam os mesmos.

Lula estaria no melhor dos mundos se sua maior dor de cabeça fosse a perseguição que imagina mover contra ele a imprensa. Seria uma maravilha para Lula se as reportagens que o incomodam fossem apenas invencionices de jornalistas mal-intencionados a serviço de causas ingratas (…). Mas, infelizmente para Lula, seu grande problema são fatos produzidos durante seu governo”, diz trecho do texto. Alcântara destaca ainda que a ação apresentada pelo ex-presidente Lula na Justiça contra o que a defesa do petista chamou de “mentiras” é “a clássica manobra de atirar no mensageiro, quando o que se quer suprimir é a mensagem”.

Na ação, os advogados de Lula classificam a reportagem como “repugnante”. “Se por feitiçaria todas as revistas e jornais que desagradam a Lula desaparecessem de uma hora para outra os aborrecimentos do ex-presidente continuariam do mesmo tamanho ou, como está ocorrendo, aumentando a cada dia que passa”, continua o diretor de Veja. Reportagens que fomentam o ódio a Lula, como tem sido feito por Veja há mais de uma década, redundaram no ato terrorista contra o Instituto Lula na última quinta-feira 30, quando, de dentro de um veículo, jogaram uma bomba em frente à sede da entidade, na capital paulista. Na mesma semana em que acusou Lula, Veja também publicou uma fraude contra o senador Romário (PSB-RJ), pela qual foi desmascarada e também deverá ser alvo de processo pelo parlamentar, que afirma ter sido acusado injustamente de ter uma conta na Suíça com R$ 7,5 milhões.

O que você precisa saber sobre a cerveja – 13 mitos e verdades sobre a bebida alcoólica mais consumida no país.

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Ela já foi tema de música, tem um dia só dela e sempre é usada como pretexto para reunir os amigos. Sim, estamos falando da cerveja – a bebida alcoólica mais consumida no país.
Toda primeira sexta-feira de agosto é comemorado no Brasil e em outros 50 países o Dia Internacional da Cerveja e, por isso, nada melhor do que usar a data para desmistificar alguns fatos sobre ela.

Esqueça, por exemplo, aquele mito de que cerveja pode dar barriga, pois pesquisas comprovam que quando bebida com moderação não dá.
Além disso, quando comparada com outras bebidas, principalmente as destiladas, ela é muito mais saudável e pode sim ser inserida a um estilo de vida balanceado.
Os mitos e verdades foram listados pelo beer sommelier Tulio Rodrigues, fundador da Beer Academy e professor da Fundação Getúlio Vargas na disciplina Administração dos Negócios da Cerveja.

Veja nas imagens 13 mitos e verdades sobre a cerveja que você precisa saber:

1 – Cerveja deitada gela mais rápido? Mito

De acordo com Tulio Rodrigues, a melhor posição para armazenar e gelar cervejas é de pé, “para que a superfície de contato do líquido com o ar seja menor”.
Além disso, o especialista alerta também que a cerveja deve ser resfriada gradualmente, ou seja, colocá-la no congelador, só se for um pouco antes de consumi-la.

2 – Cerveja não deve ser servida muito gelada? Verdade

Tulio explica que quando servida em baixíssima temperatura, a cerveja acaba anestesiando as papilas gustativas da língua, que fazem com que a sensibilidade para degustar a bebida seja perdida.
“O calor pede cervejas geladas, mas sem exageros”, afirma o beer sommelier.

3 – Cerveja dá barriga? Mito

Segundo Tulio, esse é o mito mais famoso que existe sobre a cerveja, mas a ciência já comprovou que, se consumida com moderação, a cerveja não é a responsável pelo aumento de peso nem de gordura abdominal.
Estudos mostraram que o que engorda não é a cerveja, mas os alimentos gordurosos, os famosos tira-gostos, que são frequentemente combinados com a bebida.

