Momo invadiu o YouTube Kids e está ensinando crianças a se matarem? Verdade Ou Mentira?

 

Diversos usuários nos pediram ao longo dos últimos dias para que fizéssemos uma postagem sobre a “Momo”, e sua suposta relação com o aplicativo “YouTube Kids”. Está sendo amplamente divulgado, seja através de sites de revistas, de notícias ou por meio de reportagens de TV, que o fenômeno “Momo” teria retornado de uma forma ainda mais cruel e sádica: incentivando crianças a se matarem, através de orientações inseridas no meio de vídeos inocentes acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, destinado a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, será que isso é realmente verdade? Tais inserções macabras foram realmente inseridas maliciosamente em vídeos infantis?

Entendendo o Fenômeno “Momo”:

Se vocês não fazem ideia do que é a “Momo”, fiquem tranquilos! Vamos explicar rapidamente o que é isso para vocês. Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Muitas dessas postagens, no entanto, tinham caráter de corrente, ou seja, pediam para que as pessoas compartilhassem o conteúdo, caso contrário morreriam. É difícil apontar quem foi que começou com toda essa história, visto que o fenômeno “Momo” pode ter começado em um grupo privado no Facebook ou em demais redes sociais.

Curiosamente, ao entrar em contato com a “Momo”, muitas vezes “ela” sequer respondia as mensagens. Em outras ocasiões respondia com mensagens genéricas, ameaças aleatórias ou enviando imagens contendo violência gráfica. Já em outros casos, usuários alegaram que a “Momo” tinha capacidade de saber seu nome, endereço e demais dados pessoais. Porém, não temos evidência alguma, que isso realmente ocorreu ou diante de qual situação isso pode ter acontecido. As histórias foram crescendo ao longo do tempo, e houve até quem sugerisse que a “Momo” fosse um projeto japonês visando o roubo de informações de terceiros. No entanto, nunca apontaram uma única evidência ou prova que sustentasse tal alegação.

 

Assim sendo, podemos dizer, com certa tranquilidade que as interações entre a “Momo” e seus interlocutores não envolviam nada de paranormal ou extraordinário. Além disso, a teoria que a “Momo” seria um hacker ou um computador destinado a coletar informações é totalmente infundada. Se quiserem saber maiores informações recomendo fortemente, que assistam a um vídeo do do canal “Fábrica de Noobs”, no YouTube, chamado: “Desmistificando: Momo, o perfil amaldiçoado do WhatsApp“.

A Origem da Imagem:

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery“, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

A inspiração veio de uma lenda japonesa em que uma mulher morre no parto e retorna para assombrar os vivos ou algo assim. A escultura foi chamada de “Mother Bird” (“Mãe-Pássaro”, em uma tradução livre para o português), e consiste em uma cabeça com traços humanos, e apoiada em pés de pássaro. O material usado na criação foi apenas borracha e óleos naturais. Com o tempo, a escultura foi se deteriorando.
Por outro lado, naquela mesma época, também começaram a viralizar vídeos onde mostravam a “Momo” como se estivesse “viva”. No entanto, tais vídeos são falsos, visto que são produtos de manipulação digital através de aplicativos para celular, assim como o Snapchat (algo conhecido como “face swap“).

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso, afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura ainda é facilmente reproduzível, caso ainda haja interessados no futuro. De qualquer forma, em entrevista ao site “The Japan Times“, o artista disse que até aquele momento ninguém havia demonstrado interesse em adquirir uma réplica.
Enfim, por último é importante destacar, que Keisuke Aiso sempre negou qualquer envolvimento na propagação desse fenômeno pela internet.

O Fenômeno “Momo” Deixou Crianças e Adolescentes Feridos ou Fez com que se Suicidassem?

É importante deixar claro que o “Desafio da Momo”, na prática, nunca existiu. Foi feito um grande alarde durante o ano de 2018 sobre esse assunto, que virou alvo de diversas matérias, reportagens, vídeos de YouTubers dos mais diversos tipos, tanto desmistificando quanto alimentando ainda mais esse boato. Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio. Apesar das alegações de que o fenômeno havia atingido proporções mundiais, o número de queixas comprovadamente verídicas era relativamente pequeno, e nenhum departamento de polícia confirmou, que alguém teria sofrido quaisquer danos físicos como resultado direto disso. A preocupação e a angústia relatadas pelas crianças foram impulsionadas principalmente pelos relatos publicados pela mídia, e não como resultado direto da “Momo”, ou seja, os alertas sobre o suposto fenômeno se tornaram mais prejudiciais do que benéficos, levando a uma espécie de “profecia autorrealizável”, que pode ter encorajado as crianças a procurar material violento nas redes sociais. Ao fazer uma busca na internet podemos ver inúmeras manchetes tentando atribuir o fenômeno “Momo” a casos de suicídios entre crianças e adolescentes, porém todos os casos que acessamos se tratavam de hipóteses, especulações ou possibilidades, que não foram confirmadas pela polícia.

Verdade Ou Mentira?

O Fenômeno “Momo” Retornou Através de Inserções Durante a Exibição de Vídeos Infantis Através do Aplicativo YouTube Kids?
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem. Explicaremos tudo isso direitinho, porque o assunto é bem polêmico.
Vamos tentar traçar inicialmente uma linha cronológica sobre esse suposto retorno do fenômeno “Momo”. Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019. Esse tal “alerta” teria sido enviado para a página por um morador(a)/pai ou mãe, que não quis se identificar. Não encontramos o texto na página do Facebook – provavelmente foi apagado – porém encontramos capturas de tela disponibilizadas publicamente na internet:

Essa pessoa que enviou o relato, ou seja, uma evidência puramente anedótica, alegou que a professora de uma escola local onde o filho estudava havia chamado sua atenção, porque o filho havia feito três crianças chorarem ao dizer para elas, que a “Momo” iria visitá-las em seus quartos, à noite, e iria matá-las. Ao conversar com o filho, essa pessoa teria descoberto, que algumas crianças teriam o incitado a procurar pelo termo “momo challenge“. Essa pessoa resolveu pesquisar e encontrou que o tal desafio, que sabemos que nunca existiu, consistia em crianças enviando mensagens para um número e falando com um personagem chamado “Momo”. Esse personagem diria para eles se machucarem, algo que poderia levar ao suicídio devido ao roubo de informações pessoais da criança.
A pessoa também disse que o filho assistiu um vídeo da personagem “Momo”, que mandava ele dizer para todo mundo temer a “Momo” ou então ela o mataria durante o sono. Em nenhum momento essa pessoa disse que o vídeo estava publicado no YouTube ou incluiu quaisquer links ou capturas de tela para provar o que estava dizendo. É simplesmente um relato aleatório em uma página que possui atualmente cerca de 500 seguidores. Porém, isso foi o suficiente para a questionável mídia britânica.

