Momo invadiu o YouTube Kids e está ensinando crianças a se matarem? Verdade Ou Mentira?

 

Diversos usuários nos pediram ao longo dos últimos dias para que fizéssemos uma postagem sobre a “Momo”, e sua suposta relação com o aplicativo “YouTube Kids”. Está sendo amplamente divulgado, seja através de sites de revistas, de notícias ou por meio de reportagens de TV, que o fenômeno “Momo” teria retornado de uma forma ainda mais cruel e sádica: incentivando crianças a se matarem, através de orientações inseridas no meio de vídeos inocentes acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, destinado a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, será que isso é realmente verdade? Tais inserções macabras foram realmente inseridas maliciosamente em vídeos infantis?

Entendendo o Fenômeno “Momo”:

Se vocês não fazem ideia do que é a “Momo”, fiquem tranquilos! Vamos explicar rapidamente o que é isso para vocês. Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Muitas dessas postagens, no entanto, tinham caráter de corrente, ou seja, pediam para que as pessoas compartilhassem o conteúdo, caso contrário morreriam. É difícil apontar quem foi que começou com toda essa história, visto que o fenômeno “Momo” pode ter começado em um grupo privado no Facebook ou em demais redes sociais.

Curiosamente, ao entrar em contato com a “Momo”, muitas vezes “ela” sequer respondia as mensagens. Em outras ocasiões respondia com mensagens genéricas, ameaças aleatórias ou enviando imagens contendo violência gráfica. Já em outros casos, usuários alegaram que a “Momo” tinha capacidade de saber seu nome, endereço e demais dados pessoais. Porém, não temos evidência alguma, que isso realmente ocorreu ou diante de qual situação isso pode ter acontecido. As histórias foram crescendo ao longo do tempo, e houve até quem sugerisse que a “Momo” fosse um projeto japonês visando o roubo de informações de terceiros. No entanto, nunca apontaram uma única evidência ou prova que sustentasse tal alegação.

 

Assim sendo, podemos dizer, com certa tranquilidade que as interações entre a “Momo” e seus interlocutores não envolviam nada de paranormal ou extraordinário. Além disso, a teoria que a “Momo” seria um hacker ou um computador destinado a coletar informações é totalmente infundada. Se quiserem saber maiores informações recomendo fortemente, que assistam a um vídeo do do canal “Fábrica de Noobs”, no YouTube, chamado: “Desmistificando: Momo, o perfil amaldiçoado do WhatsApp“.

A Origem da Imagem:

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery“, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

A inspiração veio de uma lenda japonesa em que uma mulher morre no parto e retorna para assombrar os vivos ou algo assim. A escultura foi chamada de “Mother Bird” (“Mãe-Pássaro”, em uma tradução livre para o português), e consiste em uma cabeça com traços humanos, e apoiada em pés de pássaro. O material usado na criação foi apenas borracha e óleos naturais. Com o tempo, a escultura foi se deteriorando.
Por outro lado, naquela mesma época, também começaram a viralizar vídeos onde mostravam a “Momo” como se estivesse “viva”. No entanto, tais vídeos são falsos, visto que são produtos de manipulação digital através de aplicativos para celular, assim como o Snapchat (algo conhecido como “face swap“).

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso, afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura ainda é facilmente reproduzível, caso ainda haja interessados no futuro. De qualquer forma, em entrevista ao site “The Japan Times“, o artista disse que até aquele momento ninguém havia demonstrado interesse em adquirir uma réplica.
Enfim, por último é importante destacar, que Keisuke Aiso sempre negou qualquer envolvimento na propagação desse fenômeno pela internet.

O Fenômeno “Momo” Deixou Crianças e Adolescentes Feridos ou Fez com que se Suicidassem?

É importante deixar claro que o “Desafio da Momo”, na prática, nunca existiu. Foi feito um grande alarde durante o ano de 2018 sobre esse assunto, que virou alvo de diversas matérias, reportagens, vídeos de YouTubers dos mais diversos tipos, tanto desmistificando quanto alimentando ainda mais esse boato. Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio. Apesar das alegações de que o fenômeno havia atingido proporções mundiais, o número de queixas comprovadamente verídicas era relativamente pequeno, e nenhum departamento de polícia confirmou, que alguém teria sofrido quaisquer danos físicos como resultado direto disso. A preocupação e a angústia relatadas pelas crianças foram impulsionadas principalmente pelos relatos publicados pela mídia, e não como resultado direto da “Momo”, ou seja, os alertas sobre o suposto fenômeno se tornaram mais prejudiciais do que benéficos, levando a uma espécie de “profecia autorrealizável”, que pode ter encorajado as crianças a procurar material violento nas redes sociais. Ao fazer uma busca na internet podemos ver inúmeras manchetes tentando atribuir o fenômeno “Momo” a casos de suicídios entre crianças e adolescentes, porém todos os casos que acessamos se tratavam de hipóteses, especulações ou possibilidades, que não foram confirmadas pela polícia.

