Verdade ou mentira ? As mulheres falam mais do que os homens?

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As mulheres falam, em média, 20 mil palavras por dia, em comparação com meras 7 mil pronunciadas pelos homens, pelo menos segundo um livro de um neuropsiquiatra americano lançado em 2006.

Citada por um cientista aparentemente especializado no assunto e amplamente disseminada pela internet, a declaração reforça o estereótipo de que o “sexo fraco” passa seus dias fofocando, enquanto os homens, “trabalhadores”, estão fazendo algo de produtivo.

Mas até que ponto o dado corresponde à verdade?

A loquacidade pode ser medida de várias maneiras. Uma das técnicas é levar as pessoas para um laboratório, dar-lhes um tema de discussão e registrar suas conversas. Outro recurso seria tentar gravar as conversas diárias em casa. Por esse procedimento, se contaria o número total de palavras faladas, o tempo que a pessoa gasta falando, a quantidade de vezes que um indivíduo participa de uma conversa ou palavras faladas a cada vez.

Combinando os resultados de 73 estudos em crianças, um grupo de pesquisadores americanos descobriu que as meninas falavam mais palavras do que os meninos, mas a diferença foi insignificante. Além disso, essa pequena diferença só era aparente quando elas falavam com os pais, não com seus amigos.

Talvez o ponto mais importante desse estudo tenha sido a conclusão de que isso só ocorreu até os dois anos e meio, o que poderia significar simplesmente as diferentes velocidades com as quais as crianças, meninos e meninas, desenvolvem habilidades de linguagem.

Mas se a diferença é insignificativa entre as crianças, o mesmo se aplica aos adultos?

Por muito tempo, se pensou que as mulheres falavam mais do que os homens

Quando Campbell Leaper, psicólogo da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, autor da pesquisa, realizou uma análise mais aprofundada sobre o tema, descobriu que os homens eram mais tagarelas.

Mas, novamente, a diferença foi pequena. E o estudo constatou que as diferenças eram maiores em testes realizados em laboratórios do que em ambientes sociais mais próximos à vida real, indicando, segundo os pesquisadores, que os homens talvez se sintam mais confortáveis do que as mulheres em ambientes pouco comuns como um laboratório.

As descobertas de Leaper incentivaram uma revisão de 56 estudos realizados pela pesquisadora linguística Deborah James e pela psicóloga social Janice Drakich, transformada em um livro em 1993.

Apenas dois dos estudos conduzidos pelas pesquisadoras constataram que as mulheres falam mais do que os homens, enquanto 34 deles mostraram que os homens falavam mais do que as mulheres, pelo menos em algumas circunstâncias. Por outro lado, diferenças de metodologia dificultam uma comparação mais exata sobre o assunto.

Fora do laboratório

Estudos constataram que homens também falam muito

As conversas da vida real têm sido tradicionalmente mais difíceis de estudar por causa da necessidade de os participantes gravarem todos os seus diálogos.

No entanto, o psicólogo James Pennebaker, da Universidade do Texas, desenvolveu um dispositivo que grava 30 segundos de fragmentos de som a cada 12,5 minutos. Como os participantes da pesquisa não podem apagar os registros, o resultado é significativamente mais confiável.

Em uma pesquisa publicada na revista Science em 2007, Pennebaker constatou que, durante as 17 horas por dia em que o aparelho funcionava, as mulheres que participaram do estudo nos Estados Unidos e no México falavam uma média de 16.215 palavras e os homens, 15.669. Mais uma vez, uma diferença considerada residual.

Uma análise de 100 encontros públicos realizada por Janet Holmes, da Universidade Victoria de Wellington, na Nova Zelândia, mostrou que os homens faziam, em média, 75% das perguntas, embora constituíssem apenas dois terços da audiência.

Mesmo quando as plateias eram divididas por gênero em quantidade iguais, os homens formularam quase dois terços das perguntas.