O Caldeirão Britânico:

Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News“, no dia 20 de fevereiro. O site simplesmente disseminou um mero relato como se fosse algo que realmente tivesse acontecido, sem sequer verificar pela autenticidade do mesmo. Algo extremamente grave em se tratando de jornalismo, porém comum entre diversos veículos de comunicação do Reino Unido.
A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail“, “The Sun“, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

Apesar dos relatos serem diferentes, eles possuíam um mesmo padrão: um pai ou uma mãe alegava, que seu filho(a) viu a Momo em um vídeo do YouTube ou que um número do WhatsApp com a imagem da “Momo” mandou mensagem para ele(a). Esses pais definiam a situação como um “jogo” ou um “desafio”, que incitava seus filhos a cometerem atos violentos, e até a se filmarem enquanto os realizavam. No entanto, nem os relatos propagados pelas redes sociais, nem as próprias notícias forneciam qualquer link ou evidência concreta de que tal conteúdo tivesse sido publicado no YouTube.

A Polícia da Irlanda do Norte Ajudou a Dar Credibilidade a Tais Relatos que Sequer Foram Verificados

PorMarco FaustinoPublicado em 19 de março de 2019 COMPARTILHE TWEET 85 COMENTÁRIOS

Diversos usuários nos pediram ao longo dos últimos dias para que fizéssemos uma postagem sobre a “Momo”, e sua suposta relação com o aplicativo “YouTube Kids”. Está sendo amplamente divulgado, seja através de sites de revistas, de notícias ou por meio de reportagens de TV, que o fenômeno “Momo” teria retornado de uma forma ainda mais cruel e sádica: incentivando crianças a se matarem, através de orientações inseridas no meio de vídeos inocentes acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, destinado a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, será que isso é realmente verdade? Tais inserções macabras foram realmente inseridas maliciosamente em vídeos infantis? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Entendendo o Fenômeno “Momo”
Se vocês não fazem ideia do que é a “Momo”, fiquem tranquilos! Vamos explicar rapidamente o que é isso para vocês. Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Muitas dessas postagens, no entanto, tinham caráter de corrente, ou seja, pediam para que as pessoas compartilhassem o conteúdo, caso contrário morreriam. É difícil apontar quem foi que começou com toda essa história, visto que o fenômeno “Momo” pode ter começado em um grupo privado no Facebook ou em demais redes sociais.

Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Curiosamente, ao entrar em contato com a “Momo”, muitas vezes “ela” sequer respondia as mensagens. Em outras ocasiões respondia com mensagens genéricas, ameaças aleatórias ou enviando imagens contendo violência gráfica. Já em outros casos, usuários alegaram que a “Momo” tinha capacidade de saber seu nome, endereço e demais dados pessoais. Porém, não temos evidência alguma, que isso realmente ocorreu ou diante de qual situação isso pode ter acontecido. As histórias foram crescendo ao longo do tempo, e houve até quem sugerisse que a “Momo” fosse um projeto japonês visando o roubo de informações de terceiros. No entanto, nunca apontaram uma única evidência ou prova que sustentasse tal alegação.

Assim sendo, podemos dizer, com certa tranquilidade que as interações entre a “Momo” e seus interlocutores não envolviam nada de paranormal ou extraordinário. Além disso, a teoria que a “Momo” seria um hacker ou um computador destinado a coletar informações é totalmente infundada. Se quiserem saber maiores informações recomendo fortemente, que assistam a um vídeo do do canal “Fábrica de Noobs”, no YouTube, chamado: “Desmistificando: Momo, o perfil amaldiçoado do WhatsApp“.

A Origem da Imagem
A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery“, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

A inspiração veio de uma lenda japonesa em que uma mulher morre no parto e retorna para assombrar os vivos ou algo assim. A escultura foi chamada de “Mother Bird” (“Mãe-Pássaro”, em uma tradução livre para o português), e consiste em uma cabeça com traços humanos, e apoiada em pés de pássaro. O material usado na criação foi apenas borracha e óleos naturais. Com o tempo, a escultura foi se deteriorando.

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery”, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

Por outro lado, naquela mesma época, também começaram a viralizar vídeos onde mostravam a “Momo” como se estivesse “viva”. No entanto, tais vídeos são falsos, visto que são produtos de manipulação digital através de aplicativos para celular, assim como o Snapchat (algo conhecido como “face swap“).

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso, afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura ainda é facilmente reproduzível, caso ainda haja interessados no futuro. De qualquer forma, em entrevista ao site “The Japan Times“, o artista disse que até aquele momento ninguém havia demonstrado interesse em adquirir uma réplica.

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso (na foto), afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura é facilmente reproduzível.

Enfim, por último é importante destacar, que Keisuke Aiso sempre negou qualquer envolvimento na propagação desse fenômeno pela internet.

O Fenômeno “Momo” Deixou Crianças e Adolescentes Feridos ou Fez com que se Suicidassem?
É importante deixar claro que o “Desafio da Momo”, na prática, nunca existiu. Foi feito um grande alarde durante o ano de 2018 sobre esse assunto, que virou alvo de diversas matérias, reportagens, vídeos de YouTubers dos mais diversos tipos, tanto desmistificando quanto alimentando ainda mais esse boato. Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Apesar das alegações de que o fenômeno havia atingido proporções mundiais, o número de queixas comprovadamente verídicas era relativamente pequeno, e nenhum departamento de polícia confirmou, que alguém teria sofrido quaisquer danos físicos como resultado direto disso. A preocupação e a angústia relatadas pelas crianças foram impulsionadas principalmente pelos relatos publicados pela mídia, e não como resultado direto da “Momo”, ou seja, os alertas sobre o suposto fenômeno se tornaram mais prejudiciais do que benéficos, levando a uma espécie de “profecia autorrealizável”, que pode ter encorajado as crianças a procurar material violento nas redes sociais.

Ao fazer uma busca na internet podemos ver inúmeras manchetes tentando atribuir o fenômeno “Momo” a casos de suicídios entre crianças e adolescentes, porém todos os casos que acessamos se tratavam de hipóteses, especulações ou possibilidades, que não foram confirmadas pela polícia.

Verdadeiro ou Falso? O Fenômeno “Momo” Retornou Através de Inserções Durante a Exibição de Vídeos Infantis Através do Aplicativo YouTube Kids?
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem. Explicaremos tudo isso direitinho, porque o assunto é bem polêmico.

Vamos tentar traçar inicialmente uma linha cronológica sobre esse suposto retorno do fenômeno “Momo”. Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019. Esse tal “alerta” teria sido enviado para a página por um morador(a)/pai ou mãe, que não quis se identificar. Não encontramos o texto na página do Facebook – provavelmente foi apagado – porém encontramos capturas de tela disponibilizadas publicamente na internet:

Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019.