Verdade Ou Mentira?

O Fenômeno “Momo” Retornou Através de Inserções Durante a Exibição de Vídeos Infantis Através do Aplicativo YouTube Kids?
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem. Explicaremos tudo isso direitinho, porque o assunto é bem polêmico.
Vamos tentar traçar inicialmente uma linha cronológica sobre esse suposto retorno do fenômeno “Momo”. Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019. Esse tal “alerta” teria sido enviado para a página por um morador(a)/pai ou mãe, que não quis se identificar. Não encontramos o texto na página do Facebook – provavelmente foi apagado – porém encontramos capturas de tela disponibilizadas publicamente na internet:

Essa pessoa que enviou o relato, ou seja, uma evidência puramente anedótica, alegou que a professora de uma escola local onde o filho estudava havia chamado sua atenção, porque o filho havia feito três crianças chorarem ao dizer para elas, que a “Momo” iria visitá-las em seus quartos, à noite, e iria matá-las. Ao conversar com o filho, essa pessoa teria descoberto, que algumas crianças teriam o incitado a procurar pelo termo “momo challenge“. Essa pessoa resolveu pesquisar e encontrou que o tal desafio, que sabemos que nunca existiu, consistia em crianças enviando mensagens para um número e falando com um personagem chamado “Momo”. Esse personagem diria para eles se machucarem, algo que poderia levar ao suicídio devido ao roubo de informações pessoais da criança.
A pessoa também disse que o filho assistiu um vídeo da personagem “Momo”, que mandava ele dizer para todo mundo temer a “Momo” ou então ela o mataria durante o sono. Em nenhum momento essa pessoa disse que o vídeo estava publicado no YouTube ou incluiu quaisquer links ou capturas de tela para provar o que estava dizendo. É simplesmente um relato aleatório em uma página que possui atualmente cerca de 500 seguidores. Porém, isso foi o suficiente para a questionável mídia britânica.

O Caldeirão Britânico:

Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News“, no dia 20 de fevereiro. O site simplesmente disseminou um mero relato como se fosse algo que realmente tivesse acontecido, sem sequer verificar pela autenticidade do mesmo. Algo extremamente grave em se tratando de jornalismo, porém comum entre diversos veículos de comunicação do Reino Unido.
A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail“, “The Sun“, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

Apesar dos relatos serem diferentes, eles possuíam um mesmo padrão: um pai ou uma mãe alegava, que seu filho(a) viu a Momo em um vídeo do YouTube ou que um número do WhatsApp com a imagem da “Momo” mandou mensagem para ele(a). Esses pais definiam a situação como um “jogo” ou um “desafio”, que incitava seus filhos a cometerem atos violentos, e até a se filmarem enquanto os realizavam. No entanto, nem os relatos propagados pelas redes sociais, nem as próprias notícias forneciam qualquer link ou evidência concreta de que tal conteúdo tivesse sido publicado no YouTube.

A Polícia da Irlanda do Norte Ajudou a Dar Credibilidade a Tais Relatos que Sequer Foram Verificados

PorMarco FaustinoPublicado em 19 de março de 2019 COMPARTILHE TWEET 85 COMENTÁRIOS

Diversos usuários nos pediram ao longo dos últimos dias para que fizéssemos uma postagem sobre a “Momo”, e sua suposta relação com o aplicativo “YouTube Kids”. Está sendo amplamente divulgado, seja através de sites de revistas, de notícias ou por meio de reportagens de TV, que o fenômeno “Momo” teria retornado de uma forma ainda mais cruel e sádica: incentivando crianças a se matarem, através de orientações inseridas no meio de vídeos inocentes acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, destinado a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, será que isso é realmente verdade? Tais inserções macabras foram realmente inseridas maliciosamente em vídeos infantis? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Entendendo o Fenômeno “Momo”
Se vocês não fazem ideia do que é a “Momo”, fiquem tranquilos! Vamos explicar rapidamente o que é isso para vocês. Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Muitas dessas postagens, no entanto, tinham caráter de corrente, ou seja, pediam para que as pessoas compartilhassem o conteúdo, caso contrário morreriam. É difícil apontar quem foi que começou com toda essa história, visto que o fenômeno “Momo” pode ter começado em um grupo privado no Facebook ou em demais redes sociais.

Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Curiosamente, ao entrar em contato com a “Momo”, muitas vezes “ela” sequer respondia as mensagens. Em outras ocasiões respondia com mensagens genéricas, ameaças aleatórias ou enviando imagens contendo violência gráfica. Já em outros casos, usuários alegaram que a “Momo” tinha capacidade de saber seu nome, endereço e demais dados pessoais. Porém, não temos evidência alguma, que isso realmente ocorreu ou diante de qual situação isso pode ter acontecido. As histórias foram crescendo ao longo do tempo, e houve até quem sugerisse que a “Momo” fosse um projeto japonês visando o roubo de informações de terceiros. No entanto, nunca apontaram uma única evidência ou prova que sustentasse tal alegação.

Assim sendo, podemos dizer, com certa tranquilidade que as interações entre a “Momo” e seus interlocutores não envolviam nada de paranormal ou extraordinário. Além disso, a teoria que a “Momo” seria um hacker ou um computador destinado a coletar informações é totalmente infundada. Se quiserem saber maiores informações recomendo fortemente, que assistam a um vídeo do do canal “Fábrica de Noobs”, no YouTube, chamado: “Desmistificando: Momo, o perfil amaldiçoado do WhatsApp“.

A Origem da Imagem
A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery“, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

A inspiração veio de uma lenda japonesa em que uma mulher morre no parto e retorna para assombrar os vivos ou algo assim. A escultura foi chamada de “Mother Bird” (“Mãe-Pássaro”, em uma tradução livre para o português), e consiste em uma cabeça com traços humanos, e apoiada em pés de pássaro. O material usado na criação foi apenas borracha e óleos naturais. Com o tempo, a escultura foi se deteriorando.

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery”, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

Por outro lado, naquela mesma época, também começaram a viralizar vídeos onde mostravam a “Momo” como se estivesse “viva”. No entanto, tais vídeos são falsos, visto que são produtos de manipulação digital através de aplicativos para celular, assim como o Snapchat (algo conhecido como “face swap“).

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso, afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura ainda é facilmente reproduzível, caso ainda haja interessados no futuro. De qualquer forma, em entrevista ao site “The Japan Times“, o artista disse que até aquele momento ninguém havia demonstrado interesse em adquirir uma réplica.

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso (na foto), afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura é facilmente reproduzível.

Enfim, por último é importante destacar, que Keisuke Aiso sempre negou qualquer envolvimento na propagação desse fenômeno pela internet.

O Fenômeno “Momo” Deixou Crianças e Adolescentes Feridos ou Fez com que se Suicidassem?
É importante deixar claro que o “Desafio da Momo”, na prática, nunca existiu. Foi feito um grande alarde durante o ano de 2018 sobre esse assunto, que virou alvo de diversas matérias, reportagens, vídeos de YouTubers dos mais diversos tipos, tanto desmistificando quanto alimentando ainda mais esse boato. Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Apesar das alegações de que o fenômeno havia atingido proporções mundiais, o número de queixas comprovadamente verídicas era relativamente pequeno, e nenhum departamento de polícia confirmou, que alguém teria sofrido quaisquer danos físicos como resultado direto disso. A preocupação e a angústia relatadas pelas crianças foram impulsionadas principalmente pelos relatos publicados pela mídia, e não como resultado direto da “Momo”, ou seja, os alertas sobre o suposto fenômeno se tornaram mais prejudiciais do que benéficos, levando a uma espécie de “profecia autorrealizável”, que pode ter encorajado as crianças a procurar material violento nas redes sociais.

Ao fazer uma busca na internet podemos ver inúmeras manchetes tentando atribuir o fenômeno “Momo” a casos de suicídios entre crianças e adolescentes, porém todos os casos que acessamos se tratavam de hipóteses, especulações ou possibilidades, que não foram confirmadas pela polícia.

Verdadeiro ou Falso? O Fenômeno “Momo” Retornou Através de Inserções Durante a Exibição de Vídeos Infantis Através do Aplicativo YouTube Kids?
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem. Explicaremos tudo isso direitinho, porque o assunto é bem polêmico.

Vamos tentar traçar inicialmente uma linha cronológica sobre esse suposto retorno do fenômeno “Momo”. Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019. Esse tal “alerta” teria sido enviado para a página por um morador(a)/pai ou mãe, que não quis se identificar. Não encontramos o texto na página do Facebook – provavelmente foi apagado – porém encontramos capturas de tela disponibilizadas publicamente na internet:

Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019.

Essa pessoa que enviou o relato, ou seja, uma evidência puramente anedótica, alegou que a professora de uma escola local onde o filho estudava havia chamado sua atenção, porque o filho havia feito três crianças chorarem ao dizer para elas, que a “Momo” iria visitá-las em seus quartos, à noite, e iria matá-las. Ao conversar com o filho, essa pessoa teria descoberto, que algumas crianças teriam o incitado a procurar pelo termo “momo challenge“. Essa pessoa resolveu pesquisar e encontrou que o tal desafio, que sabemos que nunca existiu, consistia em crianças enviando mensagens para um número e falando com um personagem chamado “Momo”. Esse personagem diria para eles se machucarem, algo que poderia levar ao suicídio devido ao roubo de informações pessoais da criança.

