Momo invadiu o YouTube Kids e está ensinando crianças a se matarem? Verdade Ou Mentira?

 

Diversos usuários nos pediram ao longo dos últimos dias para que fizéssemos uma postagem sobre a “Momo”, e sua suposta relação com o aplicativo “YouTube Kids”. Está sendo amplamente divulgado, seja através de sites de revistas, de notícias ou por meio de reportagens de TV, que o fenômeno “Momo” teria retornado de uma forma ainda mais cruel e sádica: incentivando crianças a se matarem, através de orientações inseridas no meio de vídeos inocentes acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, destinado a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, será que isso é realmente verdade? Tais inserções macabras foram realmente inseridas maliciosamente em vídeos infantis?

Entendendo o Fenômeno “Momo”:

Se vocês não fazem ideia do que é a “Momo”, fiquem tranquilos! Vamos explicar rapidamente o que é isso para vocês. Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Muitas dessas postagens, no entanto, tinham caráter de corrente, ou seja, pediam para que as pessoas compartilhassem o conteúdo, caso contrário morreriam. É difícil apontar quem foi que começou com toda essa história, visto que o fenômeno “Momo” pode ter começado em um grupo privado no Facebook ou em demais redes sociais.

Curiosamente, ao entrar em contato com a “Momo”, muitas vezes “ela” sequer respondia as mensagens. Em outras ocasiões respondia com mensagens genéricas, ameaças aleatórias ou enviando imagens contendo violência gráfica. Já em outros casos, usuários alegaram que a “Momo” tinha capacidade de saber seu nome, endereço e demais dados pessoais. Porém, não temos evidência alguma, que isso realmente ocorreu ou diante de qual situação isso pode ter acontecido. As histórias foram crescendo ao longo do tempo, e houve até quem sugerisse que a “Momo” fosse um projeto japonês visando o roubo de informações de terceiros. No entanto, nunca apontaram uma única evidência ou prova que sustentasse tal alegação.

 

Assim sendo, podemos dizer, com certa tranquilidade que as interações entre a “Momo” e seus interlocutores não envolviam nada de paranormal ou extraordinário. Além disso, a teoria que a “Momo” seria um hacker ou um computador destinado a coletar informações é totalmente infundada. Se quiserem saber maiores informações recomendo fortemente, que assistam a um vídeo do do canal “Fábrica de Noobs”, no YouTube, chamado: “Desmistificando: Momo, o perfil amaldiçoado do WhatsApp“.

A Origem da Imagem:

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery“, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

A inspiração veio de uma lenda japonesa em que uma mulher morre no parto e retorna para assombrar os vivos ou algo assim. A escultura foi chamada de “Mother Bird” (“Mãe-Pássaro”, em uma tradução livre para o português), e consiste em uma cabeça com traços humanos, e apoiada em pés de pássaro. O material usado na criação foi apenas borracha e óleos naturais. Com o tempo, a escultura foi se deteriorando.
Por outro lado, naquela mesma época, também começaram a viralizar vídeos onde mostravam a “Momo” como se estivesse “viva”. No entanto, tais vídeos são falsos, visto que são produtos de manipulação digital através de aplicativos para celular, assim como o Snapchat (algo conhecido como “face swap“).

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso, afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura ainda é facilmente reproduzível, caso ainda haja interessados no futuro. De qualquer forma, em entrevista ao site “The Japan Times“, o artista disse que até aquele momento ninguém havia demonstrado interesse em adquirir uma réplica.
Enfim, por último é importante destacar, que Keisuke Aiso sempre negou qualquer envolvimento na propagação desse fenômeno pela internet.

O Fenômeno “Momo” Deixou Crianças e Adolescentes Feridos ou Fez com que se Suicidassem?

É importante deixar claro que o “Desafio da Momo”, na prática, nunca existiu. Foi feito um grande alarde durante o ano de 2018 sobre esse assunto, que virou alvo de diversas matérias, reportagens, vídeos de YouTubers dos mais diversos tipos, tanto desmistificando quanto alimentando ainda mais esse boato. Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio. Apesar das alegações de que o fenômeno havia atingido proporções mundiais, o número de queixas comprovadamente verídicas era relativamente pequeno, e nenhum departamento de polícia confirmou, que alguém teria sofrido quaisquer danos físicos como resultado direto disso. A preocupação e a angústia relatadas pelas crianças foram impulsionadas principalmente pelos relatos publicados pela mídia, e não como resultado direto da “Momo”, ou seja, os alertas sobre o suposto fenômeno se tornaram mais prejudiciais do que benéficos, levando a uma espécie de “profecia autorrealizável”, que pode ter encorajado as crianças a procurar material violento nas redes sociais. Ao fazer uma busca na internet podemos ver inúmeras manchetes tentando atribuir o fenômeno “Momo” a casos de suicídios entre crianças e adolescentes, porém todos os casos que acessamos se tratavam de hipóteses, especulações ou possibilidades, que não foram confirmadas pela polícia.

Verdade Ou Mentira?

O Fenômeno “Momo” Retornou Através de Inserções Durante a Exibição de Vídeos Infantis Através do Aplicativo YouTube Kids?
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem. Explicaremos tudo isso direitinho, porque o assunto é bem polêmico.
Vamos tentar traçar inicialmente uma linha cronológica sobre esse suposto retorno do fenômeno “Momo”. Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019. Esse tal “alerta” teria sido enviado para a página por um morador(a)/pai ou mãe, que não quis se identificar. Não encontramos o texto na página do Facebook – provavelmente foi apagado – porém encontramos capturas de tela disponibilizadas publicamente na internet:

Essa pessoa que enviou o relato, ou seja, uma evidência puramente anedótica, alegou que a professora de uma escola local onde o filho estudava havia chamado sua atenção, porque o filho havia feito três crianças chorarem ao dizer para elas, que a “Momo” iria visitá-las em seus quartos, à noite, e iria matá-las. Ao conversar com o filho, essa pessoa teria descoberto, que algumas crianças teriam o incitado a procurar pelo termo “momo challenge“. Essa pessoa resolveu pesquisar e encontrou que o tal desafio, que sabemos que nunca existiu, consistia em crianças enviando mensagens para um número e falando com um personagem chamado “Momo”. Esse personagem diria para eles se machucarem, algo que poderia levar ao suicídio devido ao roubo de informações pessoais da criança.
A pessoa também disse que o filho assistiu um vídeo da personagem “Momo”, que mandava ele dizer para todo mundo temer a “Momo” ou então ela o mataria durante o sono. Em nenhum momento essa pessoa disse que o vídeo estava publicado no YouTube ou incluiu quaisquer links ou capturas de tela para provar o que estava dizendo. É simplesmente um relato aleatório em uma página que possui atualmente cerca de 500 seguidores. Porém, isso foi o suficiente para a questionável mídia britânica.