Os resultados das pesquisas já realizadas apontam, portanto, que a afirmação de que as mulheres falam mais do que os homens não passa de um falso mito, sem qualquer comprovação científica.

O assunto voltou a ganhar destaque recentemente quando cientistas descobriram que meninas de até quatro anos de idade tinham 30% a mais de uma determinada proteína em uma área do cérebro importante para a aquisição da linguagem.

Imediatamente, as redes sociais foram inundadas de brincadeiras, associando o resultado da pesquisa ao fato de as mulheres falarem mais do que os homens.

Mito

Mas, então, de onde vem a ideia de que os homens pronunciam 7 mil palavras por dia, em comparação com as 20 mil das mulheres?

A afirmação apareceu pela primeira vez na capa do livro O Cérebro Feminino, escrito em 2006 por Louann Brizendine, neuropsiquiatra da Universidade da Califórnia em San Francisco, e vem desde então sendo amplamente citada.

Quando Mark Lieberman, professor de linguística da Universidade da Pensilvânia, questionou os dados, que pareciam vagamente baseados em números que aparecem em um livro de autoajuda, Brizendine concordou com ele e prometeu retirá-los de futuras edições.

Lieberman tentou rastrear a origem das estatísticas, mas teve pouca sorte: só encontrou uma declaração semelhante em um folheto de 1993 de aconselhamento matrimonial, que está longe de servir como base científica.

Posted in Comportamento at novembro 18th, 2013. No Comments.

Música chiclete – Sons chatos grudam mais na nossa cabeça?

som-grudento-musica-chiclete-gruda-na-cabecaPraticamente todo mundo já passou por isso: ficar o dia todo com uma música na cabeça, cantando repetidamente apenas uma parte dela, odiando-a cada vez mais.

Sejam canções de rock, funk ou música clássica, é fácil ter fragmentos grudados na mente, tocando incessantemente por algum período determinado, mesmo que a música não seja do seu agrado.

Essa repetição “chiclete” é conhecida pelo termo “earworm” (algo como “verme de ouvido”), expressão utilizada pela primeira vez em 1980, em tradução literal do alemão “ohrwurm”.

Em um estudo recente da Universidade Western Washington (EUA), pesquisadores analisaram o que torna as músicas mais propensas a “grudar na nossa mente”, expondo centenas de participantes inocentes a canções populares e, em seguida, pedindo-lhes para completar várias tarefas.

Pesquisas anteriores haviam mostrado que as pessoas são capazes de recordar o primeiro verso de uma música que elas gostam, mas depois do refrão, começam a tropeçar na letra. Neste ponto, a música torna-se “incompleta” (você não “consegue” encerrá-la), e isso se torna um pensamento intrusivo.

“Chega-se ao refrão, e então você trava bem ali, e fica ‘condenado’ a esse ponto da música”, explica Ira Hyman Jr, principal autor do novo estudo.

A pesquisa descobriu que as canções se “intrometeram” nas mentes das pessoas tipicamente durante as tarefas muito difíceis, o que fez com que a mente vagasse, ou muito fáceis, o que criou uma abertura mental para pensamentos repetitivos.

Mais: a pesquisa sugere que as músicas de que gostamos, e não aquelas que desprezamos, são mais propensas a formar pensamentos intrusivos – os quais vão se “intrometer” na nossa mente quando nos deparamos com tarefas mais fáceis ou mais difíceis.

O truque para afugentar um “earworm”, segundo o Dr. Hyman, é encontrar uma tarefa envolvente que exija os componentes auditivos e verbais de sua memória de trabalho – como a leitura de um bom livro ou assistir a seu programa favorito.[NYTimes]

[adrotate banner=”2″]Espontaneamente chata

Outras pesquisas sobre o assunto já foram feitas. A Dra. Vicky Williamson, da Universidade Goldsmith (Reino Unido), por exemplo, sugere que a nossa memória processa certas músicas de uma forma que faz com que nossos cérebros sejam particularmente propensos a recuperá-las espontaneamente.