A pessoa também disse que o filho assistiu um vídeo da personagem “Momo”, que mandava ele dizer para todo mundo temer a “Momo” ou então ela o mataria durante o sono. Em nenhum momento essa pessoa disse que o vídeo estava publicado no YouTube ou incluiu quaisquer links ou capturas de tela para provar o que estava dizendo. É simplesmente um relato aleatório em uma página que possui atualmente cerca de 500 seguidores. Porém, isso foi o suficiente para a questionável mídia britânica.

O Caldeirão Britânico
Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News“, no dia 20 de fevereiro. O site simplesmente disseminou um mero relato como se fosse algo que realmente tivesse acontecido, sem sequer verificar pela autenticidade do mesmo. Algo extremamente grave em se tratando de jornalismo, porém comum entre diversos veículos de comunicação do Reino Unido.

Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News”, no dia 20 de fevereiro.

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail“, “The Sun“, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail”, “The Sun”, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

Apesar dos relatos serem diferentes, eles possuíam um mesmo padrão: um pai ou uma mãe alegava, que seu filho(a) viu a Momo em um vídeo do YouTube ou que um número do WhatsApp com a imagem da “Momo” mandou mensagem para ele(a). Esses pais definiam a situação como um “jogo” ou um “desafio”, que incitava seus filhos a cometerem atos violentos, e até a se filmarem enquanto os realizavam. No entanto, nem os relatos propagados pelas redes sociais, nem as próprias notícias forneciam qualquer link ou evidência concreta de que tal conteúdo tivesse sido publicado no YouTube.

A Polícia da Irlanda do Norte Ajudou a Dar Credibilidade a Tais Relatos que Sequer Foram Verificados
No dia 22 de fevereiro, o assunto ganhou a mídia impressa, e no dia 24 de fevereiro adicionaram a “cereja do bolo” de toda essa história: sem qualquer evidência ou prova concreta do que estava ocorrendo, a PSNI (Serviço de Polícia da Irlanda do Norte) emitiu um alerta sobre esse assunto, em sua página oficial no Facebook.

Basicamente, era um alerta direcionado aos pais sobre os perigos, que as crianças poderiam estar expostas. Segundo o site do jornal “Belfast Telegraph“, um porta-voz da polícia chegou a dizer, que o tal desafio estava tendo como principal alvo as crianças da Irlanda do Norte, embora não houvesse um único caso sequer denunciado por parte dos pais ou boletim de ocorrência registrado diretamente na polícia. No comunicado, a polícia chegou a dizer:

“Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube“

PorMarco FaustinoPublicado em 19 de março de 2019 COMPARTILHE TWEET 85 COMENTÁRIOS

Diversos usuários nos pediram ao longo dos últimos dias para que fizéssemos uma postagem sobre a “Momo”, e sua suposta relação com o aplicativo “YouTube Kids”. Está sendo amplamente divulgado, seja através de sites de revistas, de notícias ou por meio de reportagens de TV, que o fenômeno “Momo” teria retornado de uma forma ainda mais cruel e sádica: incentivando crianças a se matarem, através de orientações inseridas no meio de vídeos inocentes acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, destinado a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, será que isso é realmente verdade? Tais inserções macabras foram realmente inseridas maliciosamente em vídeos infantis? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Entendendo o Fenômeno “Momo”
Se vocês não fazem ideia do que é a “Momo”, fiquem tranquilos! Vamos explicar rapidamente o que é isso para vocês. Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Muitas dessas postagens, no entanto, tinham caráter de corrente, ou seja, pediam para que as pessoas compartilhassem o conteúdo, caso contrário morreriam. É difícil apontar quem foi que começou com toda essa história, visto que o fenômeno “Momo” pode ter começado em um grupo privado no Facebook ou em demais redes sociais.

Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Curiosamente, ao entrar em contato com a “Momo”, muitas vezes “ela” sequer respondia as mensagens. Em outras ocasiões respondia com mensagens genéricas, ameaças aleatórias ou enviando imagens contendo violência gráfica. Já em outros casos, usuários alegaram que a “Momo” tinha capacidade de saber seu nome, endereço e demais dados pessoais. Porém, não temos evidência alguma, que isso realmente ocorreu ou diante de qual situação isso pode ter acontecido. As histórias foram crescendo ao longo do tempo, e houve até quem sugerisse que a “Momo” fosse um projeto japonês visando o roubo de informações de terceiros. No entanto, nunca apontaram uma única evidência ou prova que sustentasse tal alegação.

