Boletim de urna mostra 777 votos e 9909 só pro Haddad! Será Verdade Ou Mentira?

Será verdade que um boletim de urna mostrou que dos 777 votos válidos 9909 foram para o candidato Fernando Haddad? Seria essa uma prova de fraude nas urnas?

A imagem começou a circular no final da tarde de 07 de outubro de 2018, logo após o encerramento das votações no Brasil. Nela podemos ver o resumo de um boletim de urna mostrando que houve 777 votos válidos, mas o candidato Fernando Haddad havia recebido 9909 votos!

O boletim de urna em questão tem o numero de correspondência 386.197 e os códigos verificadores 4.344.209.809 e 3.211.680.757.

Será que a imagem é real? Seria essa uma prova de fraude nas urnas eletrônicas?

Verdade ou mentira?
O Tribunal Superior Eleitoral ainda não liberou os arquivos das urnas eletrônicas para consulta, como vem fazendo desde as primeiras eleições feitas através do sistema eletrônico. Dessa forma, ainda não podemos comparar o conteúdo mostrado nessa imagem com o BU original.

Quem espalhou essa foto não disse em qual zona e/ou seção eleitoral ela teria ocorrido. Também não encontramos nenhuma ocorrência validando o ocorrido.

Apesar da falta de dados, podemos analisar algumas falhas deixadas na imagem, que já denunciam se tratar de uma montagem.

Em primeiro lugar, o boletim de urna não exibe em seu resumo os nomes dos candidatos que não tiveram votos. Podemos comparar a imagem com diversas fotos de boletins de urna de 2018 à disposição na web, como essa:

Ou até mesmo como essa, tirada pelo pesquisador do E-farsas, Gilmar Lopes, na seção onde trabalha como mesário voluntário:
Se a imagem fosse real, os candidatos Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin nem apareceriam no boletim.

Enquanto os dados não puderem ser comprovados no site do TSE, podemos verificar que houve manipulação na imagem que circula pela web. Só como exemplo, podemos verificar que os números do resumo – diferente de um boletim de urna real – não estão alinhados:

Podemos perceber também que justamente a linha do resultado do candidato Jair Bolsonaro possui marcas de adulteração:

A foto original:


Graças aos nossos atentos leitores, descobrimos que o boletim de urna original é o da cidade japonesa de Nagoya.

Conclusão:
Estamos aguardando os dados serem disponibilizados pelo TSE para conferirmos os números reais desse boletim de urna, mas numa rápida análise já podemos afirmar que se trata de uma montagem.

Lula saiu na capa da Forbes e é um dos homens mais ricos do Brasil. Verdade ou Mentira?

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Uma falsa capa da Forbes, revista norte-americana de economia e negócios, circula há alguns anos pela internet. Ela mostra Lula como principal personagem do ranking dos homens e mulheres mais ricos do mundo, elaborado todos os anos pela revista.

Para começar, trata-se de uma montagem grosseira. Uma simples busca nos arquivos da publicação comprova que a tal capa nunca existiu. Mesmo assim, o boato se espalhou tanto que a própria Forbes fez questão de publicar um desmentido, em 2013. O nome de Lula jamais constou do ranking anual de bilionários dessa ou de qualquer outra revista, pela simples razão que Lula não é e jamais foi bilionário.

HD – Desfragmentar o disco rígido pode causar problema? diminui a vida útil do hard disk – Verdade ou mentira

Com muito tempo de uso, alguns sistemas de arquivos costumam ficar fragmentados, ou seja, blocos de informações que deveriam estar próximos uns dos outros estão, na realidade, espalhados pelo disco rígido. Dessa forma, algumas operações exigem que o HD trabalhe muito mais, favorecendo não apenas o desgaste das peças mecânicas do disco como também tornando mais demoradas as operações de leitura e escrita de dados.