Ou seja, uma canção pode ser desencadeada em nossa mente por uma palavra encontrada nas letras, ou por sentimentos como estresse ou surpresa, que correspondem a uma memória particular que ocorreu enquanto você estava ouvindo a música. Por exemplo, ler a palavra “Delícia” em uma marca de margarina faz você lembrar da música do Michel Teló a ponto de cantá-la o dia todo.

Surpreendentemente, a Dra. Vicky descobriu que a composição da música (por exemplo, se é uma música que “pega” por ter rimas fáceis) não é especialmente importante para determinar se lembraremos dela ou não.

Mas essa habilidade de certas músicas de “surgirem” em nossas memórias de forma completamente espontânea, sem que procuremos nos lembrar dela, pode fazer com que fiquemos com canções que não gostamos, como “Rebolation”, na mente por muito tempo.

Os pesquisadores acreditam que isso acontece porque estruturas rítmicas e intervalos no timbre são parecidos nessas músicas – receita que torna mais fácil para nosso cérebro recordá-las.

Posted in Comportamento, Mentira, Mentiras, Mitos, Verdade, Verdades at fevereiro 26th, 2013. No Comments.

Vinagre pode enganar o resultado do Bafômetro?

[adrotate banner=”2″]Esta informação circula pela internet já faz alguns anos e há muito tempo vem surgindo sugestões para burlar o teste do bafômetro pela internet, certo!
No Programa do Ratinho teve uma reportagem, com Policiais de trânsito, sobre as possíveis receitas para driblar o bafômetro.

Então… falava-se em métodos para se burlar o BAFÔMETRO, segundo autoridades e professores químicos, eles afirmavam em vários meios de comunicações há muito tempo que não adiantava se fazer essas receitas caseiras que não funcionaria certo? Vejam só.
Um funcionário do programa tomou varias doses de Vodka com energético ok, no certo tomou 4 doses boas de vodka com energético, então vai ao teste do BAFÔMETRO.
Receitas caseiras segundo professores de química não funcionam contra o bafômetro certo.
Mico geral, quem assistiu sabe do que estou falando.

O funcionário depois das vodkas foi para o BAFÔMETRO, logo acusou um limite alto de álcool no sangue cerca de 0,30%, onde se ele fosse pego na blitz seria multado imediatamente certo.
A nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, proíbe o consumo de praticamente qualquer quantidade de bebida alcoólica por condutores de veículos. A partir de agora, motoristas flagrados excedendo o limite de 0,2 gramas de álcool por litro de sangue pagarão multa de 957 reais, perderão a carteira de motorista por um ano e ainda terão o carro apreendido. Para alcançar o valor-limite, basta beber uma única lata de cerveja ou uma taça de vinho. Quem for apanhado pelos já famosos “bafômetros” com mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue (equivalente três latas de cerveja) poderá ser preso.

Logo foi fazer outro teste para comprovar que receitas caseiras não funcionam, segundo “autoridades e estudiosos no assunto”, o funcionário (cobaia) antes do segundo teste tomou um gole de vinagre, isso mesmo vinagre esses que temperamos saladas, lembrando que policiais e professores afirmavam que não funcionava, pois é o rapaz toma o tal vinagre ao vivo no programa e vai se ao teste, assopra no canudinho do bafômetro segurado por um policial de trânsito, kkkkkkkk o MICO DO ANO.

A câmera filmando o bafômetro no visor que detecta o teor alcoólico no ar contido no pulmão do individuo, depois de 4 doses de Vodka e, com um gole de vinagre no final, como em um passe de mágica, ACUSOU 0,10 % DE ÁLCOOL, logo o policial tira o BAFÔMETRO do foco da câmera, sem explicação para o acontecido, resumindo não acreditavam, por isso não fizeram o teste antes de ir ao ar.