Assim sendo, podemos dizer, com certa tranquilidade que as interações entre a “Momo” e seus interlocutores não envolviam nada de paranormal ou extraordinário. Além disso, a teoria que a “Momo” seria um hacker ou um computador destinado a coletar informações é totalmente infundada. Se quiserem saber maiores informações recomendo fortemente, que assistam a um vídeo do do canal “Fábrica de Noobs”, no YouTube, chamado: “Desmistificando: Momo, o perfil amaldiçoado do WhatsApp“.

A Origem da Imagem
A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery“, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

A inspiração veio de uma lenda japonesa em que uma mulher morre no parto e retorna para assombrar os vivos ou algo assim. A escultura foi chamada de “Mother Bird” (“Mãe-Pássaro”, em uma tradução livre para o português), e consiste em uma cabeça com traços humanos, e apoiada em pés de pássaro. O material usado na criação foi apenas borracha e óleos naturais. Com o tempo, a escultura foi se deteriorando.

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery”, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

Por outro lado, naquela mesma época, também começaram a viralizar vídeos onde mostravam a “Momo” como se estivesse “viva”. No entanto, tais vídeos são falsos, visto que são produtos de manipulação digital através de aplicativos para celular, assim como o Snapchat (algo conhecido como “face swap“).

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso, afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura ainda é facilmente reproduzível, caso ainda haja interessados no futuro. De qualquer forma, em entrevista ao site “The Japan Times“, o artista disse que até aquele momento ninguém havia demonstrado interesse em adquirir uma réplica.

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso (na foto), afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura é facilmente reproduzível.

Enfim, por último é importante destacar, que Keisuke Aiso sempre negou qualquer envolvimento na propagação desse fenômeno pela internet.

O Fenômeno “Momo” Deixou Crianças e Adolescentes Feridos ou Fez com que se Suicidassem?
É importante deixar claro que o “Desafio da Momo”, na prática, nunca existiu. Foi feito um grande alarde durante o ano de 2018 sobre esse assunto, que virou alvo de diversas matérias, reportagens, vídeos de YouTubers dos mais diversos tipos, tanto desmistificando quanto alimentando ainda mais esse boato. Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Apesar das alegações de que o fenômeno havia atingido proporções mundiais, o número de queixas comprovadamente verídicas era relativamente pequeno, e nenhum departamento de polícia confirmou, que alguém teria sofrido quaisquer danos físicos como resultado direto disso. A preocupação e a angústia relatadas pelas crianças foram impulsionadas principalmente pelos relatos publicados pela mídia, e não como resultado direto da “Momo”, ou seja, os alertas sobre o suposto fenômeno se tornaram mais prejudiciais do que benéficos, levando a uma espécie de “profecia autorrealizável”, que pode ter encorajado as crianças a procurar material violento nas redes sociais.

Ao fazer uma busca na internet podemos ver inúmeras manchetes tentando atribuir o fenômeno “Momo” a casos de suicídios entre crianças e adolescentes, porém todos os casos que acessamos se tratavam de hipóteses, especulações ou possibilidades, que não foram confirmadas pela polícia.

Verdadeiro ou Falso? O Fenômeno “Momo” Retornou Através de Inserções Durante a Exibição de Vídeos Infantis Através do Aplicativo YouTube Kids?
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem. Explicaremos tudo isso direitinho, porque o assunto é bem polêmico.

Vamos tentar traçar inicialmente uma linha cronológica sobre esse suposto retorno do fenômeno “Momo”. Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019. Esse tal “alerta” teria sido enviado para a página por um morador(a)/pai ou mãe, que não quis se identificar. Não encontramos o texto na página do Facebook – provavelmente foi apagado – porém encontramos capturas de tela disponibilizadas publicamente na internet:

Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019.

Essa pessoa que enviou o relato, ou seja, uma evidência puramente anedótica, alegou que a professora de uma escola local onde o filho estudava havia chamado sua atenção, porque o filho havia feito três crianças chorarem ao dizer para elas, que a “Momo” iria visitá-las em seus quartos, à noite, e iria matá-las. Ao conversar com o filho, essa pessoa teria descoberto, que algumas crianças teriam o incitado a procurar pelo termo “momo challenge“. Essa pessoa resolveu pesquisar e encontrou que o tal desafio, que sabemos que nunca existiu, consistia em crianças enviando mensagens para um número e falando com um personagem chamado “Momo”. Esse personagem diria para eles se machucarem, algo que poderia levar ao suicídio devido ao roubo de informações pessoais da criança.

A pessoa também disse que o filho assistiu um vídeo da personagem “Momo”, que mandava ele dizer para todo mundo temer a “Momo” ou então ela o mataria durante o sono. Em nenhum momento essa pessoa disse que o vídeo estava publicado no YouTube ou incluiu quaisquer links ou capturas de tela para provar o que estava dizendo. É simplesmente um relato aleatório em uma página que possui atualmente cerca de 500 seguidores. Porém, isso foi o suficiente para a questionável mídia britânica.