O Caldeirão Britânico:

Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News“, no dia 20 de fevereiro. O site simplesmente disseminou um mero relato como se fosse algo que realmente tivesse acontecido, sem sequer verificar pela autenticidade do mesmo. Algo extremamente grave em se tratando de jornalismo, porém comum entre diversos veículos de comunicação do Reino Unido.
A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail“, “The Sun“, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

Apesar dos relatos serem diferentes, eles possuíam um mesmo padrão: um pai ou uma mãe alegava, que seu filho(a) viu a Momo em um vídeo do YouTube ou que um número do WhatsApp com a imagem da “Momo” mandou mensagem para ele(a). Esses pais definiam a situação como um “jogo” ou um “desafio”, que incitava seus filhos a cometerem atos violentos, e até a se filmarem enquanto os realizavam. No entanto, nem os relatos propagados pelas redes sociais, nem as próprias notícias forneciam qualquer link ou evidência concreta de que tal conteúdo tivesse sido publicado no YouTube.

A Polícia da Irlanda do Norte Ajudou a Dar Credibilidade a Tais Relatos que Sequer Foram Verificados

PorMarco FaustinoPublicado em 19 de março de 2019 COMPARTILHE TWEET 85 COMENTÁRIOS

Diversos usuários nos pediram ao longo dos últimos dias para que fizéssemos uma postagem sobre a “Momo”, e sua suposta relação com o aplicativo “YouTube Kids”. Está sendo amplamente divulgado, seja através de sites de revistas, de notícias ou por meio de reportagens de TV, que o fenômeno “Momo” teria retornado de uma forma ainda mais cruel e sádica: incentivando crianças a se matarem, através de orientações inseridas no meio de vídeos inocentes acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, destinado a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, será que isso é realmente verdade? Tais inserções macabras foram realmente inseridas maliciosamente em vídeos infantis? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Entendendo o Fenômeno “Momo”
Se vocês não fazem ideia do que é a “Momo”, fiquem tranquilos! Vamos explicar rapidamente o que é isso para vocês. Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Muitas dessas postagens, no entanto, tinham caráter de corrente, ou seja, pediam para que as pessoas compartilhassem o conteúdo, caso contrário morreriam. É difícil apontar quem foi que começou com toda essa história, visto que o fenômeno “Momo” pode ter começado em um grupo privado no Facebook ou em demais redes sociais.

Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Curiosamente, ao entrar em contato com a “Momo”, muitas vezes “ela” sequer respondia as mensagens. Em outras ocasiões respondia com mensagens genéricas, ameaças aleatórias ou enviando imagens contendo violência gráfica. Já em outros casos, usuários alegaram que a “Momo” tinha capacidade de saber seu nome, endereço e demais dados pessoais. Porém, não temos evidência alguma, que isso realmente ocorreu ou diante de qual situação isso pode ter acontecido. As histórias foram crescendo ao longo do tempo, e houve até quem sugerisse que a “Momo” fosse um projeto japonês visando o roubo de informações de terceiros. No entanto, nunca apontaram uma única evidência ou prova que sustentasse tal alegação.

Assim sendo, podemos dizer, com certa tranquilidade que as interações entre a “Momo” e seus interlocutores não envolviam nada de paranormal ou extraordinário. Além disso, a teoria que a “Momo” seria um hacker ou um computador destinado a coletar informações é totalmente infundada. Se quiserem saber maiores informações recomendo fortemente, que assistam a um vídeo do do canal “Fábrica de Noobs”, no YouTube, chamado: “Desmistificando: Momo, o perfil amaldiçoado do WhatsApp“.

A Origem da Imagem
A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery“, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

A inspiração veio de uma lenda japonesa em que uma mulher morre no parto e retorna para assombrar os vivos ou algo assim. A escultura foi chamada de “Mother Bird” (“Mãe-Pássaro”, em uma tradução livre para o português), e consiste em uma cabeça com traços humanos, e apoiada em pés de pássaro. O material usado na criação foi apenas borracha e óleos naturais. Com o tempo, a escultura foi se deteriorando.

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery”, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

Por outro lado, naquela mesma época, também começaram a viralizar vídeos onde mostravam a “Momo” como se estivesse “viva”. No entanto, tais vídeos são falsos, visto que são produtos de manipulação digital através de aplicativos para celular, assim como o Snapchat (algo conhecido como “face swap“).

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso, afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura ainda é facilmente reproduzível, caso ainda haja interessados no futuro. De qualquer forma, em entrevista ao site “The Japan Times“, o artista disse que até aquele momento ninguém havia demonstrado interesse em adquirir uma réplica.

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso (na foto), afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura é facilmente reproduzível.

Enfim, por último é importante destacar, que Keisuke Aiso sempre negou qualquer envolvimento na propagação desse fenômeno pela internet.

O Fenômeno “Momo” Deixou Crianças e Adolescentes Feridos ou Fez com que se Suicidassem?
É importante deixar claro que o “Desafio da Momo”, na prática, nunca existiu. Foi feito um grande alarde durante o ano de 2018 sobre esse assunto, que virou alvo de diversas matérias, reportagens, vídeos de YouTubers dos mais diversos tipos, tanto desmistificando quanto alimentando ainda mais esse boato. Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Apesar das alegações de que o fenômeno havia atingido proporções mundiais, o número de queixas comprovadamente verídicas era relativamente pequeno, e nenhum departamento de polícia confirmou, que alguém teria sofrido quaisquer danos físicos como resultado direto disso. A preocupação e a angústia relatadas pelas crianças foram impulsionadas principalmente pelos relatos publicados pela mídia, e não como resultado direto da “Momo”, ou seja, os alertas sobre o suposto fenômeno se tornaram mais prejudiciais do que benéficos, levando a uma espécie de “profecia autorrealizável”, que pode ter encorajado as crianças a procurar material violento nas redes sociais.

Ao fazer uma busca na internet podemos ver inúmeras manchetes tentando atribuir o fenômeno “Momo” a casos de suicídios entre crianças e adolescentes, porém todos os casos que acessamos se tratavam de hipóteses, especulações ou possibilidades, que não foram confirmadas pela polícia.

Verdadeiro ou Falso? O Fenômeno “Momo” Retornou Através de Inserções Durante a Exibição de Vídeos Infantis Através do Aplicativo YouTube Kids?
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem. Explicaremos tudo isso direitinho, porque o assunto é bem polêmico.