PONTO DE VISTA ELETRÔNICO

Lembrando que esta postagem não tem intuito de ensinar a ninguém a burlar a lei, LEI FOI FEITA PARA SER CUMPRIDA E NÃO DISCUTIDA, MUITO MENOS BURLADA.
É bom lembrar que o policial está “habilitado” a encaminhar o motorista sujeito de embriaguez à delegacia, este fazendo ou não o teste do bafômetro! Mesmo que o motorista Pudim-de-pinga consiga usar de algum artifício para dar uma enganada no aparelho, havendo indícios de bebedeira, o cabra pode ser levado para o DP.
Frisamos que, o motorista não é obrigado a fazer o teste, com esse direito garantido por lei. E somente em caso de acidente com vítimas, o fator alcoólico poderá ter efeito legal o exame de sangue.

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Art.5, II da CF – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei.

Art.5, X “da CF – como também no princípio onde ‘‘ ninguém deve ser obrigado a produzir prova contra si mesmo”.

 
Posted in Comportamento, Medicina, Verdade, Verdades at fevereiro 19th, 2013. No Comments.

Terceira idade – Saiba o que é verdade e mentira nas pessoas idosas

Patricia Golini

Não adianta negar, todo mundo vai envelhecer. O processo, que começa perto dos 30 anos com a queda da capacidade pulmonar e cardíaca máxima e com a diminuição na produção de colágeno, é inevitável. Saiba mais sobre os mitos e verdades que acontecem com o corpo quando você alcança a casa dos 60.

[adrotate banner=”2″]Quando ficamos velhos, ficamos mais esquecidos

Mito. “Quando falamos de envelhecimento, temos alterações em todos os sistemas orgânicos. Do ponto de vista neurológico, existem modificações sim, porém, nem sempre elas comprometem a função cerebral do indivíduo”, explica Roberto Dischinger Miranda, geriatra e cardiologista do Instituto Longevità, de São Paulo. Algumas mudanças no estilo de vida fazem com que o idoso fique menos atento ou participativo. As pessoas mais jovens estão mais ligadas aos fatos que acontecem ao seu redor. À medida que a pessoa fica mais tranquila, tende a diminuir o poder de assimilação dos fatos. “A nossa memória está relacionada à atenção. Pelo próprio estilo de vida que levamos, implica em menor registro, menor foco de memória. Nem sempre lapsos de memória sinalizam doença”, explica o médico. Para evitar que eles apareçam, invista em atividades prazerosas para evitar que o cérebro fique acomodado. Aprender uma nova língua, um instrumento musical ou até mesmo usar o computador pode ser uma ótima maneira de estimular o funcionamento cerebral.

Quando ficamos mais velhos precisamos nos exercitar menos

Verdade. As alterações no organismo próprias do envelhecimento começam aos 30 anos e com elas vem a diminuição das capacidades pulmonar e cardíaca máximas. A repercussão dessas mudanças na vida cotidiana é pequena, porém, a queda de desempenho pode ser facilmente sentida durante os exercícios físicos. “Os exercícios devem ter uma intensidade diferente daquele praticado quando a pessoa era jovem. Mas, em qualquer idade, a atividade física é importante. E a performance ao se exercitar dependerá de cada um, é uma capacidade individual”, comenta o geriatra.

As dores são inevitáveis, principalmente as causadas pela artrite

Mito. Osteoartrose é uma das doenças mais comuns no envelhecimento e provoca dor. “Apesar das dores ocasionadas pela degeneração da cartilagem serem consideras comuns, não podemos considerá-las normais. O paciente deve ir ao médico para fazer um tratamento, fisioterapia e controlar o peso”, explica o médico.

O desejo sexual diminui com a idade

Verdade. Segundo Roberto Dischinger Miranda, o desejo sexual tende a diminuir com a idade, por ser próprio do envelhecimento humano. Nas mulheres, a menopausa faz com que a lubrificação diminua, o que causa dores durante a penetração. No homem, é comum a disfunção erétil. Porém, muitas vezes isso não impede a vida sexual do casal. É importante que os dois estejam bem com a prática, seja uma vez ao dia ou uma vez ao mês.