4 – Chope é a mesma coisa que cerveja? Verdade

O chope e a cerveja são a mesma bebida. A diferença, no entanto, é que a cerveja passa pelo processo de pasteurização – tratamento térmico que garante maior prazo de validade ao produto.
Já o chope, por sua vez, não passa pelo mesmo processo, é mais calórico do que a cerveja e tem um prazo de validade menor

5 – Cerveja não pode ser inserida em um estilo de vida balanceado? Mito

“Esse é outro pensamento bastante equivocado disseminado aqui no Brasil”, afirma Tulio.
O especialista explica que , assim como o vinho, a cerveja é feita de ingredientes naturais cujos benefícios são cientificamente comprovados.
“Um bom exemplo disso é a cevada, que dá origem ao malte, e o lúpulo. Ambos são ricos em antioxidantes, vitaminas e minerais, que, além de ajudarem a dar corpo, aroma, sabor e textura à cerveja, fazem da bebida uma aliada na dieta balanceada”, diz o sommelier.

6 – O colarinho tem alguma função? Verdade

Se você acha que não, o colarinho tem sim papel importante, pois a espuma protege a bebida da oxidação, reduz a perda de gás e mantém a temperatura. “Dois dedos de espessura é o ideal”, explica Tulio.

7 – Não existe copo específico para tomar cerveja? Mito

Cada estilo de cerveja pede um tipo de copo adequado para que os sabores e aromas sejam ressaltados.
A pilsen pode ser apreciada em uma tulipa ou caneca, a lambic pede taças do tipo flauta e a weissbier deve ser servida em copos maiores.
Se não tiver o copo ideal, utilize taças de vinho branco, ensina o sommelier.

8 – Cerveja é uma bebida de baixa caloria? Verdade

Se comparada com outras bebidas, como o vinho e até o suco de laranja, a cerveja pode ser considerada uma bebida de baixa caloria. Uma taça de cerveja tem em média 120 calorias, já a mesma quantidade de vinho 240 calorias.
A cerveja também possui os mesmos compostos orgânicos benéficos à saúde que o vinho: antioxidantes, vitaminas e sais minerais, explica Tulio.

9 – Cervejas artesanais, especiais e mainstream são a mesma coisa? Mito

De acordo com Tulio, podemos classificar as cervejas de acordo com a forma como elas são produzidas.
“A diferença básica entre elas é que as cervejas chamadas de mainstream têm um processo de fabricação bastante elaborado, complexo, justamente para garantir a qualidade da reprodutibilidade da receita”.
Já as cervejas ditas artesanais têm foco na licença criativa. “São cervejas de produções pequenas e mais ousadas, principalmente em termos de ingredientes”.
Por fim, as cervejas especiais são todas cujo preço é 20% maior do que as mainstream. “O que classifica uma cerveja como especial é o valor puramente econômico”, diz o especialista.

10 – O lúpulo é um conservante natural? Verdade

A função do lúpulo vai muito além de garantir o amargor da cerveja. Tulio explica que ele é um poderoso conservante natural, que pode ser utilizado até na culinária e também como cosmético.

11 – A cerveja não tem ritual de degustação? Mito

Segundo Tulio, apreciar e degustar uma cerveja pode ser uma verdadeira experiência sensorial. O especialista explica que é necessário ativar os cinco sentidos.
“Uma dica é procurar sentir os aromas da cerveja, criando uma memória olfativa da bebida, assim como o tato bucal e até a análise visual de uma cerveja”, dizTulio.

12 – A cerveja é mais saudável que outras bebidas destiladas? Verdade

Bebidas fermentadas, como a cerveja e o vinho, são mais saudáveis que as destiladas, como a cachaça e o whisky.
Além disso, a cerveja tem teor alcoólico menor que outras bebidas e o álcool da cerveja é obtido a partir de um processo natural, ou seja, mais saudável.

13 – Cerveja de garrafa é mais gostosa que a de lata? Mito

Tulio afirma que produto é o mesmo, não importa o recipiente, porém, o aroma e sabor podem ser influenciados pelo modo de conservar e resfriar a bebida.
Por isso, o ideal é manter a temperatura constante, seja ela fria ou sem refrigeração. “Quando ocorre a mudança brusca de temperatura, o sabor da cerveja é prejudicado”, afirma o especialista.

Posted in Mitos, Verdades at agosto 7th, 2015. No Comments.