Vamos tentar traçar inicialmente uma linha cronológica sobre esse suposto retorno do fenômeno “Momo”. Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019. Esse tal “alerta” teria sido enviado para a página por um morador(a)/pai ou mãe, que não quis se identificar. Não encontramos o texto na página do Facebook – provavelmente foi apagado – porém encontramos capturas de tela disponibilizadas publicamente na internet:

Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019.

Essa pessoa que enviou o relato, ou seja, uma evidência puramente anedótica, alegou que a professora de uma escola local onde o filho estudava havia chamado sua atenção, porque o filho havia feito três crianças chorarem ao dizer para elas, que a “Momo” iria visitá-las em seus quartos, à noite, e iria matá-las. Ao conversar com o filho, essa pessoa teria descoberto, que algumas crianças teriam o incitado a procurar pelo termo “momo challenge“. Essa pessoa resolveu pesquisar e encontrou que o tal desafio, que sabemos que nunca existiu, consistia em crianças enviando mensagens para um número e falando com um personagem chamado “Momo”. Esse personagem diria para eles se machucarem, algo que poderia levar ao suicídio devido ao roubo de informações pessoais da criança.

A pessoa também disse que o filho assistiu um vídeo da personagem “Momo”, que mandava ele dizer para todo mundo temer a “Momo” ou então ela o mataria durante o sono. Em nenhum momento essa pessoa disse que o vídeo estava publicado no YouTube ou incluiu quaisquer links ou capturas de tela para provar o que estava dizendo. É simplesmente um relato aleatório em uma página que possui atualmente cerca de 500 seguidores. Porém, isso foi o suficiente para a questionável mídia britânica.

O Caldeirão Britânico
Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News“, no dia 20 de fevereiro. O site simplesmente disseminou um mero relato como se fosse algo que realmente tivesse acontecido, sem sequer verificar pela autenticidade do mesmo. Algo extremamente grave em se tratando de jornalismo, porém comum entre diversos veículos de comunicação do Reino Unido.

Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News”, no dia 20 de fevereiro.

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail“, “The Sun“, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail”, “The Sun”, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

Apesar dos relatos serem diferentes, eles possuíam um mesmo padrão: um pai ou uma mãe alegava, que seu filho(a) viu a Momo em um vídeo do YouTube ou que um número do WhatsApp com a imagem da “Momo” mandou mensagem para ele(a). Esses pais definiam a situação como um “jogo” ou um “desafio”, que incitava seus filhos a cometerem atos violentos, e até a se filmarem enquanto os realizavam. No entanto, nem os relatos propagados pelas redes sociais, nem as próprias notícias forneciam qualquer link ou evidência concreta de que tal conteúdo tivesse sido publicado no YouTube.

A Polícia da Irlanda do Norte Ajudou a Dar Credibilidade a Tais Relatos que Sequer Foram Verificados
No dia 22 de fevereiro, o assunto ganhou a mídia impressa, e no dia 24 de fevereiro adicionaram a “cereja do bolo” de toda essa história: sem qualquer evidência ou prova concreta do que estava ocorrendo, a PSNI (Serviço de Polícia da Irlanda do Norte) emitiu um alerta sobre esse assunto, em sua página oficial no Facebook.

Basicamente, era um alerta direcionado aos pais sobre os perigos, que as crianças poderiam estar expostas. Segundo o site do jornal “Belfast Telegraph“, um porta-voz da polícia chegou a dizer, que o tal desafio estava tendo como principal alvo as crianças da Irlanda do Norte, embora não houvesse um único caso sequer denunciado por parte dos pais ou boletim de ocorrência registrado diretamente na polícia. No comunicado, a polícia chegou a dizer:

“Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube“

PorMarco FaustinoPublicado em 19 de março de 2019 COMPARTILHE TWEET 85 COMENTÁRIOS

Diversos usuários nos pediram ao longo dos últimos dias para que fizéssemos uma postagem sobre a “Momo”, e sua suposta relação com o aplicativo “YouTube Kids”. Está sendo amplamente divulgado, seja através de sites de revistas, de notícias ou por meio de reportagens de TV, que o fenômeno “Momo” teria retornado de uma forma ainda mais cruel e sádica: incentivando crianças a se matarem, através de orientações inseridas no meio de vídeos inocentes acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, destinado a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, será que isso é realmente verdade? Tais inserções macabras foram realmente inseridas maliciosamente em vídeos infantis? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Entendendo o Fenômeno “Momo”
Se vocês não fazem ideia do que é a “Momo”, fiquem tranquilos! Vamos explicar rapidamente o que é isso para vocês. Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Muitas dessas postagens, no entanto, tinham caráter de corrente, ou seja, pediam para que as pessoas compartilhassem o conteúdo, caso contrário morreriam. É difícil apontar quem foi que começou com toda essa história, visto que o fenômeno “Momo” pode ter começado em um grupo privado no Facebook ou em demais redes sociais.

Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Curiosamente, ao entrar em contato com a “Momo”, muitas vezes “ela” sequer respondia as mensagens. Em outras ocasiões respondia com mensagens genéricas, ameaças aleatórias ou enviando imagens contendo violência gráfica. Já em outros casos, usuários alegaram que a “Momo” tinha capacidade de saber seu nome, endereço e demais dados pessoais. Porém, não temos evidência alguma, que isso realmente ocorreu ou diante de qual situação isso pode ter acontecido. As histórias foram crescendo ao longo do tempo, e houve até quem sugerisse que a “Momo” fosse um projeto japonês visando o roubo de informações de terceiros. No entanto, nunca apontaram uma única evidência ou prova que sustentasse tal alegação.

Assim sendo, podemos dizer, com certa tranquilidade que as interações entre a “Momo” e seus interlocutores não envolviam nada de paranormal ou extraordinário. Além disso, a teoria que a “Momo” seria um hacker ou um computador destinado a coletar informações é totalmente infundada. Se quiserem saber maiores informações recomendo fortemente, que assistam a um vídeo do do canal “Fábrica de Noobs”, no YouTube, chamado: “Desmistificando: Momo, o perfil amaldiçoado do WhatsApp“.

A Origem da Imagem
A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery“, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

A inspiração veio de uma lenda japonesa em que uma mulher morre no parto e retorna para assombrar os vivos ou algo assim. A escultura foi chamada de “Mother Bird” (“Mãe-Pássaro”, em uma tradução livre para o português), e consiste em uma cabeça com traços humanos, e apoiada em pés de pássaro. O material usado na criação foi apenas borracha e óleos naturais. Com o tempo, a escultura foi se deteriorando.