Acima de 60 anos devo procurar um geriatra

Mito. O geriatra é nada menos que um médico generalista com especialização em doenças mais comuns da terceira idade. Como o processo de envelhecimento começa quando somos jovens, é possível ir ao geriatra para acompanhar o avanço da idade, de maneira preventiva. “Não há nada que impeça a pessoa de envelhecer, o importante é manter a capacidade funcional, motora, física e mental”, explica o médico.

Pessoas com mais de 60 anos sentem menos sede

Mito. A estrutura fisiológica em si não causa essa alteração. “Muitas vezes, o que acontece é que o idoso perde bastante água por um quadro de incontinência urinária ou devido aos remédios diuréticos. Com isso, eles tendem a diminuir a ingestão de água – conscientemente ou não”, diz a nutricionista especializada em gerontologia Maristela Strufaldi. O quadro pode levar à desidratação, tontura, problemas intestinais e prejudicar a pele. “Por mais que o corpo não exija, deve-se tomar a mesma quantidade de água que antes”, defende Maristela.

Os idosos sentem menos sono

Mito. Algumas teorias defendem que o que acontece na verdade é uma mudança na arquitetura do sono. “Muitas vezes, o idoso tem a sensação de que dorme menos ou de que não dormiu bem. Mas nem sempre isso é real”, comenta Miranda. Quando a atividade do corpo é menor durante o dia, é natural que as horas de sono diminuam. Porém, nem sempre é preciso tratar com medicamentos. Primeiramente, é preciso investigar as causas dessa mudança e, se possível, tratá-las.

O paladar muda com a chegada da idade

Verdade. Assim como os outros músculos, as papilas gustativas, que ficam na língua, tendem a atrofiar. Isso influencia na percepção do paladar. “Para compensar essa perda, os idosos tendem a buscar alimentos ora muito doces, ora muito salgados”, elucida Maristela.

Os músculos desaparecem com o passar do tempo

Verdade. Segundo a nutricionista, a queda funcional do corpo faz com que aumente a quantidade de gordura, diminua a quantidade de massa magra e ocasione a queda no colágeno. O quadro, normal com o envelhecimento, acontece devido à morte celular e à atrofia muscular. O problema pode ser levemente corrigido com atividade física e alimentação balanceada.

Existem doenças consideradas normais na 3ª idade (diabetes, hipertensão)

Mito. Tudo que é considerado doença não pode ser chamado de normal. Pressão alta, diabetes, catarata são comuns, porém, jamais devem ser consideradas normais, uma vez que comprometem a vida do indivíduo. “O ideal é envelhecer com saúde e bem-estar”, completa o geriatra.

Fonte: Terra

Posted in Comportamento, Mentira, Mentiras, Mitos at outubro 1st, 2012. No Comments.

O computador está morrendo? Se depender dos indicativos que recebemos da indústria, os PCs tradicionais, com gabinete e monitor, podem estar com os dias contados


Eventos como a Campus Party perderiam o charme sem a presença de PCs (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

[adrotate banner=”2″]Com a popularização da plataforma móvel, como notebooks, tablets, smartphones e, mais recentemente, ultrabooks, muito tem se falado sobre a morte do computador de mesa, aquele com gabinete e monitor, que fica parado sobre a mesa do escritório ou do quarto.

Aqui mesmo, no Tecmundo, já abordamos esse assunto diversas vezes. Já promovemos uma espécie de debate, com pontos a favor e contra o desktop e listamos sete razões pelas quais o PC nunca vai morrer. Neste ano, também publicamos pelo menos duas notícias surpreendentes sobre o assunto: a queda da venda de PCs nos EUA e a aposta da NVIDIA nos telefones celulares, que, de acordo com a empresa, devem substituir cada vez mais o computador-padrão.