Essa pessoa que enviou o relato, ou seja, uma evidência puramente anedótica, alegou que a professora de uma escola local onde o filho estudava havia chamado sua atenção, porque o filho havia feito três crianças chorarem ao dizer para elas, que a “Momo” iria visitá-las em seus quartos, à noite, e iria matá-las. Ao conversar com o filho, essa pessoa teria descoberto, que algumas crianças teriam o incitado a procurar pelo termo “momo challenge“. Essa pessoa resolveu pesquisar e encontrou que o tal desafio, que sabemos que nunca existiu, consistia em crianças enviando mensagens para um número e falando com um personagem chamado “Momo”. Esse personagem diria para eles se machucarem, algo que poderia levar ao suicídio devido ao roubo de informações pessoais da criança.

A pessoa também disse que o filho assistiu um vídeo da personagem “Momo”, que mandava ele dizer para todo mundo temer a “Momo” ou então ela o mataria durante o sono. Em nenhum momento essa pessoa disse que o vídeo estava publicado no YouTube ou incluiu quaisquer links ou capturas de tela para provar o que estava dizendo. É simplesmente um relato aleatório em uma página que possui atualmente cerca de 500 seguidores. Porém, isso foi o suficiente para a questionável mídia britânica.

O Caldeirão Britânico
Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News“, no dia 20 de fevereiro. O site simplesmente disseminou um mero relato como se fosse algo que realmente tivesse acontecido, sem sequer verificar pela autenticidade do mesmo. Algo extremamente grave em se tratando de jornalismo, porém comum entre diversos veículos de comunicação do Reino Unido.

Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News”, no dia 20 de fevereiro.

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail“, “The Sun“, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail”, “The Sun”, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

Apesar dos relatos serem diferentes, eles possuíam um mesmo padrão: um pai ou uma mãe alegava, que seu filho(a) viu a Momo em um vídeo do YouTube ou que um número do WhatsApp com a imagem da “Momo” mandou mensagem para ele(a). Esses pais definiam a situação como um “jogo” ou um “desafio”, que incitava seus filhos a cometerem atos violentos, e até a se filmarem enquanto os realizavam. No entanto, nem os relatos propagados pelas redes sociais, nem as próprias notícias forneciam qualquer link ou evidência concreta de que tal conteúdo tivesse sido publicado no YouTube.

A Polícia da Irlanda do Norte Ajudou a Dar Credibilidade a Tais Relatos que Sequer Foram Verificados
No dia 22 de fevereiro, o assunto ganhou a mídia impressa, e no dia 24 de fevereiro adicionaram a “cereja do bolo” de toda essa história: sem qualquer evidência ou prova concreta do que estava ocorrendo, a PSNI (Serviço de Polícia da Irlanda do Norte) emitiu um alerta sobre esse assunto, em sua página oficial no Facebook.

Basicamente, era um alerta direcionado aos pais sobre os perigos, que as crianças poderiam estar expostas. Segundo o site do jornal “Belfast Telegraph“, um porta-voz da polícia chegou a dizer, que o tal desafio estava tendo como principal alvo as crianças da Irlanda do Norte, embora não houvesse um único caso sequer denunciado por parte dos pais ou boletim de ocorrência registrado diretamente na polícia. No comunicado, a polícia chegou a dizer:

“Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube“

PorMarco FaustinoPublicado em 19 de março de 2019 COMPARTILHE TWEET 85 COMENTÁRIOS

Diversos usuários nos pediram ao longo dos últimos dias para que fizéssemos uma postagem sobre a “Momo”, e sua suposta relação com o aplicativo “YouTube Kids”. Está sendo amplamente divulgado, seja através de sites de revistas, de notícias ou por meio de reportagens de TV, que o fenômeno “Momo” teria retornado de uma forma ainda mais cruel e sádica: incentivando crianças a se matarem, através de orientações inseridas no meio de vídeos inocentes acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, destinado a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, será que isso é realmente verdade? Tais inserções macabras foram realmente inseridas maliciosamente em vídeos infantis? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Entendendo o Fenômeno “Momo”
Se vocês não fazem ideia do que é a “Momo”, fiquem tranquilos! Vamos explicar rapidamente o que é isso para vocês. Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Muitas dessas postagens, no entanto, tinham caráter de corrente, ou seja, pediam para que as pessoas compartilhassem o conteúdo, caso contrário morreriam. É difícil apontar quem foi que começou com toda essa história, visto que o fenômeno “Momo” pode ter começado em um grupo privado no Facebook ou em demais redes sociais.

Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Curiosamente, ao entrar em contato com a “Momo”, muitas vezes “ela” sequer respondia as mensagens. Em outras ocasiões respondia com mensagens genéricas, ameaças aleatórias ou enviando imagens contendo violência gráfica. Já em outros casos, usuários alegaram que a “Momo” tinha capacidade de saber seu nome, endereço e demais dados pessoais. Porém, não temos evidência alguma, que isso realmente ocorreu ou diante de qual situação isso pode ter acontecido. As histórias foram crescendo ao longo do tempo, e houve até quem sugerisse que a “Momo” fosse um projeto japonês visando o roubo de informações de terceiros. No entanto, nunca apontaram uma única evidência ou prova que sustentasse tal alegação.

Assim sendo, podemos dizer, com certa tranquilidade que as interações entre a “Momo” e seus interlocutores não envolviam nada de paranormal ou extraordinário. Além disso, a teoria que a “Momo” seria um hacker ou um computador destinado a coletar informações é totalmente infundada. Se quiserem saber maiores informações recomendo fortemente, que assistam a um vídeo do do canal “Fábrica de Noobs”, no YouTube, chamado: “Desmistificando: Momo, o perfil amaldiçoado do WhatsApp“.

A Origem da Imagem
A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery“, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

A inspiração veio de uma lenda japonesa em que uma mulher morre no parto e retorna para assombrar os vivos ou algo assim. A escultura foi chamada de “Mother Bird” (“Mãe-Pássaro”, em uma tradução livre para o português), e consiste em uma cabeça com traços humanos, e apoiada em pés de pássaro. O material usado na criação foi apenas borracha e óleos naturais. Com o tempo, a escultura foi se deteriorando.

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery”, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

Por outro lado, naquela mesma época, também começaram a viralizar vídeos onde mostravam a “Momo” como se estivesse “viva”. No entanto, tais vídeos são falsos, visto que são produtos de manipulação digital através de aplicativos para celular, assim como o Snapchat (algo conhecido como “face swap“).

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso, afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura ainda é facilmente reproduzível, caso ainda haja interessados no futuro. De qualquer forma, em entrevista ao site “The Japan Times“, o artista disse que até aquele momento ninguém havia demonstrado interesse em adquirir uma réplica.

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso (na foto), afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura é facilmente reproduzível.

Enfim, por último é importante destacar, que Keisuke Aiso sempre negou qualquer envolvimento na propagação desse fenômeno pela internet.

