Um Furacão Vai Atingir o Rio de Janeiro neste Domingo? Verdade Ou Mentira?

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Circula na internet que um furação vai atingir o Rio de Janeiro neste domingo (11) e mais uma vez as redes sociais e os aplicativos de mensagens instantâneas estão compartilhando informações não verídicas. Recentemente duas falsas notícias repercutiram bastante, causando medo em quem recebe a informação.

Primeiro foi de que uma safra inteira de arroz teria sido infectada por vírus e bactérias. Em seguida de que a terra ficaria na escuridão por 6 dias diretos. Agora a informação do suposto furação que irá atingir o Rio de Janeiro.

De acordo com o que está sendo compartilhado, inclusive áudios de supostas autoridades, um furacão muito forte estaria se aproximando do litoral do Rio de Janeiro. Ainda de acordo com a informação, o “Tornado Categoria 1” causará estragos e a orientação é para que as pessoas evitem áreas litorâneas.

Tudo não passa de boatos. O COR (Centro de Operações Rio) emitiu um alerta em sua página no Facebook. De acordo com a publicação tudo é apenas mais um hoax. Leia na íntegra a publicação.
CICLONE NO RIO? ENTENDA!

Pessoal, estão divulgando – via whatsapp – que haverá um ciclone na cidade no próximo domingo (11/12). ESSA PREVISÃO NÃO SE CONFIRMA!

ESCLARECIMENTO:

De acordo com o Alerta Rio, não terá furacão e nem ciclone na cidade, no próximo fim de semana (10 e 11 de dezembro).

PREVISÃO PARA OS PRÓXIMOS DIAS:

A previsão para os próximos dias é de pancadas de chuva típicas de verão, a partir da tarde. No domingo, há previsão da chegada de uma frente fria, podendo ocasionar chuva fraca a moderada.“

Posted in Um Furacão Vai atingir O Rio De Janeiro at dezembro 22nd, 2016. No Comments.

Peixe Panga Faz Mal, Verdade ou Mentira?

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Quem me conhece sabe que sou chef de cozinha e fui proprietário de restaurante há alguns anos atrás. Nesse tempo, virei um fâ do peixe Panga. Sua carne é macia, saborosa e é um peixe muito fácil de se trabalhar. Sem contar o preço, que é sempre muito baixo, sendo sempre um dos peixes mais baratos à disposição. Só reclamo do Panga quando o vejo sendo vendido como linguado em alguns restaurantes.

De textura inconfundível, o segredo do Panga é tirar aquela gordura. Se isso não for feito, ele se transforma em uma carne forte e pesada, que não lembra em nada sua leveza e maciez.

Por todos esses motivos, chegou a vez de defender o bichinho daquele eterno email que todos recebem falando muito mal desse belo peixe.

Texto alarmista

Foi 2009, que esse texto super alarmista começou a circular pela internet. O autor, muito preocupado com nossa saúde, pedia para que todos avisássemos o maior número de pessoas para não comer esse peixe, pois sua carne estaria contaminada com altos índices de venenos e bactérias.

Verdadeiro ou Falso?

Analisando o e-mail – que sofreu várias alterações com o passar do tempo – podemos verificar que ele possui vários indícios que caracterizam uma boa farsa da web:

-Cita nomes de entidades para dar mais crédito à notícia;
-É impreciso e contraditório em vários pontos;
-Apela para o lado emocional do leitor;
-Usa em certos trechos letras maiúsculas para chamar a atenção do leitor;
-Não cita as fontes de onde a tal noticia foi retirada;
-Não é datado;
-Trata de um assunto que interessa a muitos leitores: a saúde;
-Pede para ser repassado para o maior numero de pessoas possível;
-Logo no primeiro parágrafo, o texto afirma:
“REPASSANDO COM URGÊNCIA – FATO COMPROVADO – REPASSEM PARA TODOS OS SEUS CONTATOS…”
Já começa bem! Repasse para todos os seus contatos um fato comprovado. Comprovado por quem?

Mais abaixo, o texto cita a ASAE (Sociedade Americana de Engenheiros Agrônomos), mas não mostra nenhum link ou recorte de jornal para comprovar que a tal Sociedade tenha publicado tal notícia.

