Terceira idade – Saiba o que é verdade e mentira nas pessoas idosas

Patricia Golini

Não adianta negar, todo mundo vai envelhecer. O processo, que começa perto dos 30 anos com a queda da capacidade pulmonar e cardíaca máxima e com a diminuição na produção de colágeno, é inevitável. Saiba mais sobre os mitos e verdades que acontecem com o corpo quando você alcança a casa dos 60.

[adrotate banner=”2″]Quando ficamos velhos, ficamos mais esquecidos

Mito. “Quando falamos de envelhecimento, temos alterações em todos os sistemas orgânicos. Do ponto de vista neurológico, existem modificações sim, porém, nem sempre elas comprometem a função cerebral do indivíduo”, explica Roberto Dischinger Miranda, geriatra e cardiologista do Instituto Longevità, de São Paulo. Algumas mudanças no estilo de vida fazem com que o idoso fique menos atento ou participativo. As pessoas mais jovens estão mais ligadas aos fatos que acontecem ao seu redor. À medida que a pessoa fica mais tranquila, tende a diminuir o poder de assimilação dos fatos. “A nossa memória está relacionada à atenção. Pelo próprio estilo de vida que levamos, implica em menor registro, menor foco de memória. Nem sempre lapsos de memória sinalizam doença”, explica o médico. Para evitar que eles apareçam, invista em atividades prazerosas para evitar que o cérebro fique acomodado. Aprender uma nova língua, um instrumento musical ou até mesmo usar o computador pode ser uma ótima maneira de estimular o funcionamento cerebral.

Quando ficamos mais velhos precisamos nos exercitar menos

Verdade. As alterações no organismo próprias do envelhecimento começam aos 30 anos e com elas vem a diminuição das capacidades pulmonar e cardíaca máximas. A repercussão dessas mudanças na vida cotidiana é pequena, porém, a queda de desempenho pode ser facilmente sentida durante os exercícios físicos. “Os exercícios devem ter uma intensidade diferente daquele praticado quando a pessoa era jovem. Mas, em qualquer idade, a atividade física é importante. E a performance ao se exercitar dependerá de cada um, é uma capacidade individual”, comenta o geriatra.

As dores são inevitáveis, principalmente as causadas pela artrite

Mito. Osteoartrose é uma das doenças mais comuns no envelhecimento e provoca dor. “Apesar das dores ocasionadas pela degeneração da cartilagem serem consideras comuns, não podemos considerá-las normais. O paciente deve ir ao médico para fazer um tratamento, fisioterapia e controlar o peso”, explica o médico.

O desejo sexual diminui com a idade

Verdade. Segundo Roberto Dischinger Miranda, o desejo sexual tende a diminuir com a idade, por ser próprio do envelhecimento humano. Nas mulheres, a menopausa faz com que a lubrificação diminua, o que causa dores durante a penetração. No homem, é comum a disfunção erétil. Porém, muitas vezes isso não impede a vida sexual do casal. É importante que os dois estejam bem com a prática, seja uma vez ao dia ou uma vez ao mês.

Acima de 60 anos devo procurar um geriatra

Mito. O geriatra é nada menos que um médico generalista com especialização em doenças mais comuns da terceira idade. Como o processo de envelhecimento começa quando somos jovens, é possível ir ao geriatra para acompanhar o avanço da idade, de maneira preventiva. “Não há nada que impeça a pessoa de envelhecer, o importante é manter a capacidade funcional, motora, física e mental”, explica o médico.

Pessoas com mais de 60 anos sentem menos sede

Mito. A estrutura fisiológica em si não causa essa alteração. “Muitas vezes, o que acontece é que o idoso perde bastante água por um quadro de incontinência urinária ou devido aos remédios diuréticos. Com isso, eles tendem a diminuir a ingestão de água – conscientemente ou não”, diz a nutricionista especializada em gerontologia Maristela Strufaldi. O quadro pode levar à desidratação, tontura, problemas intestinais e prejudicar a pele. “Por mais que o corpo não exija, deve-se tomar a mesma quantidade de água que antes”, defende Maristela.