O Caldeirão Britânico
Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News“, no dia 20 de fevereiro. O site simplesmente disseminou um mero relato como se fosse algo que realmente tivesse acontecido, sem sequer verificar pela autenticidade do mesmo. Algo extremamente grave em se tratando de jornalismo, porém comum entre diversos veículos de comunicação do Reino Unido.

Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News”, no dia 20 de fevereiro.

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail“, “The Sun“, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail”, “The Sun”, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

Apesar dos relatos serem diferentes, eles possuíam um mesmo padrão: um pai ou uma mãe alegava, que seu filho(a) viu a Momo em um vídeo do YouTube ou que um número do WhatsApp com a imagem da “Momo” mandou mensagem para ele(a). Esses pais definiam a situação como um “jogo” ou um “desafio”, que incitava seus filhos a cometerem atos violentos, e até a se filmarem enquanto os realizavam. No entanto, nem os relatos propagados pelas redes sociais, nem as próprias notícias forneciam qualquer link ou evidência concreta de que tal conteúdo tivesse sido publicado no YouTube.

A Polícia da Irlanda do Norte Ajudou a Dar Credibilidade a Tais Relatos que Sequer Foram Verificados
No dia 22 de fevereiro, o assunto ganhou a mídia impressa, e no dia 24 de fevereiro adicionaram a “cereja do bolo” de toda essa história: sem qualquer evidência ou prova concreta do que estava ocorrendo, a PSNI (Serviço de Polícia da Irlanda do Norte) emitiu um alerta sobre esse assunto, em sua página oficial no Facebook.

Basicamente, era um alerta direcionado aos pais sobre os perigos, que as crianças poderiam estar expostas. Segundo o site do jornal “Belfast Telegraph“, um porta-voz da polícia chegou a dizer, que o tal desafio estava tendo como principal alvo as crianças da Irlanda do Norte, embora não houvesse um único caso sequer denunciado por parte dos pais ou boletim de ocorrência registrado diretamente na polícia. No comunicado, a polícia chegou a dizer:

“Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube“

No comunicado, a polícia chegou a dizer que: “Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube”.

Entretanto, foi justamente esse comunicado, que estimulou definitivamente as buscas por esse assunto, ressurgindo com o fenômeno “Momo”, conforme podemos ver no gráfico abaixo, que foi elaborado pelo britânico “The Guardian”:

Gráfico elaborado pelo britânico “The Guardian” mostrando a recente escalada de viralização sobre a “Momo”

Escolas na Reino Unido Também Ajudaram a dar Credibilidade a Tais Relatos
No dia 26 de fevereiro, novamente sem oferecer quaisquer provas, a “Northcott School Hull?”, uma escola na cidade inglesa de Hull, fez a seguinte publicação através do Twitter:

“IMPORTANTE: estamos cientes de que alguns desafios sórdidos (Desafio da ‘Momo’) estão invadindo os programas infantis. Os desafios aparecem no meio do YouTube Kids, Fortnite, e Peppa Pig para evitar a detecção por adultos. Por favor, estejam vigilante com seus filhos usando TI. As imagens são muito perturbadoras“

No dia 26 de fevereiro, novamente sem oferecer quaisquer provas, a “Northcott School Hull?”, uma escola na cidade inglesa de Hull, fez uma publicação totalmente alarmista através do Twitter.

A “Ash Field Academy“, em Leicester, também tuitou um aviso aos pais, e a “Haslingden Primary School“, em Rossendale, compartilhou uma mensagem semelhante no Facebook.

A Tentativa de Apagar o Incêndio
Um dos poucos veículos que tentaram apagar o incêndio, que estava sendo propagado pela mídia, departamentos de polícia e escolas britânicas foi o “The Guardian”. Eles fizeram questão de ressaltar a posição de instituições de caridade, assim como a Samaritanos e a NSPCC (Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade às Crianças). Ambas as instituições descartaram os relatos viralizados nas redes sociais, uma vez que não havia nenhuma evidência de que o tal, e inexistente “Desafio da Momo”, tivesse causado qualquer dano físico em crianças e adolescentes. A histeria propagada pela mídia, no entanto, poderia estar colocando pessoas vulneráveis em risco, encorajando-as a pensar em automutilação.

O “Safer Internet Center” do Reino Unido, uma organização que visa promover o uso seguro e responsável da tecnologia para os jovens, chamou os relatos de “fake news” (“notícias falsas”). A NSPCC disse que não havia evidências confirmadas de que o fenômeno estivesse representando uma ameaça para as crianças britânicas, e disse que havia recebido mais telefonemas sobre isso de membros da mídia do que pais preocupados.