O Fenômeno “Momo” Deixou Crianças e Adolescentes Feridos ou Fez com que se Suicidassem?
É importante deixar claro que o “Desafio da Momo”, na prática, nunca existiu. Foi feito um grande alarde durante o ano de 2018 sobre esse assunto, que virou alvo de diversas matérias, reportagens, vídeos de YouTubers dos mais diversos tipos, tanto desmistificando quanto alimentando ainda mais esse boato. Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Apesar das alegações de que o fenômeno havia atingido proporções mundiais, o número de queixas comprovadamente verídicas era relativamente pequeno, e nenhum departamento de polícia confirmou, que alguém teria sofrido quaisquer danos físicos como resultado direto disso. A preocupação e a angústia relatadas pelas crianças foram impulsionadas principalmente pelos relatos publicados pela mídia, e não como resultado direto da “Momo”, ou seja, os alertas sobre o suposto fenômeno se tornaram mais prejudiciais do que benéficos, levando a uma espécie de “profecia autorrealizável”, que pode ter encorajado as crianças a procurar material violento nas redes sociais.

Ao fazer uma busca na internet podemos ver inúmeras manchetes tentando atribuir o fenômeno “Momo” a casos de suicídios entre crianças e adolescentes, porém todos os casos que acessamos se tratavam de hipóteses, especulações ou possibilidades, que não foram confirmadas pela polícia.

Verdadeiro ou Falso? O Fenômeno “Momo” Retornou Através de Inserções Durante a Exibição de Vídeos Infantis Através do Aplicativo YouTube Kids?
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem. Explicaremos tudo isso direitinho, porque o assunto é bem polêmico.

Vamos tentar traçar inicialmente uma linha cronológica sobre esse suposto retorno do fenômeno “Momo”. Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019. Esse tal “alerta” teria sido enviado para a página por um morador(a)/pai ou mãe, que não quis se identificar. Não encontramos o texto na página do Facebook – provavelmente foi apagado – porém encontramos capturas de tela disponibilizadas publicamente na internet:

Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019.

Essa pessoa que enviou o relato, ou seja, uma evidência puramente anedótica, alegou que a professora de uma escola local onde o filho estudava havia chamado sua atenção, porque o filho havia feito três crianças chorarem ao dizer para elas, que a “Momo” iria visitá-las em seus quartos, à noite, e iria matá-las. Ao conversar com o filho, essa pessoa teria descoberto, que algumas crianças teriam o incitado a procurar pelo termo “momo challenge“. Essa pessoa resolveu pesquisar e encontrou que o tal desafio, que sabemos que nunca existiu, consistia em crianças enviando mensagens para um número e falando com um personagem chamado “Momo”. Esse personagem diria para eles se machucarem, algo que poderia levar ao suicídio devido ao roubo de informações pessoais da criança.

A pessoa também disse que o filho assistiu um vídeo da personagem “Momo”, que mandava ele dizer para todo mundo temer a “Momo” ou então ela o mataria durante o sono. Em nenhum momento essa pessoa disse que o vídeo estava publicado no YouTube ou incluiu quaisquer links ou capturas de tela para provar o que estava dizendo. É simplesmente um relato aleatório em uma página que possui atualmente cerca de 500 seguidores. Porém, isso foi o suficiente para a questionável mídia britânica.

O Caldeirão Britânico
Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News“, no dia 20 de fevereiro. O site simplesmente disseminou um mero relato como se fosse algo que realmente tivesse acontecido, sem sequer verificar pela autenticidade do mesmo. Algo extremamente grave em se tratando de jornalismo, porém comum entre diversos veículos de comunicação do Reino Unido.

Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News”, no dia 20 de fevereiro.

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail“, “The Sun“, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail”, “The Sun”, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

Apesar dos relatos serem diferentes, eles possuíam um mesmo padrão: um pai ou uma mãe alegava, que seu filho(a) viu a Momo em um vídeo do YouTube ou que um número do WhatsApp com a imagem da “Momo” mandou mensagem para ele(a). Esses pais definiam a situação como um “jogo” ou um “desafio”, que incitava seus filhos a cometerem atos violentos, e até a se filmarem enquanto os realizavam. No entanto, nem os relatos propagados pelas redes sociais, nem as próprias notícias forneciam qualquer link ou evidência concreta de que tal conteúdo tivesse sido publicado no YouTube.

A Polícia da Irlanda do Norte Ajudou a Dar Credibilidade a Tais Relatos que Sequer Foram Verificados
No dia 22 de fevereiro, o assunto ganhou a mídia impressa, e no dia 24 de fevereiro adicionaram a “cereja do bolo” de toda essa história: sem qualquer evidência ou prova concreta do que estava ocorrendo, a PSNI (Serviço de Polícia da Irlanda do Norte) emitiu um alerta sobre esse assunto, em sua página oficial no Facebook.

Basicamente, era um alerta direcionado aos pais sobre os perigos, que as crianças poderiam estar expostas. Segundo o site do jornal “Belfast Telegraph“, um porta-voz da polícia chegou a dizer, que o tal desafio estava tendo como principal alvo as crianças da Irlanda do Norte, embora não houvesse um único caso sequer denunciado por parte dos pais ou boletim de ocorrência registrado diretamente na polícia. No comunicado, a polícia chegou a dizer:

“Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube“

No comunicado, a polícia chegou a dizer que: “Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube”.

Entretanto, foi justamente esse comunicado, que estimulou definitivamente as buscas por esse assunto, ressurgindo com o fenômeno “Momo”, conforme podemos ver no gráfico abaixo, que foi elaborado pelo britânico “The Guardian”:

Gráfico elaborado pelo britânico “The Guardian” mostrando a recente escalada de viralização sobre a “Momo”

Escolas na Reino Unido Também Ajudaram a dar Credibilidade a Tais Relatos
No dia 26 de fevereiro, novamente sem oferecer quaisquer provas, a “Northcott School Hull?”, uma escola na cidade inglesa de Hull, fez a seguinte publicação através do Twitter:

“IMPORTANTE: estamos cientes de que alguns desafios sórdidos (Desafio da ‘Momo’) estão invadindo os programas infantis. Os desafios aparecem no meio do YouTube Kids, Fortnite, e Peppa Pig para evitar a detecção por adultos. Por favor, estejam vigilante com seus filhos usando TI. As imagens são muito perturbadoras“

No dia 26 de fevereiro, novamente sem oferecer quaisquer provas, a “Northcott School Hull?”, uma escola na cidade inglesa de Hull, fez uma publicação totalmente alarmista através do Twitter.

A “Ash Field Academy“, em Leicester, também tuitou um aviso aos pais, e a “Haslingden Primary School“, em Rossendale, compartilhou uma mensagem semelhante no Facebook.