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery”, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

Por outro lado, naquela mesma época, também começaram a viralizar vídeos onde mostravam a “Momo” como se estivesse “viva”. No entanto, tais vídeos são falsos, visto que são produtos de manipulação digital através de aplicativos para celular, assim como o Snapchat (algo conhecido como “face swap“).

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso, afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura ainda é facilmente reproduzível, caso ainda haja interessados no futuro. De qualquer forma, em entrevista ao site “The Japan Times“, o artista disse que até aquele momento ninguém havia demonstrado interesse em adquirir uma réplica.

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso (na foto), afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura é facilmente reproduzível.

Enfim, por último é importante destacar, que Keisuke Aiso sempre negou qualquer envolvimento na propagação desse fenômeno pela internet.

O Fenômeno “Momo” Deixou Crianças e Adolescentes Feridos ou Fez com que se Suicidassem?
É importante deixar claro que o “Desafio da Momo”, na prática, nunca existiu. Foi feito um grande alarde durante o ano de 2018 sobre esse assunto, que virou alvo de diversas matérias, reportagens, vídeos de YouTubers dos mais diversos tipos, tanto desmistificando quanto alimentando ainda mais esse boato. Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Apesar das alegações de que o fenômeno havia atingido proporções mundiais, o número de queixas comprovadamente verídicas era relativamente pequeno, e nenhum departamento de polícia confirmou, que alguém teria sofrido quaisquer danos físicos como resultado direto disso. A preocupação e a angústia relatadas pelas crianças foram impulsionadas principalmente pelos relatos publicados pela mídia, e não como resultado direto da “Momo”, ou seja, os alertas sobre o suposto fenômeno se tornaram mais prejudiciais do que benéficos, levando a uma espécie de “profecia autorrealizável”, que pode ter encorajado as crianças a procurar material violento nas redes sociais.

Ao fazer uma busca na internet podemos ver inúmeras manchetes tentando atribuir o fenômeno “Momo” a casos de suicídios entre crianças e adolescentes, porém todos os casos que acessamos se tratavam de hipóteses, especulações ou possibilidades, que não foram confirmadas pela polícia.

Verdadeiro ou Falso? O Fenômeno “Momo” Retornou Através de Inserções Durante a Exibição de Vídeos Infantis Através do Aplicativo YouTube Kids?
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem. Explicaremos tudo isso direitinho, porque o assunto é bem polêmico.

Vamos tentar traçar inicialmente uma linha cronológica sobre esse suposto retorno do fenômeno “Momo”. Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019. Esse tal “alerta” teria sido enviado para a página por um morador(a)/pai ou mãe, que não quis se identificar. Não encontramos o texto na página do Facebook – provavelmente foi apagado – porém encontramos capturas de tela disponibilizadas publicamente na internet:

Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019.

Essa pessoa que enviou o relato, ou seja, uma evidência puramente anedótica, alegou que a professora de uma escola local onde o filho estudava havia chamado sua atenção, porque o filho havia feito três crianças chorarem ao dizer para elas, que a “Momo” iria visitá-las em seus quartos, à noite, e iria matá-las. Ao conversar com o filho, essa pessoa teria descoberto, que algumas crianças teriam o incitado a procurar pelo termo “momo challenge“. Essa pessoa resolveu pesquisar e encontrou que o tal desafio, que sabemos que nunca existiu, consistia em crianças enviando mensagens para um número e falando com um personagem chamado “Momo”. Esse personagem diria para eles se machucarem, algo que poderia levar ao suicídio devido ao roubo de informações pessoais da criança.

A pessoa também disse que o filho assistiu um vídeo da personagem “Momo”, que mandava ele dizer para todo mundo temer a “Momo” ou então ela o mataria durante o sono. Em nenhum momento essa pessoa disse que o vídeo estava publicado no YouTube ou incluiu quaisquer links ou capturas de tela para provar o que estava dizendo. É simplesmente um relato aleatório em uma página que possui atualmente cerca de 500 seguidores. Porém, isso foi o suficiente para a questionável mídia britânica.

O Caldeirão Britânico
Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News“, no dia 20 de fevereiro. O site simplesmente disseminou um mero relato como se fosse algo que realmente tivesse acontecido, sem sequer verificar pela autenticidade do mesmo. Algo extremamente grave em se tratando de jornalismo, porém comum entre diversos veículos de comunicação do Reino Unido.

Entre os dia 17 e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News”, no dia 20 de fevereiro.

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail“, “The Sun“, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail”, “The Sun”, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

Apesar dos relatos serem diferentes, eles possuíam um mesmo padrão: um pai ou uma mãe alegava, que seu filho(a) viu a Momo em um vídeo do YouTube ou que um número do WhatsApp com a imagem da “Momo” mandou mensagem para ele(a). Esses pais definiam a situação como um “jogo” ou um “desafio”, que incitava seus filhos a cometerem atos violentos, e até a se filmarem enquanto os realizavam. No entanto, nem os relatos propagados pelas redes sociais, nem as próprias notícias forneciam qualquer link ou evidência concreta de que tal conteúdo tivesse sido publicado no YouTube.

A Polícia da Irlanda do Norte Ajudou a Dar Credibilidade a Tais Relatos que Sequer Foram Verificados
No dia 22 de fevereiro, o assunto ganhou a mídia impressa, e no dia 24 de fevereiro adicionaram a “cereja do bolo” de toda essa história: sem qualquer evidência ou prova concreta do que estava ocorrendo, a PSNI (Serviço de Polícia da Irlanda do Norte) emitiu um alerta sobre esse assunto, em sua página oficial no Facebook.

Basicamente, era um alerta direcionado aos pais sobre os perigos, que as crianças poderiam estar expostas. Segundo o site do jornal “Belfast Telegraph“, um porta-voz da polícia chegou a dizer, que o tal desafio estava tendo como principal alvo as crianças da Irlanda do Norte, embora não houvesse um único caso sequer denunciado por parte dos pais ou boletim de ocorrência registrado diretamente na polícia. No comunicado, a polícia chegou a dizer:

“Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube“

No comunicado, a polícia chegou a dizer que: “Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube”.