Um porta-voz dos Samaritanos foi igualmente cético, dizendo: “Essas histórias sendo altamente divulgadas, e iniciando pânico, significa que as pessoas vulneráveis ??ficam sabendo da história, e isso cria um risco“. Eles recomendaram que os meios de comunicação seguissem suas diretrizes sobre reportar suicídio, e sugeriram que a cobertura da imprensa estivesse “aumentando o risco de dano“.

Ambas as instituições descartaram os relatos viralizados nas redes sociais, uma vez que não havia nenhuma evidência de que o tal, e inexistente “Desafio da Momo”, tivesse causado qualquer dano físico em crianças e adolescentes. A histeria propagada pela mídia, no entanto, poderia estar colocando pessoas vulneráveis em risco, encorajando-as a pensar em automutilação.

“Atualmente, não estamos cientes de qualquer evidência verificada neste país ou qualquer outro, ligando Momo ao suicídio“, disse o porta-voz dos samaritanos. “O mais importante é que os pais e as pessoas que trabalham com crianças se concentrem em diretrizes gerais de segurança on-line“, completou.

Defensores da segurança infantil disseram, que a história se espalhou devido a preocupações legítimas sobre segurança infantil online, o compartilhamento de material não verificado em grupos locais do Facebook, e comentários oficiais das forças policiais e escolas britânicas, baseadas em poucas evidências concretas. Embora algumas pessoas tenham se apressado para compartilhar mensagens alertando sobre o risco da “Momo”, havia temores de que elas tivessem exagerado na dose, ou seja, assustando as crianças, espalhando as imagens, e fazendo uma perigosa associação com a automutilação. Complicado!

Entretanto, o “The Guardian” não teve força para impedir a viralização que iria ocorrer nos Estados Unidos e aqui no Brasil.

A Viralização nos Estados Unidos e a Participação de uma Celebridade:

Não demorou muito tempo para o suposto ressurgimento da “Momo” viralizasse nos Estados Unidos e no Brasil. Nos Estados Unidos, um exemplo claro disso veio através de uma matéria publicada pela “CBS News“, falando basicamente sobre o que estava acontecendo na Inglaterra, no dia 27 de fevereiro, além de um vídeo publicado no YouTube, na própria conta da emissora:

“Um personagem assustador chamado ‘Momo’ está espalhando mensagens perigosas em vídeos no YouTube Kids e em outros sites infantis, e pais e escolas estão preocupados, relata Ginna Roe, da KUTV“.

A curta reportagem promovida pela “CBS News” foi assistida mais de 3,6 milhões de vezes, e apresentou um desse vídeos relacionados a “Momo”, que supostamente estariam sendo inseridos em outros com conteúdo infantil, no YouTube. Porém, há um gravíssimo problema nessa reportagem. O vídeo é reproduzido diretamente na tela do celular, mas não indica que fizesse parte de um outro vídeo ou muito menos que estivesse hospedado no YouTube.

Conclusão:
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno do fenômeno “Momo” é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem no período entre o início de fevereiro e início de março deste ano.
A prática predatória de boa parte da mídia em querer lucrar com esse assunto, sem verificar devidamente cada caso, por sua vez, expôs milhões de crianças ao redor do mundo a, talvez, se interessarem por esse tipo de conteúdo e irem atrás de tais vídeos. Algo que provavelmente teria um curto período de vida, e que poderia ser resolvido ao adotar medidas padrões de segurança digital voltadas para crianças e adolescentes, acabou tomando uma proporção muito maior do que o esperado. Resumindo? Boa parte da mídia, infelizmente, estimulou a viralização de vídeos relacionados a Momo, não o contrário. Aliás, não seria de se estranhar caso, a partir de toda essa viralização promovida, que surgissem situações realmente verídicas ao longo do tempo. Vamos torcer, é claro, para que isso não aconteça.
Por fim, é importante ressaltar que, independentemente de ser ou não falso, é necessário que os pais acompanhem de perto o que seus filhos fazem na internet, e também parem de fazer parte de toda essa histeria coletiva, que não colabora em nada para estancar os perigos inerentes as redes sociais. Não é possível que os pais joguem a responsabilidade da criação de seus filhos ao se apoiarem na reação inflamada de algumas pessoas, que surgem em grupos e páginas na internet, e muito menos do que é propagado nas redes sociais de forma deliberada, anônima e que beira a clandestinidade. É preciso parar, sentar, ter conversas sinceras, educar, e ter acompanhamento constante. Sinceramente, é hora dos pais pararem de olhar para a tela dos próprios celulares e agirem, simplesmente, como pais.

Posted in Momo Invadiu O Youtube Kids? at março 24th, 2019. No Comments.

O jeito correto de comer abacaxi é de gomo em gomo? verdade Ou Mentira?

Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o que seria a forma correta e mais fácil de se consumir o abacaxi, mas é possível comer abacaxi de gomo em gomo?