Recentemente, novos indicativos da indústria de computadores pessoais reforçaram a ideia de que algo não está bem no mercado de computadores de mesa. E a principal fonte a confirmar essa baixa na popularidade dos PCs é, nada menos, do que o próprio Google.

Google ataca de vidente 2.0

É incrível pensar que um website possa indicar mudanças na sociedade com base no uso que as pessoas fazem da página. Mas esse tipo de previsão deve ser levado a sério quando os dados vêm do Google.

O alto tráfego do mecanismo de buscas pode render indicativos muito relevantes para a prevenção ou solução de problemas, como é o caso, por exemplo, do acompanhamento de epidemias: de acordo com o número de pesquisas por uma determinada doença ou vírus vindas de uma região, é possível especular que, naquele local, está havendo um surto de infecções. Uma boa aplicação construída nesse conceito é o Google Flu Trends, que mantém o registro de casos de gripe pelo mundo.

Sendo assim, também é possível que o Google possa nos ajudar a prever outras mudanças na sociedade, desde informações relativamente banais, como quem é o ídolo pop do momento, até casos mais importantes, que afetam, por exemplo, investimentos de mercado.

Pesquisas indicam baixa procura por computadores

O Google possui uma ferramenta muito interessante para o mercado financeiro e que permite, entre outras coisas, comparar o tráfego de buscas sobre uma determinada indústria com a variação cambial de suas ações nas principais bolsas de valores do mundo.

Apesar de ser impossível visualizar esse tráfego por empresas específicas, muitos podem usar esses gráficos como formas de fazer previsões para o mercado de 27 indústrias diferentes, que vão desde o mercado de seguros e viação até computadores e dispositivos móveis.

Como bem notado pelo site Tom’s Hardware, a seção com o tráfego da indústria de computadores e eletrônicos exibe uma queda vertiginosa de 2004 até 2012, diminuindo em quase 52% a procura por termos como “windows”, “hp”, “mac”, “ipod”, “google”, “dell”, “sony” etc. É claro que fica difícil fazer uma previsão mais séria sem ter os detalhes de quais tráfegos foram selecionados para a elaboração do gráfico e como isso foi feito. Mas, mesmo assim, é possível ter uma ideia do que nos aguarda.

Enquanto a busca de computadores caiu pela metade, a seção “Mobile & wireless” apresenta um aumento de quase 26% na popularidade de termos como “phone”, “apps”, “iphone”, “blackberry” e outros. Se depender dos dados coletados pelo Google, parece que o futuro será mesmo cruel para o computador comum.

Economia mundial também ameaça PCs

Seja pela falta de inovação, complicações na economia norte-americana ou simplesmente pela crescente popularidade dos tablets, o fato é que diversos relatórios apontam quedas nas vendas de computadores. De acordo com artigo publicado pela Fortune, as vendas de computadores no segundo trimestre de 2012 foram abaixo do esperado e a situação não parece muito animadora para o restante do ano.

Pesquisas de mercado indicaram que, nos EUA, a venda de computadores caiu 0,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Pode parecer uma variação mínima, mas não se levarmos em consideração o fato de que a projeção era de que as vendas tivessem crescimento de 2,1%.

Apple não é a única culpada

O analista sênior de pesquisa de mercado da IHS iSupply, Craig Stice, disse em entrevista para a Fortune que “a indústria, como um todo, está em declínio”. As crises econômicas mundiais estão fazendo com que os consumidores deixem de trocar seus computadores por modelos melhores. Como se não bastasse, a crescente popularização de tablets e smartphones também afetam as vendas, já que, muitas vezes, esses dispositivos apresentam diferenciais inexistentes nos PCs tradicionais.

Há, por exemplo, pesquisas que consideram tablets com displays acima de 7” polegadas como sendo computadores pessoais. Nesse caso, a Apple passa a ser a maior fabricante de computadores do mundo.