Frio agrava dores no corpo, principalmente na coluna: verdade ou mentira?

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De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população mundial, sentirá dores na coluna em algum momento da vida. Quem já faz parte deste público, costuma relatar que sente mais dores no corpo com a chegada do frio. No entanto, será mesmo que as dores aumentam devido à temperatura amena?

Segundo o médico ortopedista da Unimed Costa Oeste, Marco Antônio Ribeiro, o que acontece é que com o frio, a musculatura fica mais contraída e por isso as dores aumentam. “Outro motivo está relacionado a contração involuntária dos músculos, pois no frio, a musculatura permanece em constante reação de defesa, realizando uma contração involuntária para aumentar a temperatura, aquecendo o organismo”, explica. Quem sofre mais com as temperaturas mais baixas são os idosos e sedentários, pois os músculos ficam mais fracos e “curtos”.

O que fazer?

Para diminuir as dores no Inverno, o especialista indica a prática de exercícios físicos regulares e a realização de alongamentos diários, feitos por mais tempo e com muito cuidado. “Relaxantes musculares, indicados por médicos , também aliviam as dores. No entanto, se o incômodo persistir por muito tempo, o especialista deve ser visitado”, finaliza Ribeiro.

Posted in Frio Agrava As Dores No Corpo at agosto 4th, 2015. No Comments.

As mentiras mais banais na hora de limpar.

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Ter uma casa limpa e asseada é fundamental para a grande maioria das pessoas, mas na hora de limpar continuam a primar algumas mentiras ‘interiores’ que fazem vista grossa a algumas partes mais sujas da habitação.
Na hora de limpar a casa, não vale mentir a si próprio. É um hábito recorrente, mas por muito inocente que seja essa mentira (ou o pensamento), a verdade é que a limpeza não

1. A pia fica limpa se passar apenas uma esponja ou um pano

Longe disso! Tal como os pratos, tacho e panelas com gordura devem ser esfregados, também a pia (onde toda a gordura passa) o deve ser.

2. Só é preciso esvaziar o saco do aspirador quando estiver cheio

Se o objetivo é limpar com eficácia (e rapidez) não há equipamento – muito menos o aspirador – que funcione se tiver o recipiente cheio de sujidade. No caso do aspirador, o saco cheio irá dificultar a absorção de novas poeiras. ficará como o desejado.3. Não há problema de deixar a tampa do detergente da máquina da louça aberta

Há problema, sim. Mas máquinas estão programadas para expelir o detergente – seja capsula, líquido ou pastilha – a um determinado momento da lavagem. Deixar a tampa aberta fará com que o detergente seja usado antes do indicado, podendo não lavar a louça corretamente.

4. Sacudir os sapatos da rua tira o lixo que lá existe

A sujidade existente na sola dos sapatos é maior do que o que se imagina e a forma mais indicada de evitar levar essa sujeira para casa é descalçando os sapatos e deixando-os à porta.5. Se a esponja do banho fica seca, dura mais tempo

Tal como as toalhas de banho, as esponjas são um habitat perfeito para bactérias. Tê-las húmidas e quentes apenas fará com que essas bactérias se propaguem com mais facilidade, mas secá-las também não resolve a situação. O ideal é mesmo trocar de esponja com bastante regularidade.

6. O detergente usado na máquina da roupa serve para lava peças à mão

Num caso esporádico, sim. Mas a verdade é que o detergente criado para máquinas de roupa é mais potente e eficaz em temperaturas altas e rotações elevadas. Usar esses produtos nas lavagens à mão pode estragar o tecido.

7. Mudar as fronhas das almofadas uma vez por semana é um exagero

Explica o site que as fronhas – e os lençóis – devem ser trocados todas as semanas. No caso das fronhas, e se necessário, a muda pode mesmo ocorrer passados alguns dias, uma vez que o óleo do rosto fica acumulado no tecido, dando azo a ácaros e bactérias desnecessárias à pele.