O vídeo tem poucos segundos e surgiu nas redes sociais na primeira semana de março de 2019. De acordo com o vídeo, a maneira correta e mais fácil de se comer abacaxi seria retirando gomos do fruto!

Em apenas uma das publicações feitas no Twitter, o filminho já tinha sido visto mais de 65 mil vezes. Já em uma das postagens feitas no Facebook, a “descoberta” já tinha mais de 240 mil visualizações!

O vídeo tem poucos segundos e surgiu nas redes sociais na primeira semana de março de 2019. De acordo com o vídeo, a maneira correta e mais fácil de se comer abacaxi seria retirando gomos do fruto!

Verdade ou mentira?

O vídeo é real, mas não dá pra fazer isso com qualquer abacaxi!

O fruto mostrado no vídeo é, na verdade, uma variedade dessa infrutescência chamada Gomo de Mel ou “Abacaxi-de-gomo”. De origem chinesa, o fruto passou a ser desenvolvido aqui no Brasil em 1992 e liberado para agricultores brasileiros pelo Instituto Agronômico em 2005.

O fruto, além de mais doce que o abacaxi tradicional, ainda trazia a promessa de um maior lucro ao produtor.

E o outros tipos de abacaxi?
Há várias maneiras simples e criativas de se cortar um abacaxi (que não seja o de gomo).

Conclusão
O vídeo mostrando o “jeito correto” de se comer abacaxi é verdadeiro, mas isso só é possível de se fazer com o abacaxi de gomo!

Posted in O Jeito Correto De Comer Abacaxi at março 23rd, 2019. No Comments.

Mulher viajou para apoiar Lula, perdeu o emprego e pede doações para voltar? Verdade Ou Mentira?

A notícia apareceu em diversos sites e blogs no dia 12 de maio de 2017 e se espalhou através de diversas postagens nas redes sociais. Em algumas postagens – como essa, por exemplo – o assunto rendeu mais de 2 mil curtidas, além de milhares de compartilhamentos.

De acordo com o texto, uma fã do PT teria viajado 60 horas da Bahia até o Paraná para apoiar o ex-presidente Lula, no dia 10 de maio de 2016, e acabou ficando desempregada, sem dinheiro para pagar a passagem de volta e ainda teve que vender uma moto para arcar com as despesas da ida.

Nena, a mulher da notícia, tem 48 anos de idade (segundo o que diz na reportagem) e teria dito aos repórteres que se conseguisse arrecadar dinheiro para voltar para casa, iria ficar muito feliz e talvez ainda faça uma nova tatuagem com o nome de Lula!

 

Será verdade que uma mulher viajou 60 horas para apoiar Lula durante seu depoimento, mas perdeu o emprego e agora pede doações para voltar para casa?

A notícia apareceu em diversos sites e blogs no dia 12 de maio de 2017 e se espalhou através de diversas postagens nas redes sociais. Em algumas postagens – como essa, por exemplo – o assunto rendeu mais de 2 mil curtidas, além de milhares de compartilhamentos.

De acordo com o texto, uma fã do PT teria viajado 60 horas da Bahia até o Paraná para apoiar o ex-presidente Lula, no dia 10 de maio de 2016, e acabou ficando desempregada, sem dinheiro para pagar a passagem de volta e ainda teve que vender uma moto para arcar com as despesas da ida.

Nena, a mulher da notícia, tem 48 anos de idade (segundo o que diz na reportagem) e teria dito aos repórteres que se conseguisse arrecadar dinheiro para voltar para casa, iria ficar muito feliz e talvez ainda faça uma nova tatuagem com o nome de Lula!

Junto com a matéria, uma foto mostra uma moça vestindo uma camiseta vermelha.

Será que essa notícia é real?


Verdade ou Mentira?
A “reportagem” é confusa e cheia de erros de digitação. Além disso, só aparece em sites e blogs “da zoeira”… Claramente se trata de uma brincadeira…

A moça que aparece na foto que ilustra essa notícia não se chama Nena e tampouco “Patrícia” (é que, no meio da notícia, o nome da mulher muda para “Patrícia”). Podemos ver que ela não aparenta ter 48 anos e uma busca na web revela que quem inventou essa história usou uma fotografia de um protesto contra o afastamento da então presidente Dilma Rousseff, em maio de 2016! Na ocasião, 28 mulheres se acorrentaram às grades de contenção instaladas no Palácio do Planalto, em Brasília.

A mulher que aparece na fotografia se chama Juliana de Souza e não viajou da Bahia até o Paraná! Ela foi uma da militantes que se acorrentaram, durante o protesto, em 2016.

Conclusão
A notícia de uma mulher que teria viajado 60 horas para apoiar Lula e estaria sem emprego e sem dinheiro para voltar para casa é falsa!