Porém, curiosamente, até mesmo para a Apple as vendas de modelos mais tradicionais acabaram caindo. As vendas de Mac estão a uma taxa tão lenta quanto as de PC e, por enquanto, o iPad é o grande sucesso da empresa: durante o segundo trimestre de 2012, a Maçã vendeu 17 milhões de iPads e “apenas” 4 milhões de Macs.

Há solução para o mercado?

Segundo o vice-presidente de clientes e demonstrações da IDC, Bob O’Donnel, a economia atual é um dos principais responsáveis pela queda das vendas, fazendo os consumidores pensarem que não precisam de um upgrade de computador neste momento.

Para O’Donnel, a solução está nos países emergentes. Apesar de as vendas de PCs na China estarem diminuindo e de o mercado indiano estar pior do que o esperado, o Brasil continua surpreendendo os investidores e deve, em breve, ultrapassar o número de vendas nos EUA. “Mas isso não é o suficiente para manter a indústria em boa forma”, ressalta O’Donnel.

Ultrabooks e Windows 8 talvez não ajudem tanto

Além da queda de vendas enfrentada pelos desktops, há também uma diminuição na preferência por notebooks. Os ultrabooks têm chamado muito a atenção da imprensa e dos consumidores, mas o preço proibitivo ainda faz com que o modelo não ganhe popularidade.

De acordo com a Fortune, a chegada do Windows 8, em outubro, também não deve colaborar para o aumento das vendas, visto que, em um primeiro momento, o novo sistema operacional pode acabar apenas adicionando mais valor monetário a um computador.

Entretanto, levando em consideração as pesquisas realizadas durante as atualizações passadas do sistema da Microsoft — como aconteceu na época do Windows 95, Vista ou Windows 7 —, pode ser que muitas pessoas optem por comprar um computador novo. Essa nova bolha de vendas pode durar por um tempo. Mas, por enquanto, as vendas continuarão mais devagar.

Computadores: o início do fim

É claro que o mercado é bastante dinâmico e, em alguns anos, uma nova invenção pode alterar o cenário atual. Mas, por enquanto, o computador pessoal como conhecíamos começa a apresentar indícios de que está caminhando para o seu fim.

Nesta semana, a Apple apresentou números muito curiosos durante o lançamento do iPhone 5 e que atestam a popularidade do iPad. Até junho de 2012, por exemplo, foram vendidas 84 milhões de unidades do tablet, o que representa uma fatia de 62% do mercado e 91% do tráfego web de tablets em todo o mundo.

Os dados mais recentes da imprensa especializada, como os publicados neste artigo, dão cada vez mais respaldo às palavras da Apple: estamos mesmo na era pós-PC. É claro que as pessoas continuam navegando e fazendo buscas online, mas elas não têm usado um desktop para isso. Para completar o quadro, os notebooks também têm sido deixados cada vez mais de lado.

É claro que os computadores comuns ainda têm espaço no mundo de hoje, mas isso não nega o fato de que estão perdendo a popularidade.

Fonte: TecMunco

Posted in Comportamento, Cultura, Mitos at setembro 14th, 2012. No Comments.

Diferenças entre os sexos – Homens x Mulheres – Mitos: Transa, orgasmos, beleza, comportamento

[adrotate banner=”2″] “Homens só querem sexo, mulheres querem comprometimento”. “Homens pensam em sexo o dia inteiro”. “Todas as mulheres são românticas”. Quem aí já cansou de mitos como estes, que falam de forma errônea sobre a diferença entre os sexos? o/

Não entendam errado, não estou dizendo que os homens e mulheres pensam e se comportam da mesma forma. Só que, na minha experiência pelo menos, nossas ideias sobre o que define o pensamento do sexo oposto podem ser influenciadas por uma pessoa específica e acabamos generalizando.

Por exemplo, tenho amigas que, realmente, ficam desesperadas quando estão solteiras e não sossegam enquanto não acham um namorado. Mas elas não representam todas as mulheres e, aliás, não representam, necessariamente, nem a maioria.