A Tentativa de Apagar o Incêndio
Um dos poucos veículos que tentaram apagar o incêndio, que estava sendo propagado pela mídia, departamentos de polícia e escolas britânicas foi o “The Guardian”. Eles fizeram questão de ressaltar a posição de instituições de caridade, assim como a Samaritanos e a NSPCC (Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade às Crianças). Ambas as instituições descartaram os relatos viralizados nas redes sociais, uma vez que não havia nenhuma evidência de que o tal, e inexistente “Desafio da Momo”, tivesse causado qualquer dano físico em crianças e adolescentes. A histeria propagada pela mídia, no entanto, poderia estar colocando pessoas vulneráveis em risco, encorajando-as a pensar em automutilação.

O “Safer Internet Center” do Reino Unido, uma organização que visa promover o uso seguro e responsável da tecnologia para os jovens, chamou os relatos de “fake news” (“notícias falsas”). A NSPCC disse que não havia evidências confirmadas de que o fenômeno estivesse representando uma ameaça para as crianças britânicas, e disse que havia recebido mais telefonemas sobre isso de membros da mídia do que pais preocupados.

Um porta-voz dos Samaritanos foi igualmente cético, dizendo: “Essas histórias sendo altamente divulgadas, e iniciando pânico, significa que as pessoas vulneráveis ??ficam sabendo da história, e isso cria um risco“. Eles recomendaram que os meios de comunicação seguissem suas diretrizes sobre reportar suicídio, e sugeriram que a cobertura da imprensa estivesse “aumentando o risco de dano“.

Ambas as instituições descartaram os relatos viralizados nas redes sociais, uma vez que não havia nenhuma evidência de que o tal, e inexistente “Desafio da Momo”, tivesse causado qualquer dano físico em crianças e adolescentes. A histeria propagada pela mídia, no entanto, poderia estar colocando pessoas vulneráveis em risco, encorajando-as a pensar em automutilação.

“Atualmente, não estamos cientes de qualquer evidência verificada neste país ou qualquer outro, ligando Momo ao suicídio“, disse o porta-voz dos samaritanos. “O mais importante é que os pais e as pessoas que trabalham com crianças se concentrem em diretrizes gerais de segurança on-line“, completou.

Defensores da segurança infantil disseram, que a história se espalhou devido a preocupações legítimas sobre segurança infantil online, o compartilhamento de material não verificado em grupos locais do Facebook, e comentários oficiais das forças policiais e escolas britânicas, baseadas em poucas evidências concretas. Embora algumas pessoas tenham se apressado para compartilhar mensagens alertando sobre o risco da “Momo”, havia temores de que elas tivessem exagerado na dose, ou seja, assustando as crianças, espalhando as imagens, e fazendo uma perigosa associação com a automutilação. Complicado!

Entretanto, o “The Guardian” não teve força para impedir a viralização que iria ocorrer nos Estados Unidos e aqui no Brasil.

A Viralização nos Estados Unidos e a Participação de uma Celebridade:

Não demorou muito tempo para o suposto ressurgimento da “Momo” viralizasse nos Estados Unidos e no Brasil. Nos Estados Unidos, um exemplo claro disso veio através de uma matéria publicada pela “CBS News“, falando basicamente sobre o que estava acontecendo na Inglaterra, no dia 27 de fevereiro, além de um vídeo publicado no YouTube, na própria conta da emissora:

“Um personagem assustador chamado ‘Momo’ está espalhando mensagens perigosas em vídeos no YouTube Kids e em outros sites infantis, e pais e escolas estão preocupados, relata Ginna Roe, da KUTV“.

A curta reportagem promovida pela “CBS News” foi assistida mais de 3,6 milhões de vezes, e apresentou um desse vídeos relacionados a “Momo”, que supostamente estariam sendo inseridos em outros com conteúdo infantil, no YouTube. Porém, há um gravíssimo problema nessa reportagem. O vídeo é reproduzido diretamente na tela do celular, mas não indica que fizesse parte de um outro vídeo ou muito menos que estivesse hospedado no YouTube.

Conclusão:
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno do fenômeno “Momo” é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem no período entre o início de fevereiro e início de março deste ano.
A prática predatória de boa parte da mídia em querer lucrar com esse assunto, sem verificar devidamente cada caso, por sua vez, expôs milhões de crianças ao redor do mundo a, talvez, se interessarem por esse tipo de conteúdo e irem atrás de tais vídeos. Algo que provavelmente teria um curto período de vida, e que poderia ser resolvido ao adotar medidas padrões de segurança digital voltadas para crianças e adolescentes, acabou tomando uma proporção muito maior do que o esperado. Resumindo? Boa parte da mídia, infelizmente, estimulou a viralização de vídeos relacionados a Momo, não o contrário. Aliás, não seria de se estranhar caso, a partir de toda essa viralização promovida, que surgissem situações realmente verídicas ao longo do tempo. Vamos torcer, é claro, para que isso não aconteça.
Por fim, é importante ressaltar que, independentemente de ser ou não falso, é necessário que os pais acompanhem de perto o que seus filhos fazem na internet, e também parem de fazer parte de toda essa histeria coletiva, que não colabora em nada para estancar os perigos inerentes as redes sociais. Não é possível que os pais joguem a responsabilidade da criação de seus filhos ao se apoiarem na reação inflamada de algumas pessoas, que surgem em grupos e páginas na internet, e muito menos do que é propagado nas redes sociais de forma deliberada, anônima e que beira a clandestinidade. É preciso parar, sentar, ter conversas sinceras, educar, e ter acompanhamento constante. Sinceramente, é hora dos pais pararem de olhar para a tela dos próprios celulares e agirem, simplesmente, como pais.

Posted in Momo Invadiu O Youtube Kids? at março 24th, 2019. No Comments.

Um pastor verificou se a noiva do obreiro era virgem durante o casamento? Verdade Ou mentira?

Foto mostra um homem debaixo do vestido de uma noiva e texto afirma que ele é um pastor que está conferindo se ela ainda é virgem antes dela se casar com um obreiro! Será?

A imagem se espalhou através das redes sociais a partir da segunda quinzena de julho de 2018, sendo também bastante compartilhada nos grupos do WhatsApp. Nela podemos ver um homem com a cabeça debaixo do vestido de uma noiva e o texto que acompanha essa foto afirma que o sujeito é um pastor e que ele estaria verificando se a noiva de um obreiro de sua igreja ainda era virgem!

A “inspeção” teria ocorrido durante a cerimônia e muita gente entrou em contato querendo saber se essa história é Verdade ou Mentira:

Verdade ou mentira?
No dia 15 de julho de 2018, várias postagens semelhantes surgiram no Facebook, como essa, postada na página Encrenca Total, alcançando milhares de compartilhamentos e de comentários revoltados.

Afinal, quando e onde o fato teria ocorrido?