Para resolver esse problema, há ferramentas especializadas e até mesmo fornecidas gratuitamente junto com o sistema operacional, como é o caso do programa Defrag, do Windows. Elas são responsáveis por reorganizar esses dados, com o propósito de dar menos trabalho para o HD. Esse processo é chamado de desfragmentação.

Em teoria, reorganizar esses blocos de dados ajuda a agilizar o acesso aos arquivos: por estarem todos mais próximos e organizados, não é necessário tanto movimento mecânico da cabeça de leitura do HD. Porém, muita gente acha que desfragmentar demais um disco pode fazê-lo “pifar” mais rapidamente.

Desfragmentar causa desgaste?

É possível argumentar que, como o processo de desfragmentação causa muita atividade mecânica do disco, ele também acaba, consequentemente, diminuindo o tempo de vida do componente, já que provocaria mais desgastes. Porém, não há nada que possa comprovar essa teoria.

Para começar, o desgaste provocado pela ação de desfragmentação parece ser compensado pela economia de movimento que a cabeça de leitura fará nos próximos dias, já que os dados são reorganizados. Mas é claro que não há nada que comprove isso de fato, pois essa é uma atividade muito difícil de ser medida e, pelo visto, não muito relevante para a indústria.

Porém, há um estudo de caso muito interessante apresentado por funcionários da Google em uma conferência sobre tecnologias de arquivos e armazenamento que pode ajudar a trazer alguma espécie de iluminação científica sobre o assunto.

Relação entre falhas e nível de utilização

Como a Google trabalha com uma enorme quantidade de dados, fica fácil deduzir que a empresa possui muita experiência no gerenciamento de discos rígidos. Em um estudo apresentado por Eduardo Pinheiro, Wolf-Dietrich Weber e Luiz André Barroso, funcionários da empresa, mais de cem mil HDs foram analisados, na tentativa de encontrar em um padrão que tenha levado esses equipamentos à falha.

O resultado? Bem, digamos que é um pouco decepcionante: “Nossos dados indicam que há uma relação muito mais fraca entre níveis de utilização e falhas do que estudos anteriores atestavam”. Em suma, não há nada que comprove, de fato, esse impacto negativo pelo uso exaustivo do equipamento.

De acordo com o paper apresentado pelo grupo, apenas HDs muito novos ou muito velhos costumam apresentar problemas. É como se, no reino dos discos rígidos, valesse a lei do mais forte. Se o drive sobreviver aos primeiros anos de sua “infância”, é provável que terá muito tempo de vida pela frente.

Conclusão: use o defrag sem medo

Porém, há um estudo de caso muito interessante apresentado por funcionários da Google em uma conferência sobre tecnologias de arquivos e armazenamento que pode ajudar a trazer alguma espécie de iluminação científica sobre o assunto.

Relação entre falhas e nível de utilização

Como a Google trabalha com uma enorme quantidade de dados, fica fácil deduzir que a empresa possui muita experiência no gerenciamento de discos rígidos. Em um estudo apresentado por Eduardo Pinheiro, Wolf-Dietrich Weber e Luiz André Barroso, funcionários da empresa, mais de cem mil HDs foram analisados, na tentativa de encontrar em um padrão que tenha levado esses equipamentos à falha.

O resultado? Bem, digamos que é um pouco decepcionante: “Nossos dados indicam que há uma relação muito mais fraca entre níveis de utilização e falhas do que estudos anteriores atestavam”. Em suma, não há nada que comprove, de fato, esse impacto negativo pelo uso exaustivo do equipamento.

De acordo com o paper apresentado pelo grupo, apenas HDs muito novos ou muito velhos costumam apresentar problemas. É como se, no reino dos discos rígidos, valesse a lei do mais forte. Se o drive sobreviver aos primeiros anos de sua “infância”, é provável que terá muito tempo de vida pela frente.
Conclusão: use o defrag sem medo

Posted in Padão at junho 8th, 2012. No Comments.