8. O vinagre limpa tudo

Para limpar o interior de um frigorífico ou de um micro-ondas, o vinagre pode, de facto, ser um aliado, contudo, em pavimentos de madeira pode dar origem a manchas irreversíveis.9. As calças de ganga não se lavam, apenas se colocam no congelador

Já não é a primeira vez que se noticia que as calças de ganga não precisam de ser lavadas com a mesma frequência que outras peças de roupa, mas precisam de ser lavadas, mesmo que apenas quando necessário.

Mentira e mitomania. Verdade ou Mentira?

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Mentira é uma finalidade na mitomania.

A mitomania é uma forma de desequilíbrio psíquico caracterizado essencialmente por declarações mentirosas, vistas pelos portadores da doença como realidade.

Para quem tem mitomania, dizer a verdade é um sofrimento. O mitômano prefere acreditar em sua realidade mais que na realidade objetiva exterior. A necessidade de mentir se manifesta devido à profunda necessidade de apreço ou atenção. Mentindo se sente tranquilizado e de acordo consigo mesmo. As mentiras têm algum elemento de verdade, não são uma manifestação de delírio ou algum tipo de psicose mais intensa. A tendência mentirosa é duradoura e não é provocada pela situação imediata ou pressão social, mas se origina de vontade inata da pessoa.

O comportamento do mitômano é causado em decorrência de motivos internos, psicológicos, como regulação da autoestima ou realização de fantasias mais do que por motivações externas, como ganho financeiro. As histórias contadas tendem a apresentar o mentiroso favoravelmente, como sendo fantasticamente corajoso, saber sobre algo importante ou estar relacionado com muitas pessoas famosas.

A mitomania pode também apresentar a síndrome de falsas memórias, em que o doente realmente acredita que os eventos fictícios tenham ocorrido, como, por exemplo, que tenha cometido atos sobre-humanos de altruísmo e amor ou atos bastante diabólicos.Ao serem expostos, os casos de mitomania tornam-se vergonhosos. Todavia, os mitômanos que buscam ajuda por vontade própria, pedindo esta ajuda a seus familiares e, principalmente, aos seus amigos, são considerados extremamente raros. Eles conseguem perceber que estão sofrendo de um mal e desejam, acima de tudo, curar-se.

Com o tempo, é natural as pessoas que rodeiam um mitômano perceberem a mentira. Porém, mais importante do que identificar a ação repetida de mentir, é reconhecer este ato como uma doença patológica. O mitômano, principalmente aquele que reconhece sua doença e é abandonado por quem o rodeia, tende a apresentar piora no quadro, acarretando desejos inconstantes, profunda melancolia, depressão e desejos de suicídio. O papel dos companheiros se torna extremamente importante na vida do indivíduo doente, já que eles é que irão indicar os pontos e erros.

Infelizmente, poucos estudos têm se dedicado à questão, permanecendo a dificuldade para diagnóstico desses casos.

Posted in Mentira e Mitomania at julho 8th, 2015. No Comments.

Quando o computador consegue distinguir a verdade da mentira.

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Um algoritmo desenvolvido com participação portuguesa conseguiu avaliar a veracidade de declarações simples com a uma fiabilidade semelhante à de um verificador humano.

No filme Ex-Machina, do britânico Alex Garland (que já passou pelos ecrãs portugueses), Ava, uma atraente andróide dotada de uma híper-sofisticada inteligência artificial consegue saber se os seus interlocutores lhe estão ou não a mentir. Esta sua extraordinária capacidade deve-se em parte ao facto de o seu criador, um génio da informática, ter tido a ideia de permitir a Ava o acesso a milhões de amostras de voz e de expressões faciais roubadas nos smartphones de utilizadores do mundo inteiro. A potência de cálculo da micro-electrónica que se esconde por detrás do belo rosto de Ava encarrega-se do resto.

Agora, uma equipa de especialistas de computação, entre os quais um cientista português, acaba de fazer algo parecido – embora muito mais modesto: tornar um programa informático capaz de avaliar, com um desempenho comparável ao de um ser humano, a veracidade de uma série de afirmações… dando-lhe acesso (totalmente legal) a uma base de dados, derivada da Wikipedia, que contém milhões de informações factuais. O trabalho foi publicado na revista online de acesso livre PLoS ONE.“Não é a primeira vez que se fazem programas de inteligência artificial (IA) para automatizar a verificação da veracidade de factos. A Google, por exemplo, tem feito trabalho nesta área”, disse ao PÚBLICO por email o co-autor Luís Rocha, do Instituto Gulbenkian de Ciência em Oeiras. “Mas uma das novidades é que o nosso algoritmo é extremamente simples.”