Os idosos sentem menos sono

Mito. Algumas teorias defendem que o que acontece na verdade é uma mudança na arquitetura do sono. “Muitas vezes, o idoso tem a sensação de que dorme menos ou de que não dormiu bem. Mas nem sempre isso é real”, comenta Miranda. Quando a atividade do corpo é menor durante o dia, é natural que as horas de sono diminuam. Porém, nem sempre é preciso tratar com medicamentos. Primeiramente, é preciso investigar as causas dessa mudança e, se possível, tratá-las.

O paladar muda com a chegada da idade

Verdade. Assim como os outros músculos, as papilas gustativas, que ficam na língua, tendem a atrofiar. Isso influencia na percepção do paladar. “Para compensar essa perda, os idosos tendem a buscar alimentos ora muito doces, ora muito salgados”, elucida Maristela.

Os músculos desaparecem com o passar do tempo

Verdade. Segundo a nutricionista, a queda funcional do corpo faz com que aumente a quantidade de gordura, diminua a quantidade de massa magra e ocasione a queda no colágeno. O quadro, normal com o envelhecimento, acontece devido à morte celular e à atrofia muscular. O problema pode ser levemente corrigido com atividade física e alimentação balanceada.

Existem doenças consideradas normais na 3ª idade (diabetes, hipertensão)

Mito. Tudo que é considerado doença não pode ser chamado de normal. Pressão alta, diabetes, catarata são comuns, porém, jamais devem ser consideradas normais, uma vez que comprometem a vida do indivíduo. “O ideal é envelhecer com saúde e bem-estar”, completa o geriatra.

Fonte: Terra

Posted in Comportamento, Mentira, Mentiras, Mitos at outubro 1st, 2012. No Comments.

Beba água: Necessidade de tomar muito líquido é mito, diz nefrologista

Quem não está praticando exercícios físicos não tem necessidade de fiscalizar a ingestão de água ou de estabelecer metas de consumo, diz o nefrologista Antonio Carlos Seguro, do Hospital das Clínicas de SP.

“Décadas atrás não tinha esse mito de tomar muita água. Mais água não fará o seu rim funcionar melhor. Ao contrário: é até perigoso se o órgão não estiver funcionando bem”, diz ele.

Pessoas que têm uma alimentação adequada não precisam se preocupar com o risco de desidratação. “Normalmente já ingerimos uns 2,2 litros de água por dia entre alimentos sólidos e líquidos.”

A perda de água acontece por meio de urina, fezes, suor e respiração. Quando o tempo está seco, como nas últimas semanas nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, há uma perda maior por meio da respiração, de acordo com o fisiologista Turíbio Leite de Barros. Por isso, recomenda-se aumentar a ingestão do líquido nesse período.

A desidratação pode deixar a pele seca, causar taquicardia, reduzir a pressão arterial, dar dor de cabeça e tontura. Um sinal de alerta é a urina mais densa e amarelada, mesmo durante o dia, explica Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

[adrotate banner=”4″]PREVENÇÃO

Para a nutricionista Heloisa Guarita, é melhor prevenir e se hidratar “mesmo sem sede”: “Nosso corpo é composto por 70% de água. A pessoa que bebe pouco líquido tem a pele mais seca e o intestino também não funciona muito bem”.

De acordo com o nefrologista Seguro, a ingestão programada de água só é útil para pessoas com pedras nos rins ou que já tiveram infecção urinária. “Aí é interessante ingerir de dois a dois litros e meio por dia.”

Outra exceção, segundo Santos, é no caso da pessoa idosa. Nos mais velhos, o mecanismo da sede fica alterado. “É importante oferecer água para essas pessoas de tempos em tempos.”

Em relação às crianças, a preocupação maior é durante a prática de exercícios físicos em sequência. “Muitas fazem horas de atividade e não há um intervalo para o corpo se reidratar”, diz Flávia Meyer, pediatra, médica do esporte e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Ela não vê problemas no consumo de isotônicos por crianças “atletas”, desde que elas pratiquem pelo menos três horas de atividade física três vezes na semana.

O consumo de bebidas esportivas também é útil para crianças com diarreia, segundo o médico do esporte Luiz Oswaldo Rodrigues.

Posted in Medicina, Mitos at setembro 6th, 2012. No Comments.