Como você pode notar, as publicações não dão nenhum dado relevante que sirva para se verificar a autenticidade da história apresentada: Apenas “um pastor” que conferiu se “a noiva de um obreiro” ainda era virgem… Nada de nomes, nada de datas… Nada de nada!
Uma busca reversa a imagem e descobrimos que ela circula desde, pelo menos, setembro de 2014 (aqui nesse fórum, a fotografia foi postada em fevereiro de 2013) e que tudo indica se tratar de um casamento ocorrido na Nigéria.

Lá (como em outros países), manda a tradição que o noivo arranque a cinta-liga da noiva com os dentes, simbolizando o defloramento (fonte). Depois, a cinta é recortada e “vendida” aos convidados para ajudar nos gastos da lua de mel do casal (algo semelhante à venda da gravata, costume no Brasil).

Conclusão:
A foto mostrando um homem olhando debaixo do vestido de uma noiva não tem nada a ver com pastor verificando a virgindade da mulher!

Ilha em forma de uma pegada humana!!! Será que é Verdade Ou Mentira?

Linda fotografia mostra uma ilha com um formato bastante curioso! Conheça a ilha em forma de uma pegada humana e descubra se essa imagem é verdadeira ou falsa!

A foto circula desde maio de 2017 e já foi compartilhada diversas vezes através do WhatsApp e do Facebook. Nela podemos ver uma linda e aparentemente inexplorada ilha cujo o formato lembra (e muito) uma pegada gigante!

Será que essa fotografia é verdadeira? Será que essa ilha existe mesmo?

Verdade Ou Mentira?


A imagem é muito bacana, mas é falsa!

Na verdade, essa é uma ilustração feita misturando-se fotos reais com edições realizadas com a ajuda de softwares de edição em 3D pelo artista digital sul-africano Johan Swanepoel. No site ShutterStock podemos ver outros trabalhos desse fotógrafo/Photoshop.

Outras ilhas com formatos estranhos:
Já publicamos aqui no algumas pesquisas que fizemos com fotos de outras ilhas de formatos curiosos que pipocaram na web. Algumas são reais e outras são montagens. Por exemplo, falamos sobre a ilha em forma de coração, uma ilha em forma de violino e outras em forma de lua e estrela!

Conclusão:
A foto da ilha em forma de pegada gigante é uma montagem feita por um artista digital sul-africano!

Posted in Ilha Em Forma De Uma Pegada at outubro 17th, 2018. No Comments.

Crianças dançando funk de forma sensual em escola! Será Verdade ou Mentira?

Vídeo compartilhado no Facebook mostra várias crianças uniformizadas dançando de forma sensual ao som de funk em uma escola! Será que isso aconteceu no Brasil?

O vídeo foi publicado no Facebook na última semana de julho de 2017 e foi visto mais 400 mil vezes em apenas uma das postagens! Nela podemos ver um grupo de crianças dançando de forma sensual ao som de um funk. O detalhe é que (além delas estarem simulando o ato sexual) todas estão uniformizadas, como se a escola tivesse apoiando essa prática!

O texto que acompanha o vídeo mostrando as crianças aparentemente simulando o ato sexual pede para que ele seja compartilhado até chegar nas autoridades, mas será que isso é verdade mesmo?

Verdade ou Mentira?

Essa não foi a primeira vez que imagens como essas são espalhadas na web como se o fato tivesse ocorrido no Brasil. Em 2016, publicamos aqui no E-farsas a verdade sobre um vídeo que mostrava crianças dançando de forma sensual ao som de um funk. Na época, explicamos que o vídeo não era brasileiro e as crianças estavam dançando um ritmo jamaicano chamado X-Rated. Alguém pegou o vídeo das crianças jamaicanas e substituiu o áudio pelo funk carioca.

Em julho de 2017, alguém teve a “brilhante” e “original” ideia de pegar outro vídeo estrangeiro e trocar o áudio pelo funk.
O vídeo que mostra as crianças dançando uniformizadas foi gravado por Jorge Luis Pérez, pai de um dos meninos, em uma escola na cidade de Camagüey, em Cuba! Na filmagem original, as crianças cubanas estão dançando outra música. Jorge Luiz Pérez compartilhou a gravação com orgulho em 2016, para mostrar como seu filho “dança bem”!

Conclusão:

Não adianta compartilhar esse vídeo com a intenção de ajudar a chegar até as autoridades! Essa filmagem é de 2016 e o caso foi registrado em uma escola de Cuba! No vídeo original, as crianças estão dançando outra música, que foi substituída por funk em publicações falsas no Facebook!

Posted in Crianças Dançando Funk De Forma Sensual at outubro 10th, 2018. No Comments.

Feministas defecaram e fizeram sexo dentro de uma igreja? Verdade Ou Mentira?

Imagens mostram um grupo de mulheres que teria invadido uma igreja e, além de fazer sexo, ainda defecou na frente do altar em manifestação a favor do feminismo! Será verdade?

As imagens se espalharam através das redes sociais no começo de junho de 2018 e deixaram muita gente assustada! Nela podemos ver o que parece ser um grupo de pessoas fazendo sexo dentro de uma igreja!!! Em outra foto, as mulheres aparecem defecando na porta de uma catedral…
O texto que acompanha essas imagens afirma que isso foi uma manifestação organizada por feministas, que invadiram e profanaram uma igreja em apoio ao feminismo.

Verdade ou mentira?
O texto não explica quando e nem onde a tal manifestação teria rolado, além de não dar maiores detalhes sobre o ocorrido. Mesmo assim, o assunto foi compartilhado milhares de vezes no Facebook e também através de grupos do WhatsApp.

A verdade é que essas fotos são uma junção de casos separados, ocorridos em diferentes ocasiões e locais.

As duas primeiras fotografias, de um casal simulando sexo dentro de uma igreja, são de um caso ocorrido em junho de 2011, na capital da Noruega, Oslo. Os dois eram casados e faziam parte de um grupo de ativistas chamado Seks za gozdove (algo como Sexo para a Floresta) que tenta chamar a atenção das autoridades (através de performances de sexo em áreas públicas) para a importância das floresta em nossas vidas. Eles queriam ter relações sexuais no altar, mas um homem atrapalhou o rolê deles, chamando a polícia.
O casal de ecologistas e mais um terceiro “comparsa” (que filmou tudo), tiveram que escolher entre pagar uma multa ou pegar 16 dias de prisão cada um. Em entrevista, eles disseram que preferiram pagar a multa do que ficar duas semanas sem sexo…

A terceira fotografia é de um grupo de manifestantes que protestava em frente à Catedral Metropolitana de Buenos Aires contra a vitória do presidente Mauricio Macri na eleições, em novembro de 2015. Alguns sites, na ocasião, atribuíram o protesto ao grupo de jovens La Cámpora (que não é composto apenas de mulheres).

Conclusão:
As imagens atribuídas a um grupo de feministas que teria invadido uma igreja durante um protesto são de fatos ocorridos em ocasiões e lugares diferentes e não são ligados diretamente a grupos feministas!

