Estão dizendo que o Bradesco vai doar dinheiro a clientes: verdade ou mentira?

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Mal entendido surgiu de interpretação equivocada de site sobre ação de marketing do banco.
Desde esta segunda-feira (16) tem circulado na internet que o marketing vai doar dinheiro a seus clientes “sem pedir nada em troca” e muitos leitores do marketing .com entraram em contato com nossa redação perguntando se temos alguma informação sobre isso. Aqui vai nossa resposta: não, não é verdade. Tudo não passa de um mal entendido.

O Bradesco nunca prometeu doar dinheiro a clientes. Mas lançou recentemente uma ação de marketing que consiste no seguinte: quando alguém com conta em sua rede faz uma compra com o cartão de débito ou crédito, o banco arredonda automaticamente o valor da compra e deposita o excedente numa poupança do usuário. O objetivo é estimular o hábito de poupar dinheiro, começando pelos centavos do troco. Acontece que o site Catraca Livre publicou uma notícia sobre a ação dizendo que essa seria uma maneira de o cliente “ganhar dinheiro” com seus centavos. No Facebook, o veículo reforçou a afirmação, dizendo que descobriu um “jeito de você receber dinheiro de um banco todos os dias (isso mesmo, todos os dias) – e não precisar devolver”. Isso levou muitos leitores a acharem que receberiam dinheiro do banco.

Na prática, a realidade é justamente contrária. Em vez de ganharem dinheiro, os cliente colocarão seus centavos sob a guarda do banco. Mais que um estímulo à poupança, a medida contribui também para a capitalização da instituição financeira, já que, se a ação der certo, serão muitos centavos, de muitos clientes, sendo depositados todos os dias.

Posted in Mal Entendido Sobre O Bradesco at maio 17th, 2016. No Comments.

Contabilidade: Verdades e Mentiras.

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A verdade é que a contabilidade passa por profundas transformações, exigindo de nós atualização constante, especialmente em relação às normas internacionais, agora adotadas oficialmente no Brasil.Como em toda ciência, a contabilidade sofre com estigmas que se introduzem com o tempo, cabendo a nós, contabilistas, combatê-las com o ímpeto necessário e visando preservar os penosos avanços até aqui alcançados por todos os que contribuíram e contribuem com a dinâmica do desenvolvimento social, econômico e científico.
A mentira é que isto é moda, que tudo passará e os balanços continuarão sendo apenas demonstrativos para o fisco. Ilude-se quem ainda julga que um balancete ou balanço possa ser fraudado com simples canetadas ou ajustes temporários. Com a introdução de diversos mecanismos de acompanhamento eletrônico (SPED-fiscal, ECD, NF-e, etc.) a “burla” terá vida curta – como diz o provérbio: “mentira tem perna curta”.
A verdade é que os contabilistas estão sobrecarregados de exigências extra-contábeis, como elaboração de minuciosas demonstrações para o fisco. Mais verdade ainda é que ainda não são remunerados adequadamente por todas estas obrigações, ainda mais considerando-se a grande responsabilidade civil e penal que têm ao assinar tais demonstrativos.
A mentira é que o governo vem simplificando as obrigações. Ao contrário, com exigências cada vez mais técnicas (manuais de operação com centenas de páginas de campos, dados, layouts, etc.), o profissional contábil vê-se quase à mercê, pagando caríssimo, de profissionais de outras áreas (como informática), tendo que delegar enormes quantidades de confiança e quase sem tempo para acompanhar todas as tarefas.
A verdade é que a contabilidade é útil, verdadeiro repositório de informações para o gerenciamento de um negócio ou de uma entidade sem fins lucrativos. Se ela não é utilizada com este fim, então estamos diante de outra verdade: dinheiro mal aproveitado.
A mentira é que a contabilidade é cara. Quem faz esta afirmação não conhece (ou não lê) as milhares de normas, regulamentos, leis, portarias, instruções e outras parafernálias diárias que são publicadas nos diários oficiais da União, Estados e Municípios, mudando grotescamente a legislação e as exigências do dia para a noite.A verdade é que a classe contábil é pouco unida, pouco participativa nos sindicatos. O episódio recente do COAF, exigindo que o contabilista quebre o sigilo dos clientes ao informar operações, é um exemplo: pouquíssimos sindicatos se manifestaram, cadê a atuação deles nesta aberração a ética do profissional?
A mentira é que não pudemos mudar o Brasil. Ora, somos mais de 500.000 profissionais, com alto conhecimento técnico, capacidades específicas, poder de gestão, e outros atributos. Como não podemos participar e contribuir para que o Brasil mude, a partir de ações individuais, profissionais, coletivas e participativas de uma classe tão numerosa e (ainda não) tão influente na vida social?
Verdades e mentiras. Você escolhe com as quais convive diariamente.