Exatamente por esse motivo, achei muito bacana um estudo da Universidade de Michigan que, com a ajuda da ciência, reuniu pesquisas que detonam 5 mitos do senso comum sobre a diferença entre os sexos. Dá só uma olhada:

1. Homens pensam sobre sexo o tempo todo

Um cara pensa em sexo uma vez a cada 7 segundos – tenho certeza que você já ouviu essa. Se fosse verdade, eles não seriam capazes nem de se comunicar, de tão ocupados que seus cérebros estariam imaginando sacanagens a intervalos tão curtos de tempo. Um estudo feito em 2011 mostrou que homens pensam em sexo 18 vezes por dia, em média. Mulheres, por sua vez, pensam sobre isso 10 vezes por dia. Mas, ao mesmo tempo, os caras também pensam mais sobre comida e sobre o sono, o que dá pra concluir que, na cabeça deles, sexo não vem em primeiro lugar absoluto – por mais que você tenha aquele amigo que garanta que sim.

2. Homens transam mais do que mulheres

Mais uma balela propagada por aquele seu amigo espertalhão. Homens DIZEM que fazem sexo com mais parceiras/os. Mas um estudo feito em 2003 analisou moças e rapazes conectados a um detector de mentira. Como sabiam que estavam ligados aos aparelhos, os homens disseram que transaram com menos pessoas do que quando questionados sem o detector de mentira. Resultado: a média de parceiros dos dois sexos é praticamente igual.

3. Homens querem gostosas, mulheres querem ricaços

A psicologia evolutiva diz que homens procuram por parceiras férteis – em outras palavras, com quadris largos, seios fartos e todo o pacote que você já conhece. Já as mulheres, instintivamente, buscariam um cara que seria capaz de manter a família – nos dias de hoje, alguém financeiramente estável. No entanto, um estudo de 2008, que fez com que homens e mulheres participassem de uma sessão de encontros relâmpago, mostrou que, nessas ocasiões, os interesses românticos (programas preferidos, gosto musical, personalidade) tinham prioridade em relação ao status e à aparência. Ou seja, quando rola atração verdadeira, o dinheiro ou o tamanho do silicone não importam.

4. Mulheres têm menos orgasmos do que os homens

Por muito tempo acreditamos que as moças estavam fadadas a uma vida de raros prazeres sexuais – afinal, para elas é mais difícil ‘chegar lá’, certo? Em partes. Isso procede quando falamos de ‘casos de uma noite’. Nessas situações, o clímax realmente é mais raro entre as mulheres. Mas, quando estão em um relacionamento de mais tempo, mulheres tem uma frequência de orgasmos equivalente a 79% das vezes em que seus parceiros chegam lá. Ainda não é uma relação de 1 para 1, mas já é um número mais alto do que o senso comum.

5. Mulheres são mais seletivas do que homens

De novo as teorias da evolução pregam que as mulheres, por carregarem o filho durante 9 meses e, em teoria, terem a responsabilidade de criá-lo, são mais críticas na seleção de seus parceiros. Afinal, novamente em teoria, os homens só querem espalhar ‘sua semente’. Mas um estudo de 2009 mostrou que pessoas dos dois sexos são mais seletivas quando alguém as aborda do que quando escolhem alguém para abordar. Em outras palavras, quando você recebe uma cantada, julga mais quem está te cantando do que quando analisa um alvo de suas próprias cantadas. No entanto, por motivos culturais, ainda é mais comum que o homem faça a aproximação – tornando natural que a mulher o julgue mais.

E aí, gostou dessas novas ideias? Garanto que elas seguram qualquer conversa de bar por uma noite inteira. E, se você tem algum outro mito a ser detonado que gostaria de acrescentar a essa lista, sinta-se a vontade para deixar um comentário ou me escrever um e-mail – meu endereço está do lado direito da tela.

Posted in Comportamento, Mitos at setembro 7th, 2012. No Comments.