Foto do Lula Acenando Para A Multidão Com 10 Dedos Nas Mãos é Verdade Ou Mentira?

Será que fizeram uma fotomontagem do ex-presidente Lula acenando para o povo? Quem fez a montagem esqueceu de tirar o mindinho da mão esquerda dele? Seria um sósia?

A imagem se espalhou em diversas páginas do Facebook no final de março de 2018. Nela podemos ver um homem de cabelos grisalhos (que seria o ex-presidente Lula) e com os braços abertos acenando para algumas pessoas.

O detalhe que chama a atenção nessa simples foto é um detalhe que está colocando em cheque a veracidade da imagem: o homem da fotografia tem 10 dedos nas mãos!

Como já se sabe, Luiz Inácio perdeu um dedo mindinho em 1963 em um acidente de trabalho, o que fez muita gente se perguntar:

Será que essa foto é real?
Ou será que esse sujeito da foto é um sósia do ex-presidente?


Verdade ou montagem?
A foto é real! Não houve manipulação na fotografia.

Essa fotografia foi tirada juntamente com diversas outras no dia 24 de março de 2018, em Florianópolis (SC), durante visita do ex-presidente à Santa Catarina. Tirada pelo fotógrafo Ricardo Stuckert, a fotografia em questão eternizou o exato momento em que a mão esquerda do pré-candidato Luiz Inácio da Silva se alinhou com um braço de um dos presentes na plateia!

Difícil acreditar, né? Mas veja só na ampliação:

Conclusão
A fotografia é real. O alegado dedo é, na verdade, o braço de um dos espectadores!

As fotos de leilão de escravos na Líbia são reais? Verdade Ou Mentira?

Será que as fotos que se espalharam pelas redes sociais de negros sendo maltratados são mesmo de leilões de escravos na Líbia?

No final de novembro de 2017, uma série de fotos chocantes se espalhou através do Facebook e de grupos no WhatsApp. Nelas podemos ver pessoas sendo torturadas e amontoadas em galpões escuros e o texto que acompanha as imagens afirma que tratam-se de flagrantes fotografados durante leilões de escravos na Líbia!

Em uma das fotos, 3 homens aparecem presos pelos pés, amarrados nas grades de uma janela!

Será que essas fotos são mesmo de leilões de escravos na Líbia?

Verdade ou Mentira?
Infelizmente, o comércio de escravos não é novidade na Líbia. Conforme apurou o jornal El País, jovens africanos são vendidos em leilões como escravos, surrados, sequestrados em troca de resgate durante rota migratória para a Europa. Apesar de vários grupos internacionais estarem denunciando isso há anos, só agora que um vídeo divulgado em novembro de 2017 pela rede CNN contando como funciona esse comércio ilegal de humanos, é que uma onda de indignação tomou conta da África (e do mundo).
A Carta Capital também divulgou que cada escravo é vendido por cerca de R$ 1,5 mil em média na Líbia!

Mas… e as fotos?
A imagens que estão sendo compartilhadas nas redes sociais juntamente com o texto sobre o comércio de escravos na Líbia são uma mistura de fotos tiradas em locais distintos e reunidas como sendo de um local só, como explicaremos a seguir.

A imagem que usamos lá no começo desse artigo (e que foi retirada de uma fanpage como se tivesse sido flagrada na Líbia), que mostra 3 homens virados de cabeça pra baixo e amarrados pelos pés é de uma notícia que circulou em outubro de 2017 de ladrões que foram presos e interrogados pela população por suspeita de roubo!
Outra foto usada para ilustrar o texto sobre o comércio de escravos na Líbia é essa a seguir, que mostra várias pessoas amontoadas no chão! A imagem é de uma reportagem feita em 2014, sobre as péssimas condições das prisões no Senegal:Em outra imagem, podemos ver outras pessoas igualmente amontoadas em uma espécie de quarto. Na verdade, essa foto é da Casa Central de Detenção de Bamako, em Bali.

A foto seguinte é de uma reportagem de 2011, sobre uma guerra civil ocorrida na Costa do Marfim:


As fotos que mostram vários corpos sendo enterrados na areia é, na verdade de uma tragédia ocorrida em maio de 2017, quando 44 nigerianos foram mortos no deserto enquanto tentavam chegar às costas da Europa, pouco antes de chegarem na Líbia!

A imagem abaixo é, sim, de migrantes africanos que chegaram na Líbia para, de lá, tentarem chegar à Europa:


Fotos tiradas na Líbia são piores:
Há imagens reais de chacinas na Líbia, como podemos ver nesse link. Não há necessidade de se usar fotos de outros países para ilustrar o comércio de escravos naquele lugar.

 

Conclusão:

O comércio escravo na Líbia é real e está chamando atenção do mundo. No entanto, algumas das imagens usadas para ilustrar a notícia que está se espalhando pelas redes sociais são de outros fatos ocorridos longe da Líbia!

Posted in As Fotos De Leilão De Escravos Na Libia at dezembro 23rd, 2017. No Comments.

Bolinhas brancas encontradas nas sardinhas fazem mal à saúde? Verdade Ou Mentira?

Imagens mostram pequenas bolinhas brancas encontradas dentro de sardinhas e texto afirma que trata-se de uma doença parasitária! Será que o consumo desse peixe faz mal?

A mensagem se espalhou rapidamente através das redes sociais na segunda quinzena de novembro de 2017 e trata de um assunto que deixou muita gente preocupada.

De acordo com o texto que foi bastante compartilhado, essas bolinhas brancas descobertas dentro de sardinhas não são ovas, mas uma doença parasitária!

O consumo desses peixes, segundo o alerta, faz mal para a saúde humana e deve ser evitado a todo custo.

Será que isso é verdade mesmo?


Verdade ou Mentira?
No dia 06 de novembro de 2017, a publicação feita no Facebook por uma fan page italiana voltada para mundo da pescaria chamada Pesc’amore publicou o alerta sobre um tipo de parasita que estaria contaminando todas as sardinhas.

O texto é muito alarmista, o que já deveria deixar o leitor com um pé atrás, mas não é bem isso que acontece nas redes sociais, infelizmente… O texto, acompanhado de fotos de peixes com bolinhas brancas saindo deles, foi compartilhado mais de 150 mil vezes e teve mais de mil comentários!

A verdade é que as imagens são reais, mas não há nenhum risco de saúde para o consumo humano.
Em outubro de 2017, consumidores na Tunísia começaram a relatar pequenos grãos de cor branca parecidas com ovos nas sardinhas pescadas. Os mesmo sinais foram relatados também na Argélia, quando o Comitê de Saúde da Organização para a Defesa do consumidor argelino fez um estudo e mostrou que essas bolinhas são “parasitas” do tipo (Glugea sadinellensis).

A Organização argelina observou que o consumo desses peixes após a remoção desses grãos não representa uma ameaça para a saúde humana.