Entretanto, foi justamente esse comunicado, que estimulou definitivamente as buscas por esse assunto, ressurgindo com o fenômeno “Momo”, conforme podemos ver no gráfico abaixo, que foi elaborado pelo britânico “The Guardian”:

Gráfico elaborado pelo britânico “The Guardian” mostrando a recente escalada de viralização sobre a “Momo”

Escolas na Reino Unido Também Ajudaram a dar Credibilidade a Tais Relatos
No dia 26 de fevereiro, novamente sem oferecer quaisquer provas, a “Northcott School Hull?”, uma escola na cidade inglesa de Hull, fez a seguinte publicação através do Twitter:

“IMPORTANTE: estamos cientes de que alguns desafios sórdidos (Desafio da ‘Momo’) estão invadindo os programas infantis. Os desafios aparecem no meio do YouTube Kids, Fortnite, e Peppa Pig para evitar a detecção por adultos. Por favor, estejam vigilante com seus filhos usando TI. As imagens são muito perturbadoras“

No dia 26 de fevereiro, novamente sem oferecer quaisquer provas, a “Northcott School Hull?”, uma escola na cidade inglesa de Hull, fez uma publicação totalmente alarmista através do Twitter.

A “Ash Field Academy“, em Leicester, também tuitou um aviso aos pais, e a “Haslingden Primary School“, em Rossendale, compartilhou uma mensagem semelhante no Facebook.

A Tentativa de Apagar o Incêndio
Um dos poucos veículos que tentaram apagar o incêndio, que estava sendo propagado pela mídia, departamentos de polícia e escolas britânicas foi o “The Guardian”. Eles fizeram questão de ressaltar a posição de instituições de caridade, assim como a Samaritanos e a NSPCC (Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade às Crianças). Ambas as instituições descartaram os relatos viralizados nas redes sociais, uma vez que não havia nenhuma evidência de que o tal, e inexistente “Desafio da Momo”, tivesse causado qualquer dano físico em crianças e adolescentes. A histeria propagada pela mídia, no entanto, poderia estar colocando pessoas vulneráveis em risco, encorajando-as a pensar em automutilação.

O “Safer Internet Center” do Reino Unido, uma organização que visa promover o uso seguro e responsável da tecnologia para os jovens, chamou os relatos de “fake news” (“notícias falsas”). A NSPCC disse que não havia evidências confirmadas de que o fenômeno estivesse representando uma ameaça para as crianças britânicas, e disse que havia recebido mais telefonemas sobre isso de membros da mídia do que pais preocupados.

Um porta-voz dos Samaritanos foi igualmente cético, dizendo: “Essas histórias sendo altamente divulgadas, e iniciando pânico, significa que as pessoas vulneráveis ??ficam sabendo da história, e isso cria um risco“. Eles recomendaram que os meios de comunicação seguissem suas diretrizes sobre reportar suicídio, e sugeriram que a cobertura da imprensa estivesse “aumentando o risco de dano“.

Ambas as instituições descartaram os relatos viralizados nas redes sociais, uma vez que não havia nenhuma evidência de que o tal, e inexistente “Desafio da Momo”, tivesse causado qualquer dano físico em crianças e adolescentes. A histeria propagada pela mídia, no entanto, poderia estar colocando pessoas vulneráveis em risco, encorajando-as a pensar em automutilação.

“Atualmente, não estamos cientes de qualquer evidência verificada neste país ou qualquer outro, ligando Momo ao suicídio“, disse o porta-voz dos samaritanos. “O mais importante é que os pais e as pessoas que trabalham com crianças se concentrem em diretrizes gerais de segurança on-line“, completou.

Defensores da segurança infantil disseram, que a história se espalhou devido a preocupações legítimas sobre segurança infantil online, o compartilhamento de material não verificado em grupos locais do Facebook, e comentários oficiais das forças policiais e escolas britânicas, baseadas em poucas evidências concretas. Embora algumas pessoas tenham se apressado para compartilhar mensagens alertando sobre o risco da “Momo”, havia temores de que elas tivessem exagerado na dose, ou seja, assustando as crianças, espalhando as imagens, e fazendo uma perigosa associação com a automutilação. Complicado!

Entretanto, o “The Guardian” não teve força para impedir a viralização que iria ocorrer nos Estados Unidos e aqui no Brasil.

A Viralização nos Estados Unidos e a Participação de uma Celebridade:

Não demorou muito tempo para o suposto ressurgimento da “Momo” viralizasse nos Estados Unidos e no Brasil. Nos Estados Unidos, um exemplo claro disso veio através de uma matéria publicada pela “CBS News“, falando basicamente sobre o que estava acontecendo na Inglaterra, no dia 27 de fevereiro, além de um vídeo publicado no YouTube, na própria conta da emissora:

“Um personagem assustador chamado ‘Momo’ está espalhando mensagens perigosas em vídeos no YouTube Kids e em outros sites infantis, e pais e escolas estão preocupados, relata Ginna Roe, da KUTV“.

A curta reportagem promovida pela “CBS News” foi assistida mais de 3,6 milhões de vezes, e apresentou um desse vídeos relacionados a “Momo”, que supostamente estariam sendo inseridos em outros com conteúdo infantil, no YouTube. Porém, há um gravíssimo problema nessa reportagem. O vídeo é reproduzido diretamente na tela do celular, mas não indica que fizesse parte de um outro vídeo ou muito menos que estivesse hospedado no YouTube.

Conclusão:
Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno do fenômeno “Momo” é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem no período entre o início de fevereiro e início de março deste ano.
A prática predatória de boa parte da mídia em querer lucrar com esse assunto, sem verificar devidamente cada caso, por sua vez, expôs milhões de crianças ao redor do mundo a, talvez, se interessarem por esse tipo de conteúdo e irem atrás de tais vídeos. Algo que provavelmente teria um curto período de vida, e que poderia ser resolvido ao adotar medidas padrões de segurança digital voltadas para crianças e adolescentes, acabou tomando uma proporção muito maior do que o esperado. Resumindo? Boa parte da mídia, infelizmente, estimulou a viralização de vídeos relacionados a Momo, não o contrário. Aliás, não seria de se estranhar caso, a partir de toda essa viralização promovida, que surgissem situações realmente verídicas ao longo do tempo. Vamos torcer, é claro, para que isso não aconteça.
Por fim, é importante ressaltar que, independentemente de ser ou não falso, é necessário que os pais acompanhem de perto o que seus filhos fazem na internet, e também parem de fazer parte de toda essa histeria coletiva, que não colabora em nada para estancar os perigos inerentes as redes sociais. Não é possível que os pais joguem a responsabilidade da criação de seus filhos ao se apoiarem na reação inflamada de algumas pessoas, que surgem em grupos e páginas na internet, e muito menos do que é propagado nas redes sociais de forma deliberada, anônima e que beira a clandestinidade. É preciso parar, sentar, ter conversas sinceras, educar, e ter acompanhamento constante. Sinceramente, é hora dos pais pararem de olhar para a tela dos próprios celulares e agirem, simplesmente, como pais.

Posted in Momo Invadiu O Youtube Kids? at março 24th, 2019. No Comments.

O Neto do Raul Seixas cantou igual ao avô no programa Raul Gil? Verdade Ou Mentira?