O autor (ou quem acrescentou o texto na mensagem original) ainda mistura o perigo do consumo do peixe Panga (Pangasius hypophthalmus) a uma contaminação que teria ocorrido na época em que o presidente do Brasil era o Sarney. Trecho igualmente sem datas ou fatos concretos que atestem a veracidade da informação.

Quem escreveu o texto afirmou que um dia estava comendo em um restaurante self-service quando teve a curiosidade de examinar um dos filés de peixe. Na verdade, o autor afirma que levou o peixe para análise, mas não apresenta nenhuma prova ou o resultado dessa análise. Será que teria levado a um laboratório? Será que a análise foi feita ali mesmo, no restaurante?

O texto prossegue e afirma que dentro das postas do peixe servido havia filamentos e esses filamentos eram vermes de dois centímetros. Será mesmo?

O texto prossegue e afirma que dentro das postas do peixe servido havia filamentos e esses filamentos eram vermes de dois centímetros. Será mesmo?

E ainda: Ao analisar o peixe, o autor concluiu que a amostra era “de água doce, proveniente de rios extremamente poluídos de excrementos, dejetos e toda sorte de poluição biológica, física e química devido, entre fatores diversos, à maciça ocupação de barcos que servem de vias e moradias que constituem aglomerados populacionais de pessoas carentes de serviços sanitários e salutares”! Que análise, hein?

Uma dúvida: Será que essa análise feita em apenas um filé vale para todos os peixes Panga?

Mais adiante, o e-mail afirma que:

“Os Pangas estão infestados com elevados níveis de venenos e bactérias. (arsênio dos efluentes industriais e tóxicos e perigosos subprodutos do crescente setor industrial, metais pesados, bifenilos policlorados (PCB), o DDT e seus (DDTs), clorato, compostos relacionados (CHLs), hexaclorocicloexano isómeros (HCHs), e hexaclorobenzeno (HCB)).”

Um parágrafo com tantos nomes complicados e com muitas siglas. Com tantas informações assim dá até preguiça de verificar se o parágrafo é real! É mais fácil repassar o texto. Mas será que tudo isso é verdade?
De acordo com uma análise feita em novembro de 2009 pela DECO Proteste (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor) – onde foram testadas 5 marcas de filé de Panga congelado – foi encontrada uma bactéria chamada Listeria monocytogenes, porém em uma quantidades tão insignificantes que não chegam a ameaçar a saúde de ninguém!

Além disso, a DECO também não encontrou metais pesados e tampouco resíduos de medicamentos anti-infecciosos.

Também é bom ressaltar que, conforme observado pelo site Agrolink, “O Panga é cultivado há mais de mil anos no Rio Mekong, no Vietnã, um dos maiores rios do mundo, localizado no sudeste asiático. Há muitos anos, é exportado para mais de 240 nações, entre elas os Estados Unidos, todos os países da Comunidade Européia, Japão, Rússia, Austrália, entre outros. Só este fato bastaria para atestar sua qualidade e segurança para o consumidor. Ainda assim, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) do Brasil realizou uma série de análises nesta espécie, com o objetivo de confirmar a alta qualidade do produto, que foi aprovado sem restrições.”.

Notícias sobre intoxicação

Pesquisando por noticias sobre o peixe Panga nas versões online dos jornais A Folha de São Paulo e do Estadão não encontramos nada sobre casos de intoxicações ou envenenamento relacionados ao consumo do dito peixe. Será que a mídia estaria escondendo o fato? A troco de quê?
O e-mail ainda afirma no próximo parágrafo que não há nada de natural nos Pangas! Sinceramente, não dá para entender o que querem dizer com isso. Não é natural um peixe que come restos de peixes mortos?

O autor do texto também compara o Panga às vacas loucas que, segundo ele, seriam vacas que se alimentavam de vacas. Segundo o Como as Coisas Funcionam, acredita-se que nos anos 1990 a doença que atacou as vacas teria sido causada pelo consumo de ração contaminada. Como boa parte da ração britânica era composta por ossos de carneiros (e a doença surgiu primeiro nesses bichos), deduziu-se que a doença teria se propagado dessa forma. Em carneiros. Não em vacas!

