Associação médica proíbe chamar grávidas de “mães” para respeitar transexuais? Verdade Ou Mentira?

Será verdadeira a notícia afirmando que a Associação Médica Britânica emitiu um manual proibindo os médicos de chamarem as grávidas de “mães” pra respeitar os transexuais?

A reportagem apareceu em vários sites e blogs no final de janeiro de 2017 e ganhou força novamente na segunda quinzena de maio do mesmo ano. De acordo com o texto, a Associação Médica Britânica teria emitido um guia exigindo que os médicos utilizem “linguagem inclusiva”, evitando se utilizar o termo “mãe expectante” para se referir a uma grávida e substituindo-o por “pessoa grávida”! A mudança estaria sendo feita para respeitar transexuais.

Dentre outras recomendações, o guia também recomenda evitar o uso de termos como “nascido homem” e “nascido mulher”, uma vez que esses termos “são redutivos e simplificam algo complexo”.

De acordo com o documento, diz a postagem que foi bastante compartilhada nas redes sociais, “a escolha dos termos apropriados é uma importante contribuição para celebrar a diversidade”.

Será que essa história é real?

Verdade ou Mentira?
No mês de janeiro de 2017, a British Medical Association (BMA) publicou um guia de 14 páginas com alguns procedimentos que, segundo eles, serviriam para diminuir a desigualdade entre as minorias e melhorar a integração entre as diferenças.

No entanto, diferente do que estão espalhando por aí, o guia não foi dirigido para todos os médicos britânicos (tampouco, para médicos de outros países). Em entrevista aos jornais, um porta-voz da BMA disse que:

“Este guia é destinado apenas à equipe da BMA e representantes com o objetivo de promover um local de trabalho inclusivo na BMA. […] Não se trata de nenhuma orientação para os médicos tratarem ou não seus pacientes.”

Ou seja, o guia (que nem está mais disponível), era apenas uma sugestão de como os funcionários da própria associação poderiam se portar no horário de trabalho.

Além disso, a British Medical Association não tem poderes para regular ou certificar médicos no Reino Unido, pois ela é um “apenas” um sindicato que oferece proteções para médicos britânicos.

Conclusão:
Uma associação de médicos britânica criou um guia com sugestões de como seus funcionários podem se portar na empresa em relação ao gênero e alguém espalhou a notícia de que isso era uma ordem que deverá ser cumprida por todos os médicos!

A Rainha Elizabeth disse que pode matar legalmente Donald Trump? Verdade Ou Mentira?

É verdade que a rainha Elizabeth II afirmou que, legalmente, pode matar Donald Trump se quiser? Descubra se ela disse isso mesmo aqui no E-farsas!

A notícia apareceu nas redes sociais no começo de fevereiro de 2017 e rapidamente se espalhou através das redes sociais. De acordo com a manchete, a rainha do Reino Unido teria afirmado que se o Presidente dos Estados Unidos fizer uma visita de Estado, ela pode matar Donald Trump com uma espada assim que ele pisar no Palácio de Buckingham e ninguém poderá tocá-la ou condená-la por isso!

Mas será que essa afirmação partiu mesmo da rainha Elizabeth? Será que essa história é verdadeira ou falsa?
Verdade ou Mentira?


A rainha Elizabeth II reina o Reino Unido desde 1952 e não há registros de que ela tenha dito tal frase em todos esses anos…

A verdade é que essa suposta declaração atribuída à monarca surgiu em um site humorístico britânico chamado The Daily Mash, numa postagem feita no dia 31 de janeiro de 2017. Na seção “Sobre” do site é explicado que nada do que é postado lá deve ser levado à sério, pois trata-se de um site satírico!

De qualquer forma, mesmo essa frase não tendo saído da boca da rainha, Elizabeth II tem, teoricamente, poderes acima da Lei dentro do Reino Unido e caso ela cisme de matar alguém em suas terras poderá fazê-lo “sem problemas”. É claro que a morte do presidente dos Estados Unidos causaria uma enorme “dor de cabeça” diplomática (no mínimo).

Conclusão
A rainha não disse que pode matar Donald Trump se quiser! Tudo começou em um site humorístico britânico!