É verdade que o jovem que aparece em vídeo cantando “Gita” no programa Raul Gil é neto do cantor Raul Seixas?

O vídeo tem pouco mais de 4 minutos de duração e começou a se espalhar através de grupos do WhatsApp no final de dezembro de 2018. Nele podemos ver um jovem talentoso – cuja voz se parece muito com a do “Maluco Beleza” Raul Seixas – cantando “Gita”.

O texto que acompanha a apresentação do rapazinho afirma que o cantor seria neto do Raul Seixas, o que explicaria (em parte) a semelhança na voz!


Será que esse rapaz é mesmo neto de Raul Seixas? O vídeo tem pouco mais de 4 minutos de duração e começou a se espalhar através de grupos do WhatsApp no final de dezembro de 2018. Nele podemos ver um jovem talentoso – cuja voz se parece muito com a do “Maluco Beleza” Raul Seixas – cantando “Gita”.

Verdade ou mentira?

O jovem cantor se chama Rodrigo Murbach e, apesar da sua voz ser muito parecida com a do falecido Raul Seixas, não há nenhum parentesco entre os dois.

O vídeo foi publicado no canal oficial do programa Raul Gil no YouTube em setembro de 2018 e, em nenhum momento é afirmado que Rodrigo é neto do Maluco Beleza.

Uma busca por “Netos do Raul Seixas” no Google e descobrimos que o Raulzito teve três filhas: Scarlet Vaquer Seixas, Vivian Costa Seixas e Simone Andréa Wisner Seixas.

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Gilmar Lopes Publicado em 29 de dezembro de 2018

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É verdade que o jovem que aparece em vídeo cantando “Gita” no programa Raul Gil é neto do cantor Raul Seixas?

O vídeo tem pouco mais de 4 minutos de duração e começou a se espalhar através de grupos do WhatsApp no final de dezembro de 2018. Nele podemos ver um jovem talentoso – cuja voz se parece muito com a do “Maluco Beleza” Raul Seixas – cantando “Gita”.

O texto que acompanha a apresentação do rapazinho afirma que o cantor seria neto do Raul Seixas, o que explicaria (em parte) a semelhança na voz!PUBLICIDADE

Será que esse rapaz é mesmo neto de Raul Seixas?

Verdade ou mentira?

O jovem cantor se chama Rodrigo Murbach e, apesar da sua voz ser muito parecida com a do falecido Raul Seixas, não há nenhum parentesco entre os dois.

O vídeo foi publicado no canal oficial do programa Raul Gil no YouTube em setembro de 2018 e, em nenhum momento é afirmado que Rodrigo é neto do Maluco Beleza.

Conclusão

O menino que apareceu no programa Raul Gil cantando Gita com uma voz muito parecida com a do Raul Seixas não é neto do roqueiro baiano!  

Uma busca por “Netos do Raul Seixas” no Google e descobrimos que o Raulzito teve três filhas: Scarlet Vaquer Seixas, Vivian Costa Seixas e Simone Andréa Wisner Seixas.


Reprodução/Google

Scarlet vive em uma fazendo no Alabama (EUA) e nessa entrevista ao Portal R7, ela afirma ser mãe de dois filhos (que moram com ela nos Estados Unidos).

Vivian é a mais nova das três, nasceu em 1981 e é produtora musical e DJ, escolhida como melhor DJ feminina de Deep House e Nu Disco pela DJ Sound Awards 2015. Não há informações sobre filhos.

Quanto à Simone, não encontramos muita informação sobre ela na web. O que sabemos é que essa filha do Raul também mora nos Estados Unidos e que ela trabalha com finanças (segundo que diz a irmã Scarlet).

Rodrigo Murbach

O jovem paranaense Rodrigo Murbach tem 17 anos e é – como dá pra perceber – muito fã de Raul Seixas. Nessa reportagem do Portal Terra Roxa, podemos conhecer mais sobre esse talento:

Posted in Padão at fevereiro 6th, 2019. No Comments.

A Polícia Federal prendeu van com 152 urnas eletrônicas com votos para o Haddad? Verdade Ou Mentira?

É verdade que a Polícia Federal apreendeu uma van com 152 urnas eletrônicas com 121 delas com 72% dos votos já preenchidos a favor do candidato Fernando Haddad?

O alerta surgiu nos grupos do WhatsApp no dia 05 de outubro de 2018, dois dias antes das eleições gerais. De acordo com o texto, a Record teria noticiado que a Polícia Federal “prendeu” uma van com 152 urnas eletrônicas, das quais 121 estavam preenchidas com 72% de votos para o candidato Fernando Haddad.

Será que essa notícia é verdadeira ou falsa?

Verdade ou mentira?
Fizemos uma busca no site da TV Record e no Portal R7 e não encontramos a referida notícia.
Além disso, o texto é muito vago, não revelando quando e onde a apreensão das urnas teriam ocorrido.

Encontramos relatos de apreensões deWhatsApp urnas falsas pela Polícia Federal em 2006 (17 urnas), em 2004 (248 urnas) e mais algumas em 2002. Mas não há relatos de apreensões feitas em 2018.

Conclusão:
Não há nenhuma notícia a respeito de apreensões de urnas eletrônicas em outubro de 2018 no site da TV Record e tampouco em outros sites de notícia!

Existe mesmo uma igreja chamada “Coice no Capeta”? Verdade Ou Mentira?

Foto compartilhada através das redes sociais mostra a fachada de uma igreja com nome curioso! Será verdade que existe uma igreja sertaneja chamada Coice no Capeta cujo o slogan é “Galopando com você para o céu”?

A imagem começou a se espalhar com força através de grupos do WhatsApp na segunda quinzena de abril de 2018 e deixou muita gente interessada em saber se ela existe ou não!

Na fachada do local, podemos ler o nome do templo de oração: “Igreja Sertaneja Coice no Capeta! Galopando com você para o céu!”.

Será que essa foto é real? Existe mesmo uma igreja com esse nome tão pitoresco?

Verdade ou mentira?
Uma pesquisa nos principais sites de buscas não nos trouxe nenhum resultado a respeito de uma igreja com esse nome! Todos os resultados são apenas dessa mesma fachada…

A verdade mesmo é que essa foto é uma montagem feita em cima de uma fotografia de uma igreja real. Um templo da igreja Assembleia de Deus localizada em Cuité (RN). No blog João Bosco há uma reportagem a respeito dessa igreja!

A foto original é essa:

 

Várias montagens com a mesma foto
Essa não foi a primeira vez que essa fachada passou por mãos de brincalhões da net. Encontramos diversas outras montagens engraçadinhas como essa em publicações feitas desde 2015, como podemos ver aqui!