A seguir, o texto alerta:

“Basicamente, são peixes com hormônios injetáveis (produzidos por uma empresa farmacêutica na China) para acelerar o processo de crescimento e reprodução. Isso não pode ser bom.”

Apesar do e-mail não dizer o nome da empresa farmacêutica chinesa, e importante avisar que o tratamento de peixes com o uso de hormônios não é exclusividade do Panga. Outros peixes também recebem essa “ajudinha” de seus criadores com hormônios naturais e/ou sintéticos. Será que esses hormônios fazem mal apenas ao Panga? A solução seria banir todos os peixes das refeições?

No trecho abaixo, o autor do texto alarmista conta que:
“Ao comprar Pangas estamos colaborando com empresas gigantes sem escrúpulos e gananciosas que não se preocupam com a saúde e o bem-estar dos seres humanos.”

O parágrafo acima talvez sintetize uma insatisfação de muitos produtores nacionais que estariam tentando boicotar a

importação do peixe vietnamita. Um exemplo disso é a notícia publicada no JusBrasil mostrando que a importação do peixe Panga teria sido suspensa em 2010 em Santa Catarina (e no resto do Brasil). O motivo: O preço do peixe importado estava abaixo do valor do peixe produzido aqui no nosso país. O mesmo motivo também é apontado por Jomar Carvalho Filho em seu artigo sobre a concorrência desleal que o importado teria sobre os nacionais.

Essa briga com os importados também ocorre em outros países: A agência de notícias BBC conta que nos Estados Unidos as autoridades do comércio decidiram impor tarifas extras sobre importações de produtos vindos de 2 países da Ásia.

Origem
Ao que tudo indica, o texto foi escrito em um blog de uma moça chamada “Pris” em junho de 2008. O texto não está mais online. Pris, conforme ela mesma afirma em sue blog, está (ou estava) morando no Vietnã e escreveu esse texto baseando-se em um documentário em francês e também nesse texto sobre o Panga. Alguém, em algum momento, traduziu o tal artigo e espalhou em português.

Conclusão:

Até onde se sabe o peixe Panga não é venenoso e não faz mal para quem o consome. Todavia, assim como todos os alimentos, é preciso que se tenha higiene ao prepará-lo. Verifique também a procedência de tudo que vai comer.

Posted in Verdades at março 4th, 2015. 3 Comments.

Amamentar deitada causa infeção de ouvido: Verdade ou Mentira?

Existem assuntos que são controversos (cada um tem uma opinião) e outros que geram confusão. Como vocês sabem o meu papel é deixar as coisas mais claras, e se tiver alguma dúvida sobre esse ou outros assuntos, você pode me encontrar no seu pediatra.com ou no Facebook. Só quero pedir para que você leia até o final, porque tenho uma ressalva a fazer nesse assunto.  Todo mundo te contou que amamentar não seria fácil. Mas você, como uma heroína, se esforçou e encontrou que mudar a posição na hora de amamentar poderia te ajudar. Uma das posições que você mais gostava era amamentar deitada, até que chega alguém e diz que não pode porque causa otite (infeção no ouvido).

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Para desfazer essa confusão e tirar a pulga de traz de sua orelha, permitindo que você amamente sossegada vou esclarecer esse assunto.

Criança que mama deitada tem maior risco infecção de ouvido?

Sim. Aqui está a fonte da confusão. Muita gente confunde “dar mama deitado” (dar a mamadeira) com amamentar deitada (mamar no peito).

O maior risco de infecção do ouvido acontece com as crianças que mamam MAMADEIRA deitada. Nesse caso a posição realmente não é recomendada. Ainda que você retire o leite do peito, se for dar usando a mamadeira, a criança não deve estar deitada.

E por que isso acontece?

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Existe um canal que liga a região nasal e oral ao ouvido, é a tuba auditiva (antiga trompa de Eustáquio). Essa tuba tem a função de igualar a pressão nos ouvidos, com a pressão do ambiente. Para que você não fique com aquela sensação de “ouvido tapado” que acontece quando viaja de avião.