Outra novidade é que, ao contrário de outros algoritmos, os dados e a informação de base que o novo processo automático utiliza para fazer o seu fact-checking também tem uma estrutura muito simples.

Mais precisamente, para construir o conhecimento de base que o algoritmo utilizou, os cientistas pegaram numa massa de “caixas de informação” (infoboxes) da Wikipedia relativas a questões de geografia, história e mundo do entretenimento. Os infoboxes são aqueles condensados de informação básica que aparecem em cima à direita, naquela imensa enciclopédia online, na página das figuras públicas.

Como essas caixas ligam entre si os mais díspares “conceitos” e um mesmo conceito pode estar incluído em muitas caixas ao mesmo tempo, esta recolha de informação permitiu construir uma rede, ou “grafo de conhecimento”, com três milhões de conceitos (os nós da rede) e 23 milhões de ligações entre pares de conceitos.

O algoritmo desenvolvido pela equipa utilizou então essa rede complexa para calcular o nível, ou valor, de veracidade de declarações simples, explicam os autores no seu artigo na PLoS ONE. Frases do tipo: “Paris é a capital de França” ou “Platão é grego”

Em linhas gerais, o algoritmo identifica – saltando de nó em nó, através das ligações existentes entre os nós – o percurso entre o sujeito e o objecto (da frase que se pretende avaliar) que contém o maior nível de informação específica, atribuindo-lhe um valor numérico. E é esse valor numérico que permitirá decidir se a frase em causa é ou não verdade.

Como são atribuídos os valores numéricos aos percursos? Os autores consideraram, como medida do carácter informativo de um nó, o número de ligações que passam por esse nó. “Por exemplo, o nó ‘animal’ está ligado a imensos outros nós na Wikipedia, por isso não é muito informativo”, explicita Luís Rocha. “Mas um nó como “wombat” [pequeno marsupial] está ligado a menos nós e é por isso mais informativo.” Por outras palavras, os caminhos que passam por nós mais genéricos têm menos peso informativo, relacionando os dois conceitos contidos na frase em causa de forma mais ténue do que os que passam por nós mais específicos.

Quando a equipa pôs o algoritmo “à prova dos factos”, este foi capaz de relacionar com grande precisão, por exemplo, presidentes dos EUA com as suas primeiras-damas e realizadores de cinema oscarizados com os seus filmes premiados. Mas não se ficou por aí: também conseguiu avaliar a veracidade (ou não) de declarações muito mais indirectas – e menos óbvias para muitos humanos.
Obama é muçulmano?

O exemplo dado pelos autores no seu artigo é a frase: “Barack Obama é muçulmano”. Escrevem os autores: “O caminho mais [específico] obtido pelo nosso método para a declaração ‘Barack Obama é muçulmano’ (…) passa por nós que representam informação muito genérica, tal como ‘Canadá’, e aos quais é [portanto] atribuído um valor de veracidade baixo”. Por outras palavras, o algoritmo não encontrou qualquer percurso suficientemente informativo e concluiu que esta afirmação era falsa – ao contrário de muitas pessoas que acreditam em tudo o que corre nas redes sociais e na Web em geral… Aliás, foram justamente declarações deste tipo acerca do actual presidente dos EUA que motivaram o trabalho, diz-nos Luís Rocha. A ideia surgiu numa conversa com Johan Bollen, co-autor da Universidade do Indiana (EUA). “Foi durante um período de eleições nos EUA, em que factos obviamente falsos eram repetidos em alguns media mais politizados. Alguns (do tipo “Obama é um muçulmano socialista”) eram tão nitidamente falsos que o Johan disse: ‘não deve ser difícil fazer um algoritmo que teste a veracidade destas afirmações’. Ao que eu respondi: ‘que tal tentarmos?’. Em estreita colaboração com outros colegas da Universidade do Indiana – Giovanni Ciampaglia, Filippo Menczer, Alessandro Flammini –, avançaram com o projecto. “E chegámos a resultados muito além do que eu pensei possível à partida”, diz Luís Rocha.