Conclusão
A foto mostrando uma igreja chamada “Coice No Capeta” é falsa!

Ilha em forma de uma pegada humana!!! Será que é Verdade Ou Mentira?

Linda fotografia mostra uma ilha com um formato bastante curioso! Conheça a ilha em forma de uma pegada humana e descubra se essa imagem é verdadeira ou falsa!

A foto circula desde maio de 2017 e já foi compartilhada diversas vezes através do WhatsApp e do Facebook. Nela podemos ver uma linda e aparentemente inexplorada ilha cujo o formato lembra (e muito) uma pegada gigante!

Será que essa fotografia é verdadeira? Será que essa ilha existe mesmo?

Verdade Ou Mentira?


A imagem é muito bacana, mas é falsa!

Na verdade, essa é uma ilustração feita misturando-se fotos reais com edições realizadas com a ajuda de softwares de edição em 3D pelo artista digital sul-africano Johan Swanepoel. No site ShutterStock podemos ver outros trabalhos desse fotógrafo/Photoshop.

Outras ilhas com formatos estranhos:
Já publicamos aqui no algumas pesquisas que fizemos com fotos de outras ilhas de formatos curiosos que pipocaram na web. Algumas são reais e outras são montagens. Por exemplo, falamos sobre a ilha em forma de coração, uma ilha em forma de violino e outras em forma de lua e estrela!

Conclusão:
A foto da ilha em forma de pegada gigante é uma montagem feita por um artista digital sul-africano!

Posted in Ilha Em Forma De Uma Pegada at outubro 17th, 2018. No Comments.

O Moradia Social vai dar um cômodo da sua casa pra um sem-teto se o Haddad ganhar? Verdade Ou Mentira?

É verdade que o Projeto Moradia Social está nos planos de governo de Fernando Haddad e se ele ganhar as eleições de 2018 o governo vai confiscar um cômodo da sua casa para dar a um sem-teto?

O alerta surgiu nas redes sociais na segunda semana de outubro de 2018 e rapidamente se espalhou também nos grupos de whatsApp. De acordo com o texto (que também se espalhou em forma de vídeo), o Partido dos Trabalhadores teria criado o “Moradia Social” e se o candidato Fernando Haddad ganhar as eleições, o Governo vai pegar um cômodo da casa de cada brasileiro para dar a um sem-teto.

O projeto, segundo o alerta, seria uma cópia do que teria sido feito na Fernando Haddad  para acabar com a falta de moradia. Assistentes sociais do Governo visitarão as casas para verificar as condições daquela moradia e, caso for comprovado que na sua casa tenha um cômodo não utilizado, o Governo poderá confiscá-lo para ser “ocupado socialmente”.

O texto avisa que, se caso o candidato Fernando Haddad vencer as eleições, o morador será compulsoriamente convidado a ceder esse cômodo para um sem-teto morar!

Será que isso é verdade ou mentira?

Verdade ou mentira?
O aviso alarmista que se espalhou através de grupos do WhatsApp ainda disponibiliza um link para o site da Câmara onde podemos ver que o Projeto Moradia Social existe mesmo, mas calma!

O Projeto de Lei 6342/09, de autoria dos deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Zezéu Ribeiro (PT-BA), visa a universalização do acesso à moradia, como determina o artigo 6º da Constituição.

Segundo o projeto:

“O Poder Público vai arcar com os custos do aluguel das moradias, que poderão ser imóveis públicos ou privados em condições adequadas de uso. Já os beneficiários pagarão as tarifas de serviços públicos da moradia, os impostos e taxas municipais e parte dos custos de manutenção do imóvel.”

O Projeto de Lei não fala nada sobre usar um cômodo de quem tem casa própria para ser usado por sem-terras.
Procuramos também esse projeto no plano de governo do candidato Fernando Haddad e não encontramos nenhuma menção a isso.

Vídeo anônimo mistura duas fake news:
No vídeo a respeito que foi bastante compartilhado através do WhatsApp, um homem sem nome faz essa “denúncia” e aproveita para misturar com outra fake news que já desmentimos aqui no E-farsas: A que Haddad (ou Ciro Gomes, na época) iria confiscar a poupança do brasileiro para criar o Poupança Fraterna. Como explicamos na época, o Projeto de Lei até existiu, mas foi proposta em 2004 e arquivada alguns anos depois.

Conclusão:
Não há no plano de governo do Candidato Haddad (e nem no do seu concorrente) um Projeto chamado Moradia Social. Um PL com esse nome está tramitando no Congresso, mas ele não fala sobre o confisco de um cômodo da sua casa para ser usado por sem-terras!

Vídeos mostram fábricas de ovos falsos de plástico! Será Verdade ou Mentira?

Será que os vídeos mostrando fábricas clandestinas de ovos falsos na China são verdadeiros ou falsos?

Os vídeos começaram a se espalhar através de grupos do WhatsApp na segunda quinzena de junho de 2018 e rapidamente ganhou vários compartilhamentos também no Facebook e no Twitter! Neles podemos ver o que parece ser uma fábrica de ovos de plástico!
De acordo com o texto que circula juntamente com os vídeos, a polícia chinesa teria fechado uma fábrica que fazia ovos artificiais a partir de materiais plásticos e resíduos humanos não comestíveis. A empresa (cujo o dono já havia sido preso) estaria exportando esses ovos falsos para todo o mundo e o texto pede para que isso seja compartilhado para avisar a todos do perigo de se consumir esse “alimento” inadvertidamente.

Será que esses vídeos são reais? Será mesmo que a China está exportando ovos de plástico para o mundo todo?

Verdade ou mentira?
Um dos vídeos foi feito em Dubai, em abril de 2018, e não tem nada a ver com a China. Na época, as autoridades locais explicaram que os ovos são de verdade e que a sua aparência “plastificada” se deve ao fato do alimento não estar muito fresco.

Quanto ao outro vídeo, trata-se realmente de uma fábrica de ovos falsos, mas antes que você se preocupe, a fábrica é de ovos de brinquedo!

O ovo é um tipo de massa de modelar, uma versão coreana da nossa Amoeba. Perceba que a marca da fábrica aparece na embalagem do produto:

Conclusão:
Os vídeos que circulam através de grupos do WhatsApp não são de fábricas clandestinas de ovos falsos para o consumo humano! Tratam-se de vídeos de situações diferentes e filmados em países diferentes!

Homem contrata garota de programa e descobre que ela é a sua esposa! Será? Verdade Ou Mentira?

Será verdadeira a notícia afirmando que um capixaba tomou um grande susto ao descobrir que a garota de programa que ele havia contratado era a sua esposa?