Mamar a mamadeira deitado favorece o acúmulo de leite nessa região e a abertura da tuba auditiva pelo gradiente de pressão, facilitando o acúmulo de líquidos e a entrada das bactérias no ouvido.

E qual é a diferença se a criança mama no peito?

Antes de tudo, você conhece o fator protetor do leite materno. O leite materno tem anticorpos que protegem as mucosas evitando que a bactéria entre no nosso organismo. Tanto a cavidade oral, nasal, quanto a própria tuba auditiva estão revestidas pela mucosa, e isso facilita sua proteção.

Vários estudos comprovam que o leite materno reduz o risco de infeção de ouvido.

Mas o leite materno não o único benefício do aleitamento materno. Para ganhar o leite o bebê tem que “fazer força”, precisa sugar forte, não é como a mamadeira onde o leite jorra por gravidade ou após leve sucção de
bebê. Por mais que tentem adaptar as mamadeiras, nenhuma se assemelha ao seio materno.

Os fatores físicos que diferenciam o aleitamento materno da mamadeira e evitam que o fato de amamentar deitada provoque otite são:

1) O movimento de sucção faz com a mandíbula se projete pra frente, essa posição favorece o desenvolvimento da articulação da mandíbula e da formação do canal auditivo.

2) O gradiente de pressão provocado pela sucção e deglutição do seio materno é diferente do da mamadeira. Quando faz mais força para sugar, é mais difícil que a tuba permita a passagem do líquido para o ouvido.

3) O padrão da respiração do bebê que mama no peito é mais fisiológico, dificultando que ocorra esse acúmulo que predispõe à infecção.

Posso ficar tranquila e amamentar deitada?

Você pode amamentar deitada sempre que quiser. Eu só gostaria de fazer uma ressalva e chamar sua atenção para um ponto: A segurança do bebê.

Eu também já amamentei e sei como cansa, nos primeiros meses quase não conseguimos dormir porque toda hora o bebê acorda para mamar. O cansaço físico e a falta de sono, faz com que cochilemos muito fácil, e às vezes até dormimos sentada. Por isso muito cuidado quando for amamentar deitada para não cochilar, pois a segurança do bebê está em jogo, e acidentes podem ocorrer pois ele ainda não consegue se defender. Então use essa posição quando você não estiver com sono, ou quando tiver outra pessoa junto com você, e evite amamentar deitada durante a madrugada, para não correr riscos.

Ficou mais claro, mamães?

Posted in Doenças at fevereiro 26th, 2015. No Comments.

Verdade ou mentida: o que não mata engorda?

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Você alguma vez “resgatou” algum alimento que deixou cair no chão e, depois de conferir que não estava sujo, comeu sem que ninguém visse? De acordo com o Daily Mail, um grupo de cientistas da Manchester Metropolitan University decidiu comprovar se realmente o que não mata engorda, fazendo um estudo baseado na crença popular de que, se um alimento for recolhido do chão rapidamente, este provavelmente não terá tempo de sofrer contaminação.

Durante o estudo, foram selecionados cinco tipos de alimentos corriqueiros — pão com geleia, macarrão, presunto, bolacha e frutas secas —, que foram analisados depois de intervalos de 3, 5 e 10 segundos de terem caído no chão. Além disso, cada um dos itens foi escolhido devido ao diferente conteúdo de água, substância essencial para a proliferação de bactérias.

Resultados

Segundo os pesquisadores, alimentos com altos teores de sal e açúcar, tais como a maioria dos alimentos processados, são os menos propensos a sofrer proliferações de microrganismos em pouco tempo de exposição.

Assim, o presunto (com alto teor de sal) e o pão com geleia (com alto teor de açúcar) apresentaram um ambiente inóspito para a proliferação de bactérias. A bolacha, devido ao baixo conteúdo de água e pouca aderência natural, também se mostrou como um alimento pouco perigoso.

Por outro lado, as frutas secas e o macarrão mostraram a presença da bactéria Klebsiella, organismo responsável por uma série de infecções e doenças, depois de apenas três segundos de exposição.

Fonte: Dailymail

Posted in Padão at maio 17th, 2012. No Comments.