Trinta minutos para queimar gordura. Verdade ou mentira?

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Entre os vários mitos à volta do exercício físico há um que perdura na cabeça da grande maioria: O corpo só começa a queimar calorias depois dos primeiros 30 minutos de exercício. Mas será verdade ou mentira?

Há uma dúvida clássica no que toca ao exercício físico: De quantos minutos de exercício precisa o corpo para começar a queimar calorias? O site Mulher falou com a professora de educação física Danielle Antognetti que explica que o corpo queima calorias durante o dia toda, e desde o início do exercício físico. Mas, para conseguir um queimar muitas calorias e emagrecer deve praticar exercício físico durante um intervalo de tempo maior, o que justifica esta crença nos 30 minutos.

A especialista alertou ainda que o número de calorias queimadas depende do tipo de exercício praticado. “Quanto maior for à intensidade do exercício físico, maior será o gasto calórico”, explica Danielle. Mas a maior verdade nessa ideia é que só depois de uns bons minutos a treinar é que o corpo começa a ‘queimar’ gordura. Danielle explica que o corpo não foi feito para utilizar a gordura como fonte primária de energia. “Num exercício aeróbico, o organismo utiliza como fonte primária de energia o glicogênio, em seguida queima a gordura da proteína muscular e só depois se dá a queima da tão indesejada gordura”, afirma a especialista. Portanto, sejam 30 minutos, mais ou menos, a verdade é que se quiser queimar gordura vai ter de fazer treinos longos.

Posted in Dúvidas No Exercício Fisico at junho 30th, 2015. No Comments.

Frente-a-Frente da homeopatia. Verdade comprovada ou uma enorme mentira?

frente-a-frente-da-homeopatia-verdade-comprovada-ou-uma-enorme-mentiranão há dúvidas…
O médico alemão Samuel Hahnemann descobriu que qualquer medicamento tem duas ações: uma ação primária, que corresponde ao que atualmente se conhece como efeito terapêutico, adverso ou colateral dos fármacos, e uma ação secundária ou reação homeostática do organismo, que é conhecida por efeito rebound.
Na homeopatia é o efeito rebound que é usado como efeito terapêutico, pois existe esta resposta do organismo como um todo e a nível celular a um estímulo terapêutico que é administrado pelo princípio da similitude, recuperando-se a homeostasia. Já na farmacologia convencional, quando os medicamentos são usados pelo princípio dos contrários (de forma enantiopática), o efeito rebound torna-se um efeito adverso e grave.

O estudo do fenômeno do efeito rebound, os estudos da hormesis da toxicologia moderna e a abordagem recente intitulada como farmacologia paradoxal, entre outras, fundamentam cientificamente a homeopatia. O médico e cientista prof. dr. Marcus Zulian Teixeira fundamentou cientificamente o princípio da similitude na designada farmacologia moderna através de investigação sobre o efeito rebound. Da investigação básica salienta-se que os medicamentos dinamizados emitem sinais electromagnéticos específicos, sendo uma linha de investigação do Prêmio Nobel da Medicina Jean Luc Montagnier. Outros estudos mostram que a nanoestrutura da água é diferente da do solvente de partida e que mesmo ultra diluições acima da 12CH (limiar do número de Avogadro) apresentam ainda nanopartículas do soluto inicialmente diluído, detectadas por microscopia eletrônica. Estudos segundo a metodologia científica atual (duplamente cegos e randomizados) em seres humanos, em animais e em células com ultra diluições acima da 12CH mostram que os medicamentos homeopáticos têm um efeito diferente do placebo.

Destaca-se ainda da investigação clínica até 2014 a existência de seis grandes revisões sistemáticas e metanálises de ensaios clínicos randomizados e controlados, cinco das quais indicam que a homeopatia tem efeito específico e superior ao placebo. Apenas uma publicação no “The Lancet” em 2005 pôs isso em causa. Mas foi bastante contestada quanto à sua metodologia: em 110 ensaios clínicos homeopáticos, selecionou apenas oito para as conclusões finais. Desses oito, quatro apresentavam resultados positivos a favor da homeopatia e os outros quatro eram ensaios clínicos cuja metodologia feria marcadamente os princípios fundamentais da homeopatia. Assim, até aos dias hoje, só existem estudos que indicam que a homeopatia, quando aplicada segundo os princípios que a definem, é eficaz e eficiente. … de que não funciona

A homeopatia é uma prática inventada há cerca de 230 anos pelo médico alemão Samuel Hahnemann, segundo a qual o poder curativo de qualquer substância (desde abelhas esmagadas a cicuta) é tanto maior quanto mais diluída ela for. A magia está alegadamente numas pancadas (“dinamizações”) dadas com os frascos numa superfície dura e flexível (originalmente, a sela do cavalo de Hahnemann). Este foi contemporâneo de Lamarck e morreu em 1843, ano em que nasceu Robert Koch, que viria a descobrir que muitas doenças são causadas por microorganismos. Décadas depois seria determinada a constante de Avogadro, que permite saber quantas moléculas há numa certa quantidade de matéria (num preparado homeopático 30C, a probabilidade de encontrar uma só molécula da substância original é equivalente à de ganhar o Euromilhões várias vezes).A homeopatia surgiu quando a ciência moderna dava os primeiros passos e rapidamente se tornou evidente que os seus princípios não tinham fundamento científico. A ciência baseia-se em experiências e observações que possam ser repetidas e confirmadas de modo independente. A homeopatia é uma pseudociência, procura imitar a aparência da ciência.

Para isso recorre a um conjunto de estratégias típicas que descrevo no meu livro “Pseudociência” (Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2014), tais como figuras de autoridade, ou seja, dizer que uma coisa é verdade porque há pessoas muito importantes que dizem que é (“médico e cientista prof. dr. Marcus Zulian Teixeira”, “Prémio Nobel da Medicina Jean Luc Montagnier”, que ganhou o Nobel pela descoberta do vírus HIV nos anos 80, e não por divagações sobre “assinaturas electromagnéticas” quase aos 80 anos de idade). Outra é a linguagem aparentemente científica, usada sem qualquer significado (“efeito rebound”, “farmacologia paradoxal”). Lembra-se das pulseiras power balance com um “holograma quântico?” É a mesma coisa. Escolher a dedo os estudos que parecem mais favoráveis, ignorando os restantes, tal como escolher um postal sem olhar para a paisagem, é outra característica da pseudociência. A exigência para a medicina baseada na ciência são as revisões sistemáticas da literatura científica, como as feitas pela organização sem fins lucrativos Cochrane Collaboration. Se acreditam ter provas de que a homeopatia funciona, aceitem introduzir os remédios homeopáticos no mercado sujeitos às mesmas exigências dos medicamentos convencionais. Fica o desafio. Talvez possa tirar medicina

Há quatro princípios fundamentais na homeopatia: uso de um medicamento único e individualizado para o total de sintomas do doente; o uso de medicamentos na forma dinamizada ou ultra diluída; e o princípio da similitude, o mais importante, que define que a cura de uma pessoa doente pode ser alcançada administrando-lhe o medicamento que produz sintomas semelhantes em utilizadores saudáveis. Assim, a sua afirmação de que “o poder curativo de qualquer substância é tanto maior quanto mais diluída ela for” não é correta. A ação verifica-se, acima de tudo, segundo o princípio da similitude.

Aquilo a que chama “pancadas” são sucussões e está provado por métodos como a espectrografia que geram alterações. As ultra diluições são diferentes do solvente, existindo agregados supramoleculares de moléculas de água; é possível identificar medicamentos específicos, sinais electromagnéticos ou emissão de fotões. É uma nano medicina.