A rádio da Tunísia Al Jawhara FM contatou a Organização Nacional para a Defesa do Consumidor, onde uma fonte oficial assegurou que a organização está ciente do assunto e que a propagação desses parasitas “depende da estação anual e do tamanho das sardinhas, e é por isso que as encontramos em grandes números nos últimos tempos, especialmente nas sardinhas de tamanho pequeno (entre 10 e 12 cm)”.

A organização assegurou também que o consumo de peixes com esse parasita não faz mal à saúde, desde que seja removido antes do consumo!

A publicação pode ser lida na íntegra também na página do Comitê de Saúde da Argélia:

Conclusão
Não houve (ainda) relatos desse tipo de parasitas nas sardinhas que são vendidas no Brasil. De qualquer forma, se forem retirados do peixe durante o preparo, o consumo de sardinhas não faz mal à saúde!

Uma criança interagiu com um homem nu durante exposição no MAM? Verdade Ou Mentira?

 

No dia 28 de setembro de 2017, um vídeo se tornou um dos mais compartilhados e comentados nas redes sociais. Nele podemos ver uma menina, de aparentemente 4 anos de idade, tocando em partes do corpo de um homem nu que estava deitado no chão!

Causando muita revolta nas redes sociais, o vídeo é acusado de insinuações de pedofilia e muita gente afirma que o fato aconteceu aqui no Brasil, durante uma performance no Museu de Arte Moderna, em São Paulo.

Será que a foto é real? Será que essa apresentação aconteceu no Brasil?


Verdade ou Mentira?

No dia 26 de setembro de 2017, foi apresentado na abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira – no Museu de Arte Moderna (MAM) – a performance do artista fluminense Wagner Schwartz. Ele se apresentou nu, no centro de uma espécie de tatame.

Na apresentação (intitulada La Bête), Wagner Schwartz recria um dos Bichos de Lygia Clark, onde o público pode manipular as diversas esculturas de alumínio com várias dobradiças. No chão, o artista nu também pode ser manipulado pelos visitantes.

No vídeo que se espalhou pela web (e deixou muita gente revoltada) a garota toca nos pés e na canela de Schwartz e sai engatinhando do local, voltando para junto dos espectadores.

De acordo com o MAM, a mulher adulta que acompanha a menina no vídeo é a mãe da criança!
O Museu também explicou que a oficina aconteceu apenas uma vez, em sessão aberta somente para convidados, e que havia sinalizações sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística.

Na nota publicada na página do MAM no Facebook, a direção do museu se defende, afirmando que o trabalho não tem conteúdo erótico.

Leia a nota completa abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO:
O Museu de Arte Moderna de São Paulo informa que a performance “La Bête”, que está sendo questionada em páginas no Facebook, foi realizada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira, em evento de inauguração.
É importante ressaltar que o Museu tem a prática de sinalizar aos visitantes qualquer tema sensível à restrição de público. Neste sentido, a sala estava devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística. O trabalho não tem conteúdo erótico e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, artista historicamente reconhecida pelas suas proposições artísticas interativas.
É importante ressaltar que o material apresentado nas plataformas digitais omite a informação de que a criança que aparece no vídeo estava acompanhada de sua mãe durante a abertura da exposição.
Portanto, os esclarecimentos acima denotam que as referências à inadequação da situação são fora de contexto.

Conclusão:

O vídeo que mostra uma criança interagindo com um adulto nu em uma performance no Museu de Arte Moderna é real! O MAM se defendeu em nota afirmando que não havia conotação erótica na obra e que a mulher que acompanha a garota no vídeo é mãe da menina.

Chuva cai em um único ponto em Gana! Milagre? Verdade Ou Mentira?

Será que o vídeo mostrando uma chuva forte caindo em um único ponto é verdadeiro ou falso? Seria esse um milagre divino? Descubra aqui no E-farsas!

O vídeo apareceu na web e fez um enorme sucesso nas redes sociais no final da primeira quinzena de setembro de 2016 e mostra o que parece ser a prova de um milagre: Uma forte chuva caindo em um único ponto, em uma rodovia!!!

De acordo com o texto que acompanha a filmagem, o fenômeno teria ocorrido em Gana e seria a comprovação de que é possível chover em um pequeno local.

As cenas já foram vistas mais de 2 milhões de vezes apenas no Facebook e mais outras milhares de vezes no YouTube, indo parar até no nosso grupo “secreto” na rede social de Mark Zuckerberg (se você ainda não faz parte desse seleto grupo, não sabe o que está perdendo)!

Mas, afinal, será que o vídeo é verdadeiro ou falso? Estamos mesmo diante de um milagre? Qual é a explicação para esse fenômeno?
Chuva cai em um único ponto em Gana! Milagre?

Será que o vídeo mostrando uma chuva forte caindo em um único ponto é verdadeiro ou falso? Seria esse um milagre divino?

O vídeo apareceu na web e fez um enorme sucesso nas redes sociais no final da primeira quinzena de setembro de 2016 e mostra o que parece ser a prova de um milagre: Uma forte chuva caindo em um único ponto, em uma rodovia!!!

De acordo com o texto que acompanha a filmagem, o fenômeno teria ocorrido em Gana e seria a comprovação de que é possível chover em um pequeno local.

As cenas já foram vistas mais de 2 milhões de vezes apenas no Facebook e mais outras milhares de vezes no YouTube, indo parar até no nosso grupo “secreto” na rede social de Mark Zuckerberg (se você ainda não faz parte desse seleto grupo, não sabe o que está perdendo)!

Mas, afinal, será que o vídeo é verdadeiro ou falso? Estamos mesmo diante de um milagre? Qual é a explicação para esse fenômeno?

Verdadeiro ou Mentira?

O vídeo é real, mas a história que se espalhou com ele é falsa!

Na verdade, o vídeo mostra a água caindo dos céus em certos momentos, o que nos dá a impressão de que se trata de uma chuva mesmo, mas a verdade é que a água está saindo do chão.

Dias antes do vídeo ganhar fama na internet, um duto de água se rompeu na estrada Akosombo, em Gana, e a pressão fez com que a água jorrasse a grandes alturas. A empresa Ghana Water Company Limited foi chamada para atender a ocorrência e o problema foi resolvido. Podemos ver um capacete que possivelmente é da empresa, no automóvel do lado direito do cinegrafista:
Quem descobriu a verdade sobre esse vídeo – que foi tratado por muitos como um milagre – foi o jornalista e radialista ganês Israel Laryea, que encontrou outro vídeo do mesmo local, feito pelo mesmo cinegrafista, explicando se tratar de um cano estourado:
Conclusão
O milagre da chuva que caia em apenas um local era apenas um duto de água que se rompeu e fez com que o líquido fosse jogado bem alto no céu!

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Posted in Chuva Cai Em Uma Única Parte at julho 15th, 2017. No Comments.