A notícia surgiu em diversos sites e blogs na segunda quinzena de junho de 2018 e rapidamente se espalhou também nos grupos do WhatsApp. De acordo com o texto, um homem de 46 anos de Bom Jesus do Norte (ES) teria contratado uma prostituta através de um serviço online, descobrindo (na hora do “vamo ver”) que a garota de programa era nada mais nada menos que a sua própria esposa!

O homem, que não teve a identidade revelada, estava casado há 17 anos e nunca desconfiou de nada, segundo o que diz na reportagem.

Será verdadeira a notícia afirmando que um capixaba tomou um grande susto ao descobrir que a garota de programa que ele havia contratado era a sua esposa?

Será que isso é verdade ou mentira?

Verdade ou mentira?
A reportagem não cita nomes, datas e tampouco dá provas da veracidade dos dados informados. Todas as publicações são derivadas de uma única postagem (que também não dá nenhuma prova de nada).

Lembrando que já publicamos aqui em novembro de 2016 a notícia falsa de uma garota de programa que teria fugido de um motel quando descobriu que seu cliente era o seu próprio namorado. A fake news foi uma brincadeira do site humorístico G17!
No dia 15 de junho de 2018, o jornal do Espírito Santo publicou em seu site a notícia do sujeito que teria descoberto da pior maneira que a sua própria esposa era uma garota de programa. A publicação foi apagada após os editores descobrirem que a história era falsa, mas a internet não esquece!Cada site que publicou essa notícia falsa usaram uma fotografia diferente para “ilustrar” a matéria. A imagem mais usada é uma que mostra um casal sentado em uma cama. Ela com as mãos entre as pernas e ele com uma das mãos tampando o rosto. Na verdade, essa fotografia é de agosto de 2014 e foi tirada na China, durante uma batida policial em um motel.

De acordo com a mídia chinesa, o casal de namorados foi confundido com um cliente e uma prostituta (a prostituição é um crime lá) e, após prestar depoimento, ambos foram liberados!

Outra das fotos usadas nessa fake news é de 2017 de um site de encontros e nada tem a ver com essa história:

Variações:
Ao mesmo tempo que essa história se espalhava pela web, outra versão corria lado a lado com uma “notícia” parecida. A diferença é que, dessa vez, o cliente teria contratado uma prostituta sem saber que ela era a sua própria filha!

Acontece que essa é uma versão brasileira de uma fake news nascida em inglês e, na versão de lá, o caso teria ocorrido no Zimbabwe.

Conclusão:
A notícia afirmando que um homem teria descoberto que a garota de programa que ele havia contratado era a sua própria esposa é falsa!

O WhatsApp vai doar R$1 para cada compartilhada para ajudar bebê que nasceu com 2 pênis? Verdade Ou Mentira?

É verdade que a cada vez que a foto de um bebê que nasceu com 2 pênis for compartilhada o WhatsApp vai ajudar com R$1 no tratamento dessa criança?

A imagem começou a se espalhar através de grupos do WhatsApp no final de junho de 2018 e pede para ser repassada a foto de um recém-nascido que nasceu com dois pênis. O áudio que acompanha a foto parece ter vindo de um religioso que explica que a cada vez que alguém compartilhar a imagem, o “zap” vai doar R$1,00 para ajudar no tratamento do bebê, pois ele precisa fazer uma cirurgia que custa R$18 mil!

Será que essa história é real?
Verdade ou mentira?
Leia a transcrição de uma das versões do áudio espalhado pelo WhatsApp:

“Meus irmãos, [aqui] é o irmão Antônio. Eu recebi essa mensagem, essa coisa trágica aqui de uma criança que tá hospitalizada e ela precisa de 18 mil reais pra fazer a cirurgia! A criança, se não ‘fazer’ a cirurgia logo, ela vai perder a vida e é 1 real. Um real de cada um de vocês que ‘passar’ essa mensagem pra frente. Não é você que vai pagar, não! É o Zap que vai pagar! O Zap vai pagar um real… eu gostaria que todos vocês colaborassem, por favor, por caridade. ‘Vamos’ passar pra frente aí, gente! Vamos ajudar essa criança fazer essa cirurgia senão ela vai desencarnar. Então, ‘vamos’ ajudar ela!”
Como você pode notar, o texto é vago e alarmista e não dá nenhuma dica de quando e onde o caso teria ocorrido!
Note que o método de disseminar o boato é o mesmo, só o que muda é que antes era pedido para se compartilhar por e-mail e agora é pelo WhatsApp.

Apelando para lado emocional do leitor (ou do ouvinte, no caso), o autor tenta convencer que a imagem em anexo seria de um bebê que está só aguardando a sua boa ação, mas não há nenhuma menção direta ao conteúdo da foto. O sujeito apenas fala que a criança está para morrer e, é claro, qualquer foto de um bebê doente serviria.

No caso da imagem de um recém-nascido com dois pênis, trata-se de um caso real de difalia, mas que aconteceu em 2014 na Índia. Ou seja, mesmo que essa campanha fosse real, a criança já estaria com 4 anos de idade…

Conclusão:
Não compartilhe esse tipo de corrente! o WhatsApp não ajuda ninguém através de campanhas de compartilhamentos.

Fieis Oram em posto de combustível pela volta da gasolina? Verdade Ou Mentira?

Será verdade ou mentira que um grupo de pessoas se reuniu para orar em um posto de combustível pela volta do abastecimento de álcool e gasolina? A imagem se espalhou através das redes sociais no final de maio de 2018 e mostra várias pessoas no que parece ser uma roda de oração em um posto de combustível. O texto que acompanha a imagem afirma que o grupo estaria orando pela volta da gasolina naquele posto, visto que o abastecimento estava prejudicado há dias com a paralisação dos caminhoneiros em todo o país!
Será que essa imagem é real? O grupo estava orando para conseguir gasolina?

Verdade ou Mentira?

Tratado como piada em algumas publicações, a imagem é real. No entanto, houve uma pequena deturpação na história que acompanha a fotografia.

O caso ocorreu na capital do estado de Pernambuco, Recife, no último final de semana de maio de 2018. De acordo com a jornalista pernambucana Tais Paranhos, a fotografia foi tirada em um posto de gasolina no bairro das Graças, no Recife.

Entramos em contato com a jornalista via WhatsApp, que nos confirmou que as pessoas da foto são fiéis da Igreja Episcopal que oraram pela melhora da situação do país!

Conclusão
A foto das pessoas orando em um posto de gasolina é real! Elas estavam orando não só pela gasolina, mas para que a situação do país melhore!