Não existe nenhum estudo que conteste a eficácia e eficiência do tratamento que contenha ensaios clínicos feitos de acordo com os princípios referidos. Na homeopatia não há doenças, há doentes únicos, o que não impede que seja posta à prova através destes ensaios clínicos controlados e randomizados. Prova disso é a mais recente meta--análise e revisão sistemática de 2014 publicada no “Systematic Reviews”, que mostra que o tratamento individualizado tem um efeito superior ao placebo. Faltam mais ensaios por várias razões: negação da homeopatia e dos médicos que a investigam por preconceito, falta de apoios, falta de médicos com conhecimentos adequados.

Claro que há figuras de autoridade que servem de referência científica. Isso também não impede a contestação, desde que os críticos estudem a matéria. Não fica bem menosprezar cientistas como Montagnier só porque são idosos…

Não é médico nem engenheiro ou físico, senão compreenderia que, além de moléculas, há sub partículas atômicas e forças que comandam o universo. Numa ressonância magnética fotografam-se fotões emitidos pelos núcleos dos átomos de hidrogênio, ou seja, concentrações protônicas correspondentes a concentrações de água nos tecidos! Vai dizer que é um engodo por isso? E há medicamentos convencionais administrados pelo princípio da similitude, por exemplo, anticoncepcionais na síndrome pré-menstrual. Não me é permitido alongar, se não teria de lhe explicar como a ciência quântica é aplicada na medicina. Talvez possa inscrever-se num curso de Medicina e depois fazer homeopatia. Um grande médico americano, Constantin Hering, foi inicialmente um detractor e, quando a estudou a fundo, tornou-se um dos principais defensores de Hahnemann.

Para quando uma pílula homeopática?

Patrício afirma que a ação da homeopatia se baseia “acima de tudo” no princípio da similitude. Tendo em conta que algumas das substâncias usadas são poderosos venenos (como o arsênico ou a beladona), o principio de as diluir até não sobrar nada também é importante para que o paciente sobreviva e marque a segunda consulta. A questão para Patrício (ou deveria dizer dr. Patrício?) continua a ser de autoridade. A sua, porque é médico, face à ausência da minha, porque não sou “médico nem engenheiro ou físico”. Enquanto for conveniente para Patrício, Montagnier terá autoridade, não obstante ter ganho o Nobel por um trabalho completamente diferente realizado há 30 anos. Os resultados de Montagnier acerca da “assinatura electromagnética das moléculas” não são passíveis de serem reproduzidos por outros grupos de investigação. Goste-se ou não, a reprodutibilidade dos resultados é uma característica da ciência, pois ninguém está imune à fraude e ao erro.

Em 1999, a Fundação James Randi ofereceu um milhão de dólares a quem conseguisse demonstrar a existência da “assinatura electromagnética”, prêmio que nunca foi reclamado.Patrício contínua a abusar de linguagem aparentemente científica sem qualquer significado. É verdade que há várias técnicas em que contar o número de fotões permite saber a concentração de uma substância, mas isso em nada apoia a causa homeopática. E usa o Santo Graal das pseudociências: a palavra “quântica”! Há instrumentos usados na medicina cujo funcionamento se explica com a física quântica, mas o mesmo se aplica às máquinas de lavar roupa, já que estas têm transístores.

Requer um tratamento de excepção para a homeopatia, pois reivindica que os ensaios clínicos sejam feitos “de acordo com os princípios da homeopatia”, e não de acordo com as exigências para qualquer outro tratamento. Rejeita os princípios da medicina baseada na ciência, mas paradoxalmente reclama um estatuto científico para os remédios homeopáticos. Se estes conseguissem provar a sua eficácia através de ensaios clínicos metodologicamente robustos, a homeopatia não seria alternativa, seria simplesmente… medicina. Mas não, os remédios homeopáticos são introduzidos no mercado com um regime especial em que a única coisa que têm de provar é que são… inócuos! Nisso estamos de acordo, são só água e açúcar. Patrício fala de anticoncepcionais. Porque não uma pílula anticoncepcional homeopática? A associação portuguesa de famílias numerosas certamente apoia a ideia. Claro que dá mais jeito um remédio para a gripe, que é uma doença que passa sozinha.

Posted in Homeopatia! Verdade ou Mentira? at junho 10th, 2015. No Comments.