Angélica que disse ser vegetariana,come um cachorro-quente no comercial da Perdigão. Verdade ou Mentira?

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Celebridades com hábitos de consumo diferentes dos que apregoam nas campanhas publicitárias podem abalar a credibilidade da marca e ainda virar piada nas redes sociais.
Ela não gostava de cerveja, mas foi convidada a ser musa do camarote da Devassa em pleno Carnaval carioca. Ele não comia carne há 30 anos, mas disse ter mudado de ideia antes de estrelar a campanha da Friboi. No caso mais recente, a cantora-atriz-apresentadora Angélica aparece na campanha da Perdigão abocanhando um cachorro-quente, apesar de não consumir glúten ou comer carne.
Por causa das peças publicitárias, a cantora Sandy e o mito Roberto Carlos passaram por maus bocados na mídia, em parte por passar a ideia de que fingiam gostar dos produtos para convencer o consumidor. Para as empresas citadas, a polêmica sobressaiu-se à intenção original das campanhas.

“Costumo dizer que em tempos de internet, a mentira tem mídia curta”, brinca Andrey Ohama, diretor de criação da agência de publicidade cearense 101º Macaco. “Começar uma campanha mentindo é dar um tiro no pé. Não se deve colocar dúvidas sobre o que a marca está comunicando”, afirma.

Segundo Andrey, as campanhas que utilizam famosos têm como objetivo associar às marcas a empatia que o público tem por eles. “Mas como o público vai fazer esta associação se sabe que eles não as consomem na vida real?”
Para Diego Ribeiro, diretor de criação da agência cearense Bolero Comunicação, uma campanha que cause polêmica geralmente não traz benefícios. “Usaram a Angélica para anunciar um tipo de produto que ela já havia dito que não consumia. Ficou um pouco forçado quando ela disse depois que abria exceção para a salsicha”, afirma.

Diego cita ainda o caso da marca de picolés Diletto como exemplo de estória forjada para parecer crível. “Era para ser um storytelling (a estória por trás de um produto), mas depois se descobriu de que não era bem assim”, lembra. O Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) recomendou alterações em todo o material publicitário.

Em relação a Perdigão, a campanha busca posicionar a marca na fatia mais popular e tentar conter o avanço dos concorrentes. Ele acha que não deve haver impacto nas vendas. “O público-alvo é a classe mais popular, que não vai se importar se ela consome ou não o produto”, indica.

Alegações
Segundo nota oficial da Perdigão, os hábitos da apresentadora não interferiram na escolha da marca: “Na campanha, Angélica come os produtos Perdigão, como a salsicha, além de servir sua família e amigos.”

A apresentadora acabou se pronunciando também: “Fui escolhida por meu papel como mulher dona de casa. Além disso, como salsicha, adoro cachorro quente e estou comendo no comercial porque realmente gosto”.
VEJA CASOS SEMELHANTES

Devassa

Em 2011, a cantora Sandy afirmou: “Cerveja realmente não é minha bebida preferida. O que não gosto na cerveja é do gosto amargo. Eu gosto de bebida doce, vinho etc. Mas isso não tem problema. Ou todo mundo acha que a Xuxa usa Monange e que o Luciano Huck e a Angélica usam Niely Gold?” A declaração motivou a resposta de ambos.

Friboi

Roberto Carlos perdeu um naco da credibilidade. Tudo por causa do comercial da Friboi. Um dos rumores foi o de que o cantor não teria sequer dado uma garfada no bife. A JBS, então, teria decidido cancelar o contrato, previsto para durar até 2015. “Nunca fui vegetariano, eu só não comia carne vermelha, mas comia peixe e frango”.

Seara

Outro caso envolveu a Seara, que apresentou o chef italiano Cesare Giaccone como especialista em lasanha e que aprovava o produto. Consumidores descobriram que além de não vender o prato em seus restaurantes, não havia registros de que ele entendia realmente do prato.

Diletto

O personagem que ilustrava a seção “Nossa História”, no site da Diletto, responsável por conceber as receitas de sorvetes e ter inspirado a criação da marca era pura fantasia. A verdade foi descoberta e revelada pela revista Exame. O Conar recomendou que a peça publicitária fosse modificada, explicando que o